Cronologia do caminho de ferro em Portugal

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A História do transporte ferroviário em Portugal iniciou-se com os primeiros projectos, em meados do Século XIX, tendo o primeiro troço, entre Lisboa e o Carregado, entrado ao serviço em 1856.[1] A rede ferroviária sofreu, na segunda metade do século XIX e nos inícios do século XX, uma expansão constante, tendo coberto praticamente todas as principais regiões e localidades do país.

Os primeiros sinais de declínio surgiram com a crise económica decorrente da Primeira Guerra Mundial, tendo o comboio deixado de ser o meio de transporte dominante com a introdução em massa dos transportes rodoviário e aéreo, após a Segunda Guerra Mundial.[2] Nos finais do século XX, verificou-se uma acentuada regressão nos caminhos de ferro, tendo sido encerrada grande parte da rede ferroviária nacional.

Não obstante os vultosos investimentos verificados e alterações nos modelos de gestão, no sentido de adequar e modernizar as operações, especialmente no transporte de passageiros,[3] a primeira década do século XXI foi marcada em Portugal por uma continuidade da decadência deste meio de transporte, acentuada pelos problemas financeiros e restrições orçamentais decorrentes da recessão económica mundial e pela crise da dívida pública da Zona Euro.

Índice

Século XIX[editar | editar código-fonte]

1841 a 1850[editar | editar código-fonte]

1845[editar | editar código-fonte]

  • 19 de Abril: Foi celebrado um contrato entre o governo e a Companhia das Obras Públicas de Portugal, para a construção e aperfeiçoamento das vias de comunicação no território nacional; uma das cláusulas referia-se à instalação de uma ligação ferroviária entre Lisboa e a fronteira com Espanha.[1]
António Maria Fontes Pereira de Melo

1851 a 1860[editar | editar código-fonte]

1851[editar | editar código-fonte]

  • 18 de Julho: Foi nomeada uma comissão, para estudar a proposta do empresário Hardy Hislop para um caminho-de-ferro entre Lisboa e Badajoz.[1]
  • 20 de Outubro: Baseados no relatório da comissão, foram elaboradas as bases de um concurso para a ligação ferroviária entre Lisboa e a fronteira, passando por Santarém.[1]

1852[editar | editar código-fonte]

1853[editar | editar código-fonte]

  • 3 de Fevereiro: O projecto de Hardy Hislop foi aprovado com algumas modificações, como o local da estação de Lisboa, do Intendente para o Cais dos Soldados.[1]
  • 10 de Maio: São aprovados os estatutos da Companhia Central Peninsular dos Caminhos de Ferro de Portugal.[1]
  • 11 de Maio: Foi assinado o contrato definitivo para a construção da ligação ferroviária entre Lisboa e a fronteira.[1]
  • 17 de Setembro: Iniciam-se as obras do caminho-de-ferro entre Lisboa e a fronteira.[1]

1854[editar | editar código-fonte]

  • 24 de Julho: Assinatura de um contrato entre o governo e os Pares do Reino, Marquês de Ficalho e José Maria Eugénio de Almeida, em representação de uma sociedade, para a construção de uma ligação ferroviária entre as localidades de Aldeia Galega (actual Montijo) e Vendas Novas, e outras linhas que com estas possam vir a entroncar.[4]
  • 26 de Agosto: Contrato Adicional entre o Governo e a Companhia representada pelo Marquês de Ficalho e José Maria Eugénio de Almeida para ligar o Tejo com o Sado, entre as localidades de Barreiro e Setúbal.[4]
  • 9 de Setembro: É publicado um Decreto que aprova o Regulamento da Companhia Central Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal.[4]
  • 6 de Novembro: É formada uma comissão, para se reunir com a sua homóloga espanhola, em Elvas, a 13 de Novembro de 1854, para escolherem o local na fronteira por onde deveria transitar a ligação ferroviária entre Lisboa e Madrid.[4]

1855[editar | editar código-fonte]

