Estação Ferroviária de Vilar Formoso

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Vilar Formoso
Estação de Vilar Formoso.
Inauguração 3 de Agosto de 1882
Linha(s) L.ª da Beira Alta (PK 251,984)
Espanha Linha 120
Coordenadas 40° 36′ 21,9″ N, 6° 49′ 47,4″ O
Concelho Almeida
Serviços Ferroviários Regional, Sud Expresso, Lusitânia Comboio Hotel
Serviços Ligação a autocarros Serviço de táxis Bilheteiras e/ou máquinas de venda de bilhetes Lavabos Sala de espera Telefones públicos Bar ou cafetaria Restaurante

A Estação Ferroviária de Vilar Formoso é uma interface da Linha da Beira Alta, que serve a Freguesia de Vilar Formoso, no Distrito da Guarda, em Portugal. É uma gare fronteiriça, servindo como centro operacional para os comboios entre Portugal e Espanha.[1] Foi inaugurada em 1882.[2]

Fachada Leste da estação, em 2008.

Caracterização[editar | editar código-fonte]

Localização e acessos[editar | editar código-fonte]

Esta interface situa-se junto à Rua da Estação, na localidade de Vilar Formoso.[3]

Descrição física[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 2011, contava com 5 vias de circulação, com comprimentos entre os 583 e 211 m; as três plataformas tinham 375 e 317 m de extensão, e 35 e 25 cm de altura.[4]

A estação está decorada com painéis de azulejos, fornecidos pela Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego.[5]

A estação de Vilar Formoso é um centro fronteiriço de operações ferroviárias,[1] sendo considerada a principal ligação internacional ferroviária no país,[6] facilitando o acesso à Europa transpirenaica.[7]

História[editar | editar código-fonte]

Fotografia antiga da estação de Vilar Formoso.

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Planeamento e inauguração[editar | editar código-fonte]

Na Década de 1860, iniciou-se o planeamento para uma linha transversal que partisse de Coimbra, passasse pela Covilhã e terminasse na fronteira, tendo o engenheiro Pedro Inácio Lopes proposto um traçado que seguia por Portela, foz do Rio Ceira, Estação de Miranda do Corvo, Estação de Lousã, Góis, Arganil, Oliveira do Hospital, Gouveia, Celorico da Beira e Vila Franca das Naves, e terminava na fronteira junto a Vilar Formoso.[8] Este projecto não foi aceite, embora parte do percurso tenha sido posteriormente aproveitado pelo Ramal da Lousã.[8] Ao mesmo tempo, também se iniciou a discussão sobre que directriz deveria ter a futura Linha da Beira Alta.[8] Em 3 de Agosto de 1873, foi assinado um contrato para a exploração da Linha da Beira Alta entre Pampilhosa e Vilar Formoso.[9] Em 1878, durante o governo de Serpa Pimentel, foi aberto o concurso para o troço de Pampilhosa a Salamanca por Vilar Formoso.[10]

O contrato definitivo para a construção sido assinado em 31 de Março de 1880.[9] Este troço entrou ao serviço, de forma provisória, em 1 de Julho de 1882; a Linha da Beira Alta foi inaugurada na sua totalidade, entre Vilar Formoso e a Figueira da Foz, no dia 3 de Agosto do mesmo ano, pela Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses da Beira Alta.[11]

Comboios de mercadorias em Vilar Formoso, em 2010.

