Caminho de Ferro de Benguela

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CFB Caminho de Ferro de Benguela
Mapa do CFB.
Mapa do CFB.
Inauguração: 1899 (117 anos)
Estações: 86
Comprimento: 1345,928 km
Bitola: Bitola estreita
Velocidade máx.: 90 km/h (55,9 mph)
Estado: Em operação
Dist. (km)
Head station
0 km Lobito M
Station on track
3 km Lobito-Compão
Station on track
11 km Catumbela
Station on track
26 km Damba Maria
Station on track
31 km Cavaco
Station on track
33 km Benguela
Stop on track
45 km Chivanda
Stop on track
51 km São Pedro
Stop on track
68 km Binga
Bridge over water
79 km Rio Halu
Stop on track
81 km Coruteva
Stop on track
86 km Lucanda
Stop on track
94 km Portela
Stop on track
101 km Chivite
Stop on track
108 km Capunda
Stop on track
120 km Catengue
Stop on track
132 km Cavinjal
Stop on track
140 km Solo
Stop on track
149 km Sapa
Unknown route-map component "BS2+l" Unknown route-map component "BS2+r"
Variante
Stop on track Straight track
Negrão
Stop on track Straight track
Mina
Stop on track Straight track
Cango
Stop on track Straight track
Ombe
Stop on track Straight track
Cabio
Unknown route-map component "BS2l" Unknown route-map component "BS2r"
Variante
Stop on track
161 km Caimbambo
Stop on track
169 km Ubungo
Stop on track
177 km Calenguer
Stop on track
186 km Cavitumba
Station on track
194 km Cubal
Stop on track
229 km Chimboa
Stop on track
245 km Vindongo
Stop on track
251 km Ganda
Stop on track
258 km Lonjava
Stop on track
267 km Catumbela
Stop on track
276 km Babaera
Stop on track
294 km Quinjenje
Stop on track
307 km Tonga
Station on track
315 km Cuma
Stop on track
323 km Chênga
Stop on track
339 km Longonjo
Stop on track
365 km Lépi
Station on track
395 km Caála
Stop on track
408 km Dango
Station on track
423 km Huambo
Stop on track
453 km Cambuio
Stop on track
469 km Novas Aguas
Stop on track
478 km Katchiungo
Stop on track
517 km Chinguar
Stop on track
543 km Cutato
Stop on track
561 km Sápinde
Stop on track
578 km Capeio
Station on track
625 km Bié
Stop on track
650 km Chipeta
Stop on track
672 km Camacupa
Stop on track
722 km Cuanza
Stop on track
741 km Cuéli
Stop on track
761 km Cuiva
Stop on track
781 km Cuemba
Stop on track
805 km Chitende
Stop on track
820 km Savinguila
Stop on track
842 km Munhango
Stop on track
861 km Simoje
Stop on track
878 km Cangonga
Stop on track
904 km Cavimbe
Stop on track
920 km Sachanga
Stop on track
940 km Cangumbe
Stop on track
959 km Cachipoque
Stop on track
979 km Saleno
Stop on track
998 km Chicala
Station on track
1016 km Luena
Stop on track
1033 km Cameja
Stop on track
1055 km Camitongo
Stop on track
1074 km Luculo
Stop on track
1095 km Léua
Stop on track
1115 km Sandando
Stop on track
1045 km Lumeje
Stop on track
1152 km Cassai
Stop on track
1174 km Chabaia
Stop on track
1196 km Chifumaje
Stop on track
1217 km Caifuche
Stop on track
1239 km Luacano
Stop on track
1259 km Mutuécai
Stop on track
1279 km Mucussueje
Stop on track
1301 km Cafungo
Stop on track
1320 km Camuxito
Station on track
1332 km Luau
Station on track
1350 km Dilolo R.D.Kongo
Restricted border on track
Fronteira R.D.Kongo

Caminho de Ferro de Benguela (ou CFB) é uma linha ferroviária de Angola. É também o nome da empresa que a explora, a antiga Companhia do Caminho de Ferro de Benguela SARL. Liga o porto do Lobito, na costa atlântica, à povoação fronteiriça de Luau, na parte oriental do país.