  • 6 de Fevereiro: É publicado um Decreto, autorizando os estatutos da Companhia Nacional dos Caminhos de Ferro ao Sul do Tejo.[4]
  • 16 de Julho: Publicação de uma lei, que autoriza o governo a principiar a ligação internacional no Cais dos Soldados (antiga localização da Estação Ferroviária de Lisboa-Santa Apolónia), em Lisboa.[4]
  • 26 de Julho: Promulgação de uma lei, aprovando o projecto apresentado pelo Conde Claranges Lucotte para a construção de linha férrea entre as localidades de Lisboa e Sintra; o traçado apresentado iniciava-se na zona do Aterro, na Freguesia de São Paulo, corria ao longo da margem até Caxias, aonde flectia para o interior até Agualva–Cacém, e terminando em Sintra. Chegaram a ser efectuados os primeiros aterros na zona de Belém-Pedrouços e construídas algumas obras de arte, nomeadamente a ponte de alvenaria à entrada da Cruz Quebrada e a primitiva muralha, para o traçado da Linha entre a Cruz Quebrada e Caxias.
  • Agosto: Thomaz Rumball apresenta um relatório à Direcção Geral da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses, contendo um plano geral para o Caminho de Ferro de Leste.[4]
  • 5 de Setembro: As obras no caminho-de-ferro entre Lisboa e Santarém são suspensas devido a conflitos entre a Companhia Central Peninsular e os empreiteiros; o governo tomou conta das obras no dia seguinte.[1]
  • 15 de Dezembro: Fontes Pereira de Melo firma um contrato com Shaw & Waring Brothers, que rescinde o contrato da empreitada com a Companhia Central Peninsular dos Caminhos de Ferro Portugueses.[4]
  • Dezembro: É publicado um relatório do engenheiro Wattier, sobre a construção do transporte ferroviário em Portugal.[4]

1856[editar | editar código-fonte]

  • 7 de Fevereiro: O governo entrega o comando das obras entre Lisboa e Santarém ao engenheiro Wattier.[1]
  • 23 de Setembro: É publicado o Regulamento de Polícia para os caminhos-de-ferro em Portugal.[4]
  • 28 de Outubro: Dá-se a inauguração do primeiro troço do Caminho de Ferro do Leste, entre Lisboa e Carregado.[1]

1857[editar | editar código-fonte]

  • 31 de Julho: O troço entre Carregado e Virtudes entra ao serviço.[1]

1858[editar | editar código-fonte]

  • 21 de Abril: Abre à exploração a linha entre Virtudes e Ponte de Sant'Ana.[1]
  • 29 de Junho: O troço entre Ponte de Sant'Ana e Ponte de Asseca abre ao serviço.[1]

1859[editar | editar código-fonte]

1861 a 1870[editar | editar código-fonte]

1861[editar | editar código-fonte]

1862[editar | editar código-fonte]

  • 7 de Novembro: Abre à exploração o troço entre Santarém e Abrantes.[1]

1863[editar | editar código-fonte]

1864[editar | editar código-fonte]

  • 10 de Abril: o troço entre Taveiro e Estarreja é aberto à exploração.[1]
  • 22 de Maio: Entra ao serviço a linha entre Entroncamento e Soure.[1]
  • 7 de Julho: É aberta a linha entre Soure e Taveiro.[1]

1865[editar | editar código-fonte]

  • 1 de Maio: Inauguração da estação principal das Linhas do Leste e Norte, Lisboa - Santa Apolónia (Cais dos Soldados). Com apenas o primeiro andar, foi construída por Oppermann, proprietário dos Annales de la Construction.
  • 18 de Setembro: Uma composição transportando operários é forçada a travar de emergência na Linha do Alentejo, devido a sabotagem na via; os passageiros saltam da composição ainda em andamento, fazendo 3 mortos e 2 feridos graves.[5]

1866[editar | editar código-fonte]

  • A primeira Caixa de Previdência dos Ferroviários - Caixa de Socorros, foi criada pela Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses. O capital era constituído pelo produto das multas ao pessoal, e a venda de passes aos trabalhadores da empresa. Posteriormente, a sua denominação passa a ser Caixa de Socorros e Reformas, sendo financiada por quotizações, concedendo pensões de invalidez e sobrevivência e capitalizando para o futuro pagamento de pensões de reformas.

1867[editar | editar código-fonte]

  • O governo autoriza a construção das Linhas do Minho e Douro por conta do Estado.

1868[editar | editar código-fonte]

  • É aprovado o Regulamento de Polícia e Exploração de Caminhos-de-ferro.

1869[editar | editar código-fonte]

  • O governo toma posse dos Caminhos de Ferro do Sul e Sueste, após rescisão do contrato com a Companhia do Sueste, concessionária da construção da Linha de Vendas Novas a Évora e Beja e que igualmente tinha adquirido a Linha Barreiro Vendas Novas e Pinhal Novo a Setúbal.

1870[editar | editar código-fonte]

  • Publicação de uma Portaria, ordenando a organização os serviços de estatística do movimento do transporte ferroviário em Portugal. A moderna estatística surge no Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, tornando-se um instrumento de gestão e controlo das sociedades anónimas.

1871 a 1880[editar | editar código-fonte]

1871[editar | editar código-fonte]

  • Estabelece-se a existência de livros de reclamação nas estações do caminho-de-ferro de Leste e Norte.