Ligação a Espanha[editar | editar código-fonte]

Uma lei autorizou o governo espanhol a concessionar uma via férrea de Salamanca à fronteira portuguesa.[12] Os estudos para este projecto tinham sido feitos pela Société Financière, concessionária da Linha da Beira Alta e interessada na linha de Salamanca a Medina del Campo.[12] Uma Real Ordem de 18 de Agosto de 1880 ordenou, por pedido do estado português, que a bifurcação dessa linha para Barca de Alva fosse fixada em Boadilla em vez de Ciudad Rodrigo, como tinha sido proposto pelas autoridades militares espanholas.[12] O governo português pretendia que os troços até Barca de Alva e Vilar Formoso deviam ser concluídos ao mesmo tempo, no prazo máximo de 3 anos, prevendo que nesse espaço de tempo concluiria a Linha do Douro; no entanto, a Société Financière defendia que o prazo não deveria ser inferior a 5 anos, acreditando que esse era o tempo necessário para terminar a Linha do Douro.[12][12] Estas exigências prendiam-se com o receio de que a ligação internacional fosse concluída por Vilar Formoso antes da de Barca de Alva, e que dessa forma o movimento marítimo passasse a ser feito pela Figueira da Foz, onde a Linha da Beira Alta terminava, em detrimento do Porto.[12] Por outro lado, previa-se que o movimento internacional seria muito intenso, o que traria um grande rendimento e beneficiaria bastante a Linha do Douro.[12] Do lado português, a ideia de construir uma ligação fronteiriça por Barca de Alva foi atacada pela Associação dos Engenheiros Civis, que propunha em vez disso uma linha da Régua a Vila Franca das Naves, que, além de fornecer melhores condições ao tráfego internacional, também iria servir uma vasta região do país, e permitiria uma ligação alternativa à Ponte Maria Pia.[12] Esta posição foi protegida por vários oradores no parlamento, destacando-se as duas exposições do deputado António Augusto de Aguiar na Câmara dos Pares.[12] No entanto, os interesses políticos e financeiros pressionaram o governo a interferir no planeamento das linhas, o que resultou em graves problemas financeiros.[12] Com efeito, após a construção das duas ligações internacionais, o prejuízo acumulado, acompanhado de uma crise internacional em 1893, teve efeitos nefastos nas empresas bancárias do Porto.[13]

Uma Real Ordem de 20 de Maio de 1881 aprovou o projecto de Vilar Formoso a Salamanca, e determinou que posteriormente se escolheria o ponto de bifurcação.[12] O orçamento para esta linha foi aprovado em 6 de Junho desse ano.[12] Devido às reclamações do governo português, foi publicada uma Real Ordem em 3 de Novembro, que anulou a de 20 de Maio, e ordenou a abertura do concurso para ambas as linhas.[12] O governo português, receando que o concurso ficasse deserto e que dessa forma a concessão fosse entregue à Société Financière, que, segundo a lei espanhola, tinha o direito à preferência, formou uma associação bancária do Porto, o Sindicato Portuense, para participar no concurso.[12] Com efeito, o Sindicato foi o único concorrente, tendo recebido a concessão das duas linhas por uma Real Ordem de 30 de Setembro de 1881.[12] Do lado português, o contrato entre o governo e o Sindicato Portuense foi assinado em 12 de Outubro de 1882.[14] As obras decorreram com grandes dificuldades, tendo a Sociedade que recorrer sucessivamente ao crédito, que cada vez era mais difícil de obter, pelo que o Sindicato resolveu formar uma companhia, que financiasse a construção com a emissão de acções e obrigações, e com o subsídio do governo.[12] Em Janeiro de 1885, foi constituída a Compañía de los Ferrocarriles de Salamanca á la Frontera de Portugal, que construiu ambos os troços.[12][15] Assim, em 24 de Maio de 1886 foi inaugurada a Linha de Vilar Formoso a Medina del Campo, concluindo a ligação internacional.[9]

Em 1895, o Sud Expresso começou a circular pela Linha da Beira Alta, passando por Vilar Formoso.[16]

Comboio especial do Portuguese Traction Group na estação de Vilar Formoso, em 2014.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Década de 1910[editar | editar código-fonte]

Em 1913, existia um serviço de diligências desde a estação de Vila Formoso até Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo.[17]

Expansão da estação[editar | editar código-fonte]

Em Janeiro de 1923, a Companhia da Beira Alta já tinha ordenado a construção de um hotel em Vilar Formoso.[18] Em 1927, estavam previstas novas ligações ferroviárias internacionais, mas previa-se que a mais importante continuaria a ser a de Vilar Formoso.[12]

