Estação Ferroviária do Tua

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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com o antigo Apeadeiro de São Mamede do Tua, igualmente situado na Linha do Douro.
Tua
Edifício da Estação de Tua.
Inauguração 1 de Setembro de 1883
Linha(s) L.ª do Douro (PK 139,826)
Linha do Tua (PK 0,0)
Coordenadas 41° 12′ N 7° 25′ W
Concelho Carrazeda de Ansiães
Serviços Ferroviários InterRegional e Regional
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteira Acesso para pessoas de mobilidade reduzida Lavabos adaptados Lavabos Sala de espera

A Estação Ferroviária do Tua é uma interface ferroviária da Linha do Douro, situada no concelho de Carrazeda de Ansiães, em Portugal. Inaugurada em 1 de Setembro de 1883[1], serviu de entroncamento com a Linha do Tua desde 29 de Setembro de 1887 até 2008, ano em que foi desactivado o troço entre Tua e Cachão da Linha.[2]

Gare de via larga, em 1993.

História[editar | editar código-fonte]

Inauguração[editar | editar código-fonte]

Em 1 de Setembro de 1883, foi aberto à exploração o troço entre o Pinhão e Tua[3], ficando esta última estação como terminal provisório da Linha até à entrada ao serviço do troço seguinte, até ao Pocinho, em 10 de Janeiro de 1887.[4]

Gare de via estreita, em 1993.

Ligação à Linha do Tua[editar | editar código-fonte]

O primeiro troço da Linha do Tua, entre esta estação e Mirandela, foi inaugurado em 27 de Setembro de 1887, tendo sido organizado um comboio especial para a cerimónia.[5] Este troço só abriu à exploração 2 dias depois[6], pela Companhia Nacional de Caminhos de Ferro.[7]

Século XX[editar | editar código-fonte]

A estação de Tua foi servida pelo Comboio Porto - Medina, que circulou cerca de 1904 até ao princípio da Primeira Guerra Mundial, em 1914, unindo a Estação de Porto-São Bento a Medina del Campo.[8] De forma a dar ligação a este serviço, a Companhia Nacional de Caminhos de Ferro criou um comboio rápido de Bragança a Tua.[8] O Porto - Medina foi reatado em 1919, mas foi pouco depois foi definitivamente cancelado, devido à falta de combustível.[8] Outro motivo para o cancelamento deste comboio foi a reduzida procura além da Régua, devido à falta de coordenação com as diligências e autocarros nas estações, incluindo Tua.[9]

Em 1932, estava planeada a construção de uma ponte rodoviária sobre o Rio Tua, que se previa que iria facilitar o acesso de vários concelhos do Distrito de Vila Real à estação de Tua.[10] Entre as obras aprovadas pela Junta Autónoma das Estradas para o exercício de 1934 a 1935, estava a execução de terraplanagens e da camada de fundação no troço de estrada entre esta estação e a margem esquerda do Rio Tua.[11] Em 1935, a Companhia Nacional realizou obras de conservação nas habitações do pessoal da estação[12], e em 1939 reparou os dormitórios do pessoal do Serviço do Movimento e Tracção.[13] Em 1 de Novembro de 1949, já tinham sido distribuídos os novos carris de 40 Kg, para a renovação da via entre Chanceleiros e Tua, de forma a aumentar a velocidade dos comboios naquele troço.[14]

Em meados do Século, a maior parte do movimento na Linha do Douro processava-se até Tua, enquanto que o troço desde esta estação até Barca de Alva apresentava uma procura muito menor, devido principalmente à falta de acessos às estações, uma vez que as únicas gares servidas por estradas naquele troço eram as de Tua, Pocinho e Barca de Alva.[15]

Ligações projectadas a outras linhas[editar | editar código-fonte]

Em 1917, estava prevista a construção de um caminho de ferro entre Tua e Viseu, de forma a ligar a Linha do Tua à Linha do Dão, igualmente gerida pela Companhia Nacional[16], e à rede do Vouga.[17]

Século XXI[editar | editar código-fonte]

Em 2008, foi suspensa a circulação ferroviária no troço entre Tua e Cachão da Linha do Tua, após um acidente.[2]

Em Agosto de 2009, ocorreu um incêndio nesta estação, destruindo duas carruagens do tipo Napolitano e danificando parte do armazém de mercadorias.[18]

Gare de via estreita, em 2008.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Serviços[editar | editar código-fonte]

Esta estação é servida por comboios InterRegionais e Regionais da empresa Comboios de Portugal.[19]

Localização e acessos[editar | editar código-fonte]

Esta gare situa-se na antiga freguesia de Castanheiro, com acesso pela Rua da Estação.[19][20]