1872[editar | editar código-fonte]

  • O engenheiro Pedro Inácio Lopes é nomeado responsável pelos estudos do traçado da quinto tramo da Linha do Norte, que compreendia o atravessamento do Rio Douro, de forma a concluir esta Linha e a efectuar a ligação com a rede ferroviária do Minho e Douro. O engenheiro Manuel Afonso de Espregueira, foi o primeiro português nomeado Director Geral da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.

1873[editar | editar código-fonte]

  • 2 de Julho: Inauguração da linha entre Lisboa e Sintra do Larmanjat.[6]

1875[editar | editar código-fonte]

1877[editar | editar código-fonte]

  • 28 de Outubro: Término das obras de construção da Ponte D. Maria Pia.[1]
  • 4 de Novembro: Inauguração da Ponte D. Maria Pia.[1]
  • 5 de Novembro: Abertura à exploração do troço entre Vila Nova de Gaia e Campanhã, na Linha do Norte.

1878[editar | editar código-fonte]

1879[editar | editar código-fonte]

  • 15 de Outubro: Abertura ao serviço do Ramal de Cáceres, para os serviços de pequena velocidade.[1]

1880[editar | editar código-fonte]

  • 4 de Abril: Abertura à exploração do troço entre Régua e Ferrão, na Linha do Douro.
  • 1 de Junho: Dá-se a abertura à exploração do troço entre as Estações Ferroviárias de Ferrão e Pinhão, na Linha do Douro.
  • 6 de Junho: O Ramal de Cáceres é aberto à exploração, para todos os tipos de serviço.[1]

1881 a 1890[editar | editar código-fonte]

Estação Ferroviária de Vilar Formoso.

1882[editar | editar código-fonte]

  • 1 de Julho: Abertura à exploração da Linha da Beira Alta, entre Figueira da Foz e a fronteira, em Vilar Formoso.
  • 3 de Agosto: Inauguração oficial da Linha da Beira Alta.
  • 6 de Agosto: Dá-se a abertura à exploração do troço entre Segadães e Valença, na Linha do Minho.
  • 12 de Outubro: É assinado um contrato entre o Governo e o Syndicato Portuense (conjunto de instituições financeiras do Porto), por forma a ligar, por via ferroviária, Salamanca às localidades de Barca de Alva e Vilar Formoso.

1883[editar | editar código-fonte]

  • 1 de Setembro: O troço entre as Estações Ferroviárias de Pinhão e Tua, na Linha do Douro, é aberto à exploração.
  • 31 de Dezembro: Abertura à exploração do troço entre Trofa e Vizela, na Linha de Guimarães.

1884[editar | editar código-fonte]

  • 14 de Abril: Abertura à exploração do troço entre Vizela e Guimarães, na Linha de Guimarães.

1885[editar | editar código-fonte]

  • Abertura à exploração da segunda via do troço entre Campolide e Cacém, na Linha do Oeste.
  • 15 de Junho: Uma inundação no Túnel 1, na Linha do Douro, provoca a morte a 29 operários.
  • 18 de Outubro: Abertura à exploração do Ramal de Coimbra.[1]

1886[editar | editar código-fonte]

  • Inauguração da Ponte Internacional de Valença.
  • 25 de Março: Abertura à exploração do Ramal Internacional entre Valença e a fronteira.

1887[editar | editar código-fonte]

  • 10 de Janeiro: Abertura à exploração do troço entre Tua e Pocinho, na Linha do Douro.
  • 2 de Abril: Abertura à exploração do troço entre Alcântara-Terra e Cacém, na Linha do Oeste, e do Ramal de Sintra (Cacém e Sintra).
  • 21 de Maio: Abertura à exploração do troço entre Cacém e Torres Vedras, na Linha do Oeste.
  • 21 de Maio: Início das obras de construção do Túnel do Rossio.
  • 1 de Agosto: Abertura à exploração do troço Torres Vedras a Leiria, na Linha do Oeste.
  • 9 de Dezembro: Abertura à exploração do serviço directo de caminho-de-ferro do Porto a Salamanca. por Barca de Alva.

1888[editar | editar código-fonte]

  • 20 de Maio: Abertura à exploração do troço entre as Estações de Benfica, Sete Rios, Chelas e Xabregas, na linha férrea urbana de Lisboa.
  • 17 de Julho: Abertura à exploração do troço entre Leiria e Figueira da Foz. Conclusão da Linha do Oeste.

1889[editar | editar código-fonte]

1890[editar | editar código-fonte]

1891 a 1900[editar | editar código-fonte]

1891[editar | editar código-fonte]

  • 16 de Março: Abertura à exploração da segunda via do troço entre Carregado e Azambuja, na Linha do Leste.
  • 19 de Maio: Abertura à exploração da segunda via do troço entre a Azambuja e Santana, na Linha do Leste.
  • 10 de Agosto: Abertura à exploração do troço entre Alcântara-Terra e Alcântara-Mar.
  • 5 de Setembro: Abertura à exploração do troço de Campolide, Sete Rios, Chelas e Braço de Prata. Conclusão da linha-férrea urbana de Lisboa.
  • 6 de Setembro: Abertura à exploração do troço entre Abrantes e Covilhã, na Linha da Beira Baixa.