Em 1932, a Companhia fez grandes obras de reparação no edifício desta estação, e instalou uma central eléctrica a óleo, para iluminar o complexo e fornecer energia para a ponte de inversão das locomotivas e para a bomba de elevação de água para o depósito de abastecimento.[19] No ano seguinte, realizou várias obras no cais coberto, tendo a estrutura de madeira sido substituída por uma alvenaria, e sido instaladas portas de correr e um escritório envidraçado no interior.[20] Nos finais desse ano, a Companhia anunciou que iriam ser feitas grandes obras nesta estação, como a instalação de um posto telégrafo postal.[21] Em meados de 1935, a Companhia da Beira Alta inaugurou um despacho central na vila de Almeida, com serviços de camionagem até à estação de Vilar Formoso, para o transporte de passageiros, bagagens e mercadorias.[22]

Um diploma do Ministério das Obras Públicas e Comunicações de 29 de Junho de 1936 reduziu de 50.000$00 para 33.000$00 a comparticipação dada à Companhia da Beira Alta para obras de expansão e embelezamento da estação de Vilar Formoso.[23] Em 12 de Setembro desse ano, a Companhia da Beira Alta abriu um concurso na Figueira da Foz, para o fornecimento de azulejos artísticos para a estação de Vilar Formoso,[24] que foram instalados, em 1940.[5] Um diploma do Ministério das Obras Públicas de 14 de Julho de 1937 ordenou que o valor para as obras da estação fosse reforçado em 24.045$00.[25] Em finais de 1939, o Secretariado de Propaganda Nacional instalou um posto de informação aos turistas na estação de Vilar Formoso, tendo a inauguração contado com a presença de António Ferro.[26]

Entre 1942 e 1943, o restaurante da estação de Vilar Formoso mudou de gerência, tendo reduzido os preços e aumentando a procura, alterando a reputação de dispendioso que o estabelecimento tinha anteriormente; os donos do restaurante instalaram um hotel junto à estação,[27] que em Novembro de 1949 já estava a funcionar.[28] Este estabelecimento estava situado do lado das vias oposto ao edifício da estação, pelo que se retomou a ideia de construir uma passagem superior sobre as vias junto ao cais do tráfego internacional, que já algum tempo estava projectada, e que não só facilitaria o acesso ao hotel, mas também traria mais segurança aos habitantes, que tinham de atravessar as linhas, provocando igualmente embaraços ao trânsito ferroviário.[28]

Vista geral da estação, em 2007.

Ligação projectada à Linha do Douro[editar | editar código-fonte]

Na Década de 1950, o escritor José da Guerra Maio defendeu a construção de um caminho de ferro entre Côa e Vilar Formoso, para reduzir a distância entre a cidade do Porto e Salamanca.[29]

Vagões em Vilar Formoso, em 2009.

Modernização[editar | editar código-fonte]

Em 1990, foi realizado o concurso para a instalação do sistema de sinalização automática e de equipamentos de apoio à exploração no troço entre Pampilhosa e Vilar Formoso, no âmbito do Plano de Modernização da Rede dos Caminhos de ferro portugueses.[30] Este projecto contemplou igualmente a remodelação das vias e das plataformas em várias estações, incluindo Vilar Formoso.[31] Um dos objectivos era reduzir os tempos de percurso, de forma a que a viagem entre Lisboa e Vilar Formoso demorasse menos duas horas.[32]

Em 1991, eram aqui realizadas mudanças de locomotivas entre as operadoras Caminhos de Ferro Portugueses e Red Nacional de Ferrocarriles Españoles.[1] Em termos de passageiros, era servida pelo Sud Expresso, que passava sempre de noite, e por comboios regionais de passageiros, que a ligavam à Guarda.[1]