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

O caminho de ferro de Benguela tem uma extensão de 1344 km e dá acesso à parte mais interior do país. Para lá de Luau, encontra-se ligado aos sistemas ferroviários da República Democrática do Congo e da Zâmbia. Através da ligação à Zâmbia, é possível chegar à cidade de Beira, em Moçambique, e a Dar es Salaam, na Tanzânia, junto ao oceano Índico. Também se encontra ligada indirectamente ao sistema ferroviário da África do Sul. Desta forma, o CFB faz parte de uma rede ferroviária transcontinental.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1899, o governo português iniciou a construção da ferrovia para dar acesso ao interior e às riquezas minerais do Congo Belga. Após a morte de Cecil Rhodes, em 1902, Robert Williams, um amigo de Rhodes, tomou conta da construção e completou a ligação a Luau, em 1929. A linha mostrou ser um sucesso, revelando-se muito rentável para as potências coloniais, especialmente como constituía o caminho mais curto para transportar as riquezas mineiras do Sul do Congo para a Europa. Em 1931, o porto do Lobito recebeu por via férrea o primeiro carregamento de cobre proveniente do Catanga.

Após a Independência, a Guerra Civil Angolana obrigou à suspensão do funcionamento do CFB, dado que boa parte da sua infraestrutura acabou por ser destruída ou danificada, e que o trânsito era inseguro. Em 1987, numa fase de abrandamento da guerrilha, foi acordado um plano de reconstrução entre as autoridades de Angola e do Zaire, que acabou por não ser levado a cabo por causa de um reacender da guerrilha. Com o advento da paz, em 1991, Angola solicitou um estudo para a reconstrução com a ajuda do Banco Mundial, com vista a retomar o tráfego ferroviário e a potenciar a capacidade do porto do Lobito.

Durante o breve período de paz, a ferrovia transportou num ano apenas 157.000 toneladas de materiais, mas conseguiu voltar a funcionar, ainda que apenas em distâncias médias.

O tráfego era então assegurado por 8 locomotivas da General Electric, modelo U20C, 2 Paxman 8RPHXL, 6 de dois motores acoplados Cummins NT855L4, com um total de 22 locomotivas a diesel e mais 19 locomotivas dedicadas a serviços menos importantes.

Em 1995, contava com 53 locomotivas (das quais 24 foram adquiridas em segunda mão à África do Sul), 4 vagões restaurantes, 4 vagões com camas e 1761 carruagens.

Em Novembro de 2001, a concessão de 99 anos do CFB terminou, passando o caminho-de-ferro a pertencer ao estado angolano, assim como todas as insfraestruturas móveis associadas.

Em 2005, foram encetadas conversações entre os governos de Angola e da Zâmbia para retomar o funcionamento. A China forneceu cerca de 500 milhões de dólares de ajuda financeira para ajudar a reconstrução da linha danificada pela guerra.

Actualmente, encontra-se em funcionamento entre o Lobito e o Huambo.[1]

Em 2009, foi concluída a remoção de engenhos explosivos nesta linha, num esforço conjunto das Forças Armadas Angolanas, Instituto Nacional de Desminagem, Gabinete de Reconstrução Nacional e Polícia de Guarda Fronteira.[2]

Estações principais[editar | editar código-fonte]

Acidente[editar | editar código-fonte]

No acidente de 22 de Setembro de 1994, em Tolunda, travões em mau estado provocaram a queda de um comboio numa ravina, matando 300 pessoas.

Dados estatísticos[editar | editar código-fonte]

  • O capital inicial do CFB era de 13 500 000 réis.
  • O CFB possuía a maior plantação privada de eucaliptos do mundo, com uma área de 37 000 hectares. Para gerar vapor para as suas locomotivas, usava cerca de 570 000 toneladas de madeira por ano.
  • Em fins dos anos 60, o CFB empregava cerca de 14 000 trabalhadores, que, em conjunto com as respectivas famílias, representavam cerca de 44 000 pessoas relacionadas com empresa.
  • A linha possuía uma extensão 1345,928 km.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]


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