1893[editar | editar código-fonte]

  • 6 de Maio: Abertura à exploração do Ramal de Leixões.
  • 11 de Maio: Abertura à exploração do troço entre Covilhã e Guarda. Conclusão da Linha da Beira Baixa.
  • 8 de Abril: Entra à exploração o troço até ao Entroncamento, depois da sua duplicação.[1]

1894[editar | editar código-fonte]

  • 4 de Setembro: Abertura à exploração do troço entre Cais do Sodré e Alcântara-Mar. Conclusão da Linha de Cascais.

1896[editar | editar código-fonte]

  • 8 de Novembro: Abertura à exploração da linha-férrea urbana do Porto, entre Campanhã e São Bento.

1899[editar | editar código-fonte]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Estação de Espinho-Vouga, em 2008.

1901 a 1910[editar | editar código-fonte]

1902[editar | editar código-fonte]

1904[editar | editar código-fonte]

  • 15 de Janeiro: Abertura à exploração da Linha de Setil - Vendas Novas.

1905[editar | editar código-fonte]

  • 15 de Abril: Entra à exploração o troço entre Espinho e Gaia, depois da via ter sido duplicada.[1]

1906[editar | editar código-fonte]

  • 14 de Abril: Abertura à exploração do troço entre Tavira e Vila Real de Stº António. Conclusão da Linha do Sul.
  • 12 de Maio: Abertura à exploração do troço entre Régua e Vila Real, na Linha do Corgo.
  • 16 de Novembro: A via duplicada entre Estarreja e Espinho abre à exploração.[1]
  • 16 de Dezembro: Abertura à exploração do troço entre Coimbra e Lousã.

1907[editar | editar código-fonte]

  • 17 de Maio: Entra à exploração da linha entre Aveiro e Estarreja, depois de ter sido duplicada.[1]
  • 17 de Maio: Abertura à exploração da linha entre Livração e Amarante, na Linha do Tâmega.

1908[editar | editar código-fonte]

1910[editar | editar código-fonte]

1911 a 1920[editar | editar código-fonte]

1911[editar | editar código-fonte]

  • 14 de Outubro: O troço entre Alfarelos e Pombal abre ao serviço, depois de ser duplicado.[1]

1912[editar | editar código-fonte]

  • Março: Duas composições colidem na Linha do Douro, provocando 1 morto e 8 feridos.

1913[editar | editar código-fonte]

  • Inauguração do serviço internacional Porto-Vigo

1915[editar | editar código-fonte]

  • 17 de Abril: Conclusão dos trabalhos de ornamentação interior do vestíbulo central da Estação Ferroviária de Porto – São Bento, com azulejos artísticos da autoria de Jorge Colaço.
  • 11 de Dezembro: A via é duplicada no troço entre Pampilhosa e Mealhada.[1]

1916[editar | editar código-fonte]

1917[editar | editar código-fonte]

  • Arrendamento da Linha de Cascais à Sociedade Estoril, assumindo a obrigação de proceder à respectiva electrificação.

1919[editar | editar código-fonte]

1921 a 1930[editar | editar código-fonte]

1921[editar | editar código-fonte]

  • 9 de Novembro: Um atentado terrorista provoca o descarrilamento de uma composição na Linha do Alentejo, fazendo 9 mortos e cerca de 90 feridos.[8]

1925[editar | editar código-fonte]

  • 30 de Abril: A via é duplicada no troço entre Coimbra-B e Pampilhosa.[1]

1926[editar | editar código-fonte]

  • 15 de Agosto: Inauguração da tracção eléctrica na Linha de Cascais.
  • 21 de Agosto: O serviço de tracção eléctrica é suspenso na Linha de Cascais.
  • 22 de Dezembro: É restabelecido o serviço de tracção eléctrica na Linha de Cascais.

1927[editar | editar código-fonte]

1928[editar | editar código-fonte]

  • 28 de Fevereiro: Um incêndio na Remise da Boavista, no Porto, destrói e danifica várias unidades de material circulante da Companhia Carris de Ferro do Porto.[9]
  • 18 de Agosto: Inauguração da nova Estação do Cais do Sodré, na Linha de Cascais, projecto do arquitecto Pardal Monteiro.
  • 24 de Setembro: Abertura à exploração do Ramal de Tomar.