Descrição física[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2011, contava com 3 vias de circulação, com 348, 641 e 633 metros de comprimento, e duas plataformas, que apresentavam 114 e 99 metros de comprimento, e 35 centímetros de altura; existia, igualmente, um sistema de informação ao público e de abastecimento de gasóleo, prestado pela Rede Ferroviária Nacional.[21] Em Outubro de 2004, os comboios podiam aqui realizar manobras, e esta interface apresentava a classificação E da Rede Ferroviária Nacional.[22]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Metro de Mirandela
Urban head station
Carvalhais
Urban station on track
Jean Monnet
Urban stop on track
São Sebastião
Urban stop on track
Jacques Delors
Urban stop on track
Tarana
Urban station on track
Mirandela(ant. Piaget)
Unknown route-map component "ueBHF"
Mirandela(est. original)
Urban stop on track
Latadas
Unknown route-map component "uHSTeBHF"
Frechas
Urban end station, unused through track
Cachão
Unknown route-map component "uexBHF"
Vilarinho
Unknown route-map component "uexHST"
Ribeirinha
Unknown route-map component "uexBHF"
Abreiro
Unknown route-map component "uexHST"
Codeçais
Unknown route-map component "uexBHF"
Brunheda
Unknown route-map component "uexHST"
Tralhão
Unknown route-map component "uexHST"
São Lourenço
Unknown route-map component "uexBHF"
Santa Luzia
Unknown route-map component "uexHST"
Castanheiro
Unknown route-map component "uexHST"
Tralhariz
Unknown route-map component "uexKBHFe"
Tua
Ver diagrama detalhado.

Referências

  1. (16 de Outubro de 1956) "Troços de linhas férreas portuguesas abertas à exploração desde 1856, e a sua extensão". Gazeta dos Caminhos de Ferro 69 (1652): 528-530. Visitado em 16 de Maio de 2013.
  2. a b «Acabaram os transportes públicos para as povoações da linha do Tua». Jornal de Notícias. 2 de Julho de 2012. Consultado em 16 de Maio de 2013. 
  3. NONO, Carlos. (1 de Setembro de 1949). "Efemérides ferroviárias". Gazeta dos Caminhos de Ferro 62 (1481): 582-583. Visitado em 21 de Outubro de 2015.
  4. NONO, Carlos. (1 de Janeiro de 1950). "Efemérides ferroviárias". Gazeta dos Caminhos de Ferro 62 (1482): 741-742. Visitado em 7 de Fevereiro de 2016.
  5. JACOB et al, p. 15
  6. NONO, Carlos. (1 de Setembro de 1950). "Efemérides ferroviárias". Gazeta dos Caminhos de Ferro 63 (1505): 257-258. Visitado em 7 de Fevereiro de 2016.
  7. AGUILAR, Busquets de. (1 de Junho de 1949). "A Evolução História dos Transportes Terrestres em Portugal". Gazeta dos Caminhos de Ferro 62 (1475): 383-393. Visitado em 21 de Outubro de 2015.
  8. a b c MAIO, José da Guerra. (1 de Maio de 1951). "O «Porto-Medina»". Gazeta dos Caminhos de Ferro 64 (1521): 87-88. Visitado em 7 de Fevereiro de 2016.
  9. MAIO, Guerra. (1 de Julho de 1950). "Pousadas e Automotoras". Gazeta dos Caminhos de Ferro 64 (1525): 161-163. Visitado em 7 de Fevereiro de 2016.
  10. ALCOBAÇA, Visconde de. (1 de Agosto de 1932). "A Ponte sobre o Tua e o acesso à Estação do mesmo nome na Linha do Douro". Gazeta dos Caminhos de Ferro 45 (1071): 362-362. Visitado em 16 de Maio de 2013.
  11. (16 de Abril de 1934) "Junta Autónoma de Estradas". Gazeta dos Caminhos de Ferro 46 (1112): 212-213. Visitado em 21 de Outubro de 2015.
  12. (1 de Fevereiro de 1936) "Os nossos caminhos de ferro em 1935". Gazeta dos Caminhos de Ferro 48 (1155): 96. Visitado em 21 de Outubro de 2015.
  13. (1 de Janeiro de 1940) "O que se fez em caminhos de ferro no ano de 1939". Gazeta dos Caminhos de Ferro 52 (1249): 35-40. Visitado em 21 de Outubro de 2015.}
  14. (1 de Novembro de 1949) "Linhas Portuguesas". Gazeta dos Caminhos de Ferro 62 (1485): 664. Visitado em 7 de Fevereiro de 2016.
  15. MAIO, José. (1 de Março de 1950). "A infeliz linha do Douro". Gazeta dos Caminhos de Ferro 63 (1494): 17-20. Visitado em 7 de Fevereiro de 2016.
  16. (16 de Abril de 1939) "Efemérides". Gazeta dos Caminhos de Ferro 51 (1232): 221-223. Visitado em 21 de Outubro de 2015.
  17. SOUSA, José Fernando de. (1 de Junho de 1939). "O problema nacional ferroviário e a coordenação dos transportes". Gazeta dos Caminhos de Ferro 51 (1235): 269-271. Visitado em 16 de Fevereiro de 2014.
  18. ZING, Jesus (13 de Agosto de 2009). «Incêndio destrói carruagens antigas». Jornal de Notícias. Consultado em 16 de Maio de 2013. 
  19. a b «Tua». Comboios de Portugal. Consultado em 29 de Novembro de 2014. 
  20. «Tua - Linha do Douro». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 7 de Fevereiro de 2016. 
  21. (6 de Janeiro de 2011) "Directório da Rede 2012": 73, 87. Rede Ferroviária Nacional.
  22. (13 de Outubro de 2004) "Directório da Rede Ferroviária Portuguesa 2005": 65, 81. Rede Ferroviária Nacional.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • JACOB, João Manuel Neto; ALVES, Vítor Simões (2010). Bragança. Roteiros Republicanos (Matosinhos: Quidnovi, Edição e Conteúdos, S. A., e Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República). p. 127. ISBN 978-989-554-722-7.  Parâmetro desconhecido |colecção= ignorado (Ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]



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