Em 1996, entraram ao serviço os sistemas de sinalização automática e de telecomunicações entre Pampilhosa e Vilar Formoso,[33] e no ano seguinte começaram a circular os comboios a tracção eléctrica entre a Guarda e Vilar Formoso.[34]

Serviços[editar | editar código-fonte]

Regional[editar | editar código-fonte]

Logo CP 2.svg   CP Regional
Logo CP 2.svg
Guarda '↔ Vilar Formoso'

Comboios de Portugal Estações e apeadeiros ferroviários do concelho de Almeida[editar | editar código-fonte]

Internacional[editar | editar código-fonte]

Logo CP 2.svg   Internacional
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Hendaye
Logo CP 2.svg
Lisboa - Santa Apolónia ↔ Madrid

Padrão de serviços de comboio[editar | editar código-fonte]

Estação anterior Serviço Estação seguinte
Aldeia
Direção Guarda
Regional
Linha da Beira Alta
Terminal
Guarda
Direção Lisboa-Santa Apolónia
Internacional
Sud Expresso
Fuentes de Oñoro
Direção Hendaye
Guarda
Direção Lisboa-Santa Apolónia
Internacional
Lusitânia Comboio Hotel
Fuentes de Oñoro
Direção Madrid-Chamartín

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d «Beira alta, Beira baja y los Ramales de Cáceres y Badajoz». Maquetren (em espanhol). 3 (26). Madrid: A. G. B., s. l. 1994. p. 45-46 
  2. REIS et al, p. 12
  3. «Vilar Formoso - Linha da Beira Alta». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 28 de Agosto de 2015. 
  4. «Linhas de Circulação e Plataformas de Embarque». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 71-85 
  5. a b PEREIRA, p. 419
  6. BARRETO e MÓNICA, p. 223
  7. SERRÃO, p. 239
  8. a b c ABRAGÃO, Frederico de Quadros (16 de Outubro de 1956). «No Centenário dos Caminhos de Ferro em Portugal: Algumas notas sobre a sua história» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 69 (1652). p. 472-509. Consultado em 5 de Julho de 2017. 
  9. a b c «Os Caminhos de Ferro da Beira Alta» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 45 (1073). 1 de Setembro de 1903. p. 401-403. Consultado em 20 de Maio de 2012. 
  10. SERRÃO, p. 238
  11. TORRES, Carlos Manitto (16 de Março de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 71 (1686). p. 133-140. Consultado em 28 de Agosto de 2015. 
  12. a b c d e f g h i j k l m n o p q r SOUSA, José Fernando de (16 de Setembro de 1927). «As nossas linhas ferroviárias internacionais e as linhas de Salamanca à fronteira portuguesa» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 40 (954). p. 266-270. Consultado em 14 de Dezembro de 2015. 
  13. SILVA et al, p. 11
  14. MARTINS et al, p. 248
  15. REIS et al, p. 56
  16. REDER, Gustavo; SANZ, Fernando (Fevereiro de 1979). «Las Comunicaciones Ferroviarias con Portugal». Via Libre (em espanhol). XVI (181). Madrid: Gabinete de Información y Relaciones Externas de RENFE. p. 19-24 
  17. «Serviço de Diligencias». Guia official dos caminhos de ferro de Portugal. 39 (168). Outubro de 1913. p. 152-155. Consultado em 16 de Fevereiro de 2018. 
  18. «Efemérides» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1234). 16 de Maio de 1939. p. 259-261. Consultado em 29 de Agosto de 2015. 
  19. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1932» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1081). 1 de Janeiro de 1932. p. 10-14. Consultado em 30 de Novembro de 2012. 
  20. «O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1933» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1106). 16 de Janeiro de 1934. p. 49-52. Consultado em 30 de Novembro de 2012. 
  21. «Linhas portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 46 (1104). 16 de Dezembro de 1933. p. 666. Consultado em 30 de Novembro de 2012. 
  22. «Companhia dos Caminhos de Ferro da Beira Alta: Despachos Centrais» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 47 (1142). 16 de Julho de