1929[editar | editar código-fonte]

1931 a 1940[editar | editar código-fonte]

1930[editar | editar código-fonte]

1932[editar | editar código-fonte]

  • 11 de Janeiro: Uma das composições do Comboio do Monte descarrila, provocando a morte do maquinista e ferimentos nos funcionários.[10]
  • 28 de Maio: Inauguração da nova Estação Ferroviária de Lisboa - Terreiro do Paço, projecto do arquitecto Cottinelli Telmo.
  • 15 de Agosto: Abertura à exploração da segunda via entre o Lavradio e Pinhal Novo, na Linha do Sul.

1936[editar | editar código-fonte]

  • 14 de Setembro: Abertura à exploração do troço entre Santiago do Cacém e Sines. Conclusão da Linha de Sines.

1941 a 1950[editar | editar código-fonte]

1947[editar | editar código-fonte]

1951 a 1960[editar | editar código-fonte]

1951[editar | editar código-fonte]

  • 14 de Junho: Assinatura do Contrato de Concessão Única entre o Governo e a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.

1952[editar | editar código-fonte]

  • 31 de Março: Um desabamento de terras provoca o descarrilamento de uma composição na Linha de Cascais, fazendo 52 mortos e cerca de 40 feridos.[11][12]

1954[editar | editar código-fonte]

  • 13 de Setembro: O descarrilamento de uma composição de passageiros na Linha do Sul provoca 34 mortos e o mesmo número de feridos.[13]

1956[editar | editar código-fonte]

  • 28 de Outubro: Inauguração oficial da tracção eléctrica da Linha de Sintra e do troço entre Lisboa e o Carregado, por ocasião do Centenário do Caminho-de-ferro.

1961 a 1970[editar | editar código-fonte]

1963[editar | editar código-fonte]

  • 5 de Abril: É encomendado a Edgar Cardoso o ante-projecto da nova ponte ferroviária sobre o Douro.
  • 28 de Maio: A cobertura das gares da Estação Ferroviária do Cais do Sodré desaba, provocando 49 mortos e várias dezenas de feridos.[14]

1964[editar | editar código-fonte]

  • 20 de Março: Inauguração da electrificação no troço Coimbra - Pampilhosa.
  • 26 de Julho: Na Linha do Porto à Póvoa e Famalicão, a unidade de cauda de uma composição desengata-se e descarrila, fazendo fazendo entre 91[12] a 102 vítimas mortais.[15]

1966[editar | editar código-fonte]

  • 3 de Novembro: Inauguração da electrificação da Linha do Norte entre Lisboa e o Porto.

1969[editar | editar código-fonte]

  • 15 de Maio: Como medida de segurança do tráfego rodoviário foi apresentado um pedido para eliminação de passagens de nível manuais, substituindo-as por automáticas, logo que os comboios circulem a 150 quilómetros por hora.

1971 a 1980[editar | editar código-fonte]

Linha de Sintra, junto ao antigo local do Apeadeiro de Cruz da Pedra.

1971[editar | editar código-fonte]

  • 29 de Abril: Autorizada a execução dos trabalhos de renovação integral da via, da Linha do Norte.

1972[editar | editar código-fonte]

  • 3 de Agosto: Aprovado o projecto do programa de encerramento de linhas de reduzido tráfego.

1975[editar | editar código-fonte]

  • 16 de Abril: Publicação do Decreto-Lei número 205-B/1975 que nacionaliza a Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.
  • 14 de Setembro: Duas composições colidem na Linha da Beira Alta, fazendo 16 mortos e 60 feridos.

1976[editar | editar código-fonte]

  • 31 de Dezembro: Extinção da Sociedade Estoril e transição da Linha de Cascais para os Caminhos-de-Ferro Portugueses.

1980[editar | editar código-fonte]

  • 31 de Janeiro: Uma colisão entre duas composições na Linha de Sintra provocou mais de 100 feridos.

1981 a 1990[editar | editar código-fonte]

1984[editar | editar código-fonte]

  • 26 de Abril: A colisão entre um autocarro e uma automotora na Linha do Douro provoca 17 mortos e vários feridos.[12]

1985[editar | editar código-fonte]

  • 11 de Setembro: Duas composições colidem na Linha da Beira Alta, provocando cerca de 150 mortos e um número indeterminado de feridos.[15]

1986[editar | editar código-fonte]

  • 5 de Maio: Duas composições colidem na Linha do Norte, fazendo 14 mortos e 18 feridos.

1987[editar | editar código-fonte]

  • São criados os Gabinetes dos Nós Ferroviários de Lisboa e do Porto, este último a partir do Gabinete da Nova Ponte Ferroviária sobre o Douro.

1988[editar | editar código-fonte]

  • 19 de Fevereiro: O Conselho de Ministros aprova o Plano de Modernização dos Caminhos-de-Ferro, para os anos de 1988 a 1994.

1990[editar | editar código-fonte]

1991 a 2000[editar | editar código-fonte]

Ponte de S. João

1991[editar | editar código-fonte]

  • 24 de Junho: É inaugurada a nova travessia ferroviária do Douro pela Ponte de S. João.
  • 24 de Junho: O Conselho de Ministros aprova o atravessamento ferroviário na Ponte 25 de Abril.

1992[editar | editar código-fonte]

  • 20 de Junho: Entrada ao serviço das passagens de nível automáticas com energia solar, no Alentejo.
  • 10 de Novembro: Entrada ao serviço do Sistema de Controlo Automático de Velocidade de Comboios nas Linhas de Sintra e Cintura.

1993[editar | editar código-fonte]

1995[editar | editar código-fonte]

  • 1995: Abertura à exploração da via dupla entre Ermesinde e Valongo. Início da duplicação da Linha do Douro.
  • Janeiro 1995: Início dos trabalhos de quadruplicação da Linha do Norte, entre Lisboa e Azambuja.

1996[editar | editar código-fonte]

  • 1996: Início do serviço de exploração com tracção eléctrica no troço entre Mangualde, Guarda e Vilar Formoso.
  • 23 de Julho: Entrada ao serviço dos Sistemas de Sinalização Automática e de Telecomunicações entre Pampilhosa e Vilar Formoso.

1997[editar | editar código-fonte]

  • 29 de Abril: Decreto-lei n.º 104/97 institui a criação da Rede Ferroviária Nacional EP assumindo a responsabilidade da gestão, exploração e conservação das infra-estruturas ferroviárias.
  • 29 de Abril: Separação entre o gestor da infra-estrutura ferroviária (Rede Ferroviária Nacional) e o operador (Comboios de Portugal).
  • 8 de Novembro: A colisão entre duas composições na Linha do Algarve resulta em 6 mortos e 14 feridos.[16]
  • 5 de Dezembro: Entrada em actividade do Posto de Comando Centralizado de Circulação da Pampilhosa.

1998[editar | editar código-fonte]

  • 1998:Criação da Fertagus, primeiro operador ferroviário privado que explorará a Travessia Ferroviária Norte-Sul.
  • 4 de Janeiro: Reabertura ao tráfego ferroviário do troço entre Lousado e Santo Tirso, reconvertido em via larga; é inaugurada a nova Estação Ferroviária de Santo Tirso, na Linha de Guimarães.
  • 19 de Maio: Inauguração da Gare do Oriente, em Lisboa, da autoria do arquitecto Santiago Calatrava.
  • 7 de Junho:A colisão entre duas automotoras na Linha do Tâmega resulta em 20 feridos ligeiros e 1 grave.
  • 29 de Setembro: Decreto-lei nº 299/98 institui a criação do Instituto Nacional do Transporte Ferroviário, entidade reguladora do sector.

1999[editar | editar código-fonte]

  • 30 de Abril: Entrada em actividade do Posto de Comando Centralizado de Circulação de Campolide.
  • 29 de Julho: Inauguração da travessia ferroviária pela Ponte 25 de Abril e entrada ao serviço da Eixo Ferroviário Norte-Sul, entre as Estações Ferroviárias de Entrecampos e Fogueteiro.
  • Setembro: Conclusão da quadruplicação da via entre Benfica e Amadora, na Linha de Sintra.

2000[editar | editar código-fonte]

  • Novembro: Concluída a ligação em tracção eléctrica entre os quatro principais portos do país (Sines, Setúbal, Lisboa e Leixões).
  • 19 de Dezembro: É constituída, pelo Decreto-lei 323-H/2000, a Rede Ferroviária de Alta Velocidade, S. A., empresa portuguesa que tem por missão o desenvolvimento e coordenação dos trabalhos e estudos necessários para a formação de decisões de planeamento e construção, financiamento, fornecimento e exploração de uma rede ferroviária de alta velocidade a instalar em Portugal Continental e da sua ligação com a rede espanhola de igual natureza.

Século XXI[editar | editar código-fonte]

2001 a 2010[editar | editar código-fonte]

2001[editar | editar código-fonte]

  • 14 de Novembro: Assinatura do Protocolo entre a Rede Ferroviária Nacional e as Câmaras Municipais de Valença e Monção, para a construção da primeira ecopista, no âmbito de um projecto de requalificação de vias desactivadas.

2002[editar | editar código-fonte]

  • 4 de Abril: Duas automotoras colidem no Ramal da Lousã, fazendo 5 vítimas mortais e 11 feridos.[16]
  • 29 de Abril: Inauguração do novo edifício de passageiros da Estação da Guarda.
  • 19 de Maio: A quadruplicação da Linha de Sintra estende-se até à Estação Ferroviária de Queluz-Massamá, hoje designada Monte Abraão.
  • 14 de Junho: Inauguração da Estação Ferroviária de Rio de Mouro, na Linha de Sintra.

2003[editar | editar código-fonte]

  • 14 de Maio: A colisão entre duas composições de mercadorias na Linha de Sines resulta em 2 mortos e 2 feridos.[16]
  • 19 de Junho: Uma composição e uma viatura automóvel colidem na Linha do Algarve, resultando em 3 mortos e 5 feridos.[17]
  • 7 de Julho: Uma colisão na Passagem de Nível de Monte da Pedra, na Linha do Leste, provoca 3 mortos e 2 feridos graves.[18]

2004[editar | editar código-fonte]

  • 16 de Janeiro: Entrada ao serviço dos novos sistemas de sinalização, telecomunicações e controlo de velocidade entre Tunes e Lagos, na Linha do Algarve.
  • 19 de Janeiro: Reabertura da Linha de Guimarães, após electrificação e reconversão em via larga.
  • 21 de Abril: Reabertura do troço Lousado – Nine e do Ramal de Braga, após electrificação e duplicação em via larga.
  • 30 de Maio: Viagem inaugural da ligação ferroviária directa entre Braga e Faro.
  • 10 de Junho: Inauguração do troço entre as localidades de Fogueteiro e Setúbal.
  • 22 de Outubro: Encerramento do Túnel do Rossio, para se proceder a obras de reabilitação.
  • 14 de Novembro: Inauguração de uma ecopista no antigo leito da via ferroviária, entre Valença e Monção.

2005[editar | editar código-fonte]

2006[editar | editar código-fonte]

  • Março: Atingido o valor médio de 0,473 passagens de nível por quilómetro, superando a média europeia de 0,5.
  • 28 de Outubro: 150º Aniversário do caminho-de-ferro em Portugal. Apresentação, por parte do Governo, das Orientações Estratégicas para o Sector Ferroviário.
  • 28 de Outubro: A colisão entre um veículo ligeiro e uma automotora numa passagem de nível sem guarda na Linha do Oeste provoca 3 mortos e 1 ferido.[19]

2007[editar | editar código-fonte]

  • 11 de Janeiro: Consignação dos trabalhos do Terminal Multimodal de Cacia. Esta empreitada foi objecto de um concurso publicado a 8 de Março de 2006, tendo a empreitada sido entregue ao Consórcio OPCA/EDIFER/PROMORAIL. Esta empreitada corresponde à primeira de um conjunto de obras que compõem o projecto do Ramal do Porto de Aveiro.
  • 11 de Janeiro: Lançamento da empreitada conjunta para a modernização das Estações Ferroviárias de Barcarena e do Cacém, incluindo a conclusão da quadruplicação da Linha de Sintra até ao Cacém.
  • 24 de Janeiro: Consignação dos trabalhos da ligação ferroviária à Siderurgia Nacional na Estação Ferroviária de Coina, com a presença da Secretária de Estado dos Transportes. Esta empreitada foi objecto de concurso publicado a 15 de Maio de 2006, ao qual apresentaram propostas 11 consórcios/empresas.
  • 12 de Fevereiro: Uma automotora descarrila e cai para o rio na Linha do Tua, resultando em 3 vítimas mortais e 2 feridos.[20]
  • 11 de Novembro: A Rede Ferroviária Nacional inaugura o Centro de Comando Operacional de Lisboa, inicialmente com os comandos do Posto de Comando Centralizado de Circulação de Campolide, posteriormente anexou os comandos do Posto de Comando Centralizado de Circulação de Lisboa Oriente, Posto de Comando Centralizado de Circulação de Entroncamento e Posto de Comando Centralizado de Circulação de Pampilhosa.

2008[editar | editar código-fonte]

  • 16 de Fevereiro: Reabertura do Túnel e da estação Ferroviária do Rossio ao público.
  • 11 de Março: Uma viatura de transporte de doentes é colhida por uma composição numa passagem de nível na localidade de Montijos, provocando 4 mortos.[18]
  • 4 de Maio: Uma composição do Metro do Porto descarrilou após uma colisão com um automóvel, em Matosinhos, provocando 14 feridos ligeiros.[21]
  • 18 de Maio: A Rede Ferroviária Nacional inaugura o Centro de Comando Operacional do Porto.
  • 22 de Agosto: O descarrilamento de uma automotora na Linha do Tua provoca 1 vítima mortal.[22]

2009[editar | editar código-fonte]

2011 a 2020[editar | editar código-fonte]

2011[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq ar as at au av TORRES, Carlos Manitto (1 de Janeiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 70 (1681). pp. 9–12. Consultado em 11 de Março de 2014 
  2. REIS et al, p. 63
  3. 100 Obras de Arquitectura Civil no Século XX, p. 108, 109
  4. a b c d e f g h i j k l «Cronologia». Comboios de Portugal. Consultado em 21 de Fevereiro de 2011 [ligação inativa] 
  5. SANTOS, p. 130
  6. SARMENTO et al, p. 4-3 - 4-4
  7. Octaviano Correia (13 de Setembro de 2007). «O Comboio do Monte e o elevador do Bom Jesus». Consultado em 5 de Junho de 2010 
  8. «Próximo de Figueirinha, mãos criminosas provocam um grave descarrilamento». Alvorada Diária (773). New Bedford, Massachusetts. 28 de Novembro de 1921. 1 páginas 
  9. Kers, Ernst (traduzido para o português por Luís Almeida) (5 de Junho de 2010). «História». Consultado em 5 de Junho de 2010. Arquivado do original em 24 de janeiro de 2012 
  10. «Grande desastre ferro-viario na Madeira». Diário de Notícias (10798). New Bedford, Massachusetts. 18 de Fevereiro de 1932. 1 páginas 
  11. «A Tragédia da Gibalta» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 65 (1544). 1952. 24 páginas. Consultado em 5 de Junho de 2010 
  12. a b c Silva, Ivo Rafael (5 de Junho de 2010). «Foi há 25 anos...». Consultado em 5 de Junho de 2010 [ligação inativa] 
  13. «Pormenores do desastre ferroviário ocorrido há dias no Algarve». Diário de Notícias (3878). New Bedford, Massachusetts. 18 de Setembro de 1954. 1 páginas 
  14. «Estação do Cais do Sodré» (PDF). Boletim Informativo da Junta de Freguesia de São Paulo (14): 14-15. 2009. Consultado em 5 de Junho de 2010 [ligação inativa]
  15. a b BORGES, Alexandre (7 de Setembro de 2005). «Painel evoca 20 anos do acidente de Alcafache». Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim. Consultado em 5 de Maio de 2010. Arquivado do original em 22 de fevereiro de 2015 
  16. a b c «Principais acidentes ferroviários em Portugal na última década». Rádio Televisão Portuguesa. 13 de Fevereiro de 2007. Consultado em 5 de Junho de 2010 
  17. Orlando, António (3 de Setembro de 2009). «Passagem de nível fatal continua a funcionar». Jornal de Notícias. Consultado em 5 de Junho de 2010 
  18. a b «Cronologia dos principais acidentes em passagens de nível». Diário de Notícias. 1 de Setembro de 2009. Consultado em 5 de Junho de 2010 
  19. «Colisão no concelho de Leiria faz três mortos e um ferido». SIC. 28 de Outubro de 2006. Consultado em 5 de Junho de 2010 [ligação inativa]
  20. «História da Linha do Tua». Câmara Municipal de Mirandela. 2009. Consultado em 5 de Junho de 2010. Arquivado do original em 25 de setembro de 2009 
  21. «Acidente entre metro e ligeiro provoca 14 feridos». TSF. 4 de Maio de 2008. Consultado em 5 de Junho de 2010 [ligação inativa]
  22. «Comunicado - 22 de Agosto». Movimento Cívico pela Linha do Tua. 22 de Agosto de 2008. Consultado em 5 de Junho de 2010 
  23. LUZIO, Margarida (25 de Março de 2009). «Falta de segurança fecha Linha do Corgo». Jornal de Notícias. Consultado em 24 de Julho de 2010 
  24. Rede Ferroviária Nacional (Março de 2009). «Suspensão da Circulação - Linhas do Tâmega e Corgo». Consultado em 29 de Dezembro de 2009 
  25. NEVES, C. S. (1 de Setembro de 2009). «Colisão entre comboio e veículo ligeiro fez cinco mortos». Rádio Televisão Portuguesa. Consultado em 5 de Junho de 2010 
  26. SIMÕES, Pedro Olavo (31 de Dezembro de 2004). «Deixa de apitar o comboio fantasma». Jornal de Notícias. Consultado em 21 de Maio de 2011 
  27. http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=9435 Serviços regionais no ramal de Cáceres suprimidos em Fevereiro

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • 100 Obras de Arquitectura Civil no Século XX. Portugal. Lisboa: Ordem dos Engenheiros. 2000. 286 páginas. ISBN 972-97231-7-6 
  • REIS, Francisco Cardoso dos; GOMES, Rosa Maria; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. [S.l.]: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • SARMENTO, João Morais; et al. (2008). Mapa Estratégico de Ruído das Grandes Infra-estruturas de Transporte Ferroviário. Linha de Sintra. Vila Nova de Gaia e Lisboa: Rede Ferroviária Nacional, EP e Instituto Superior Técnico. 99 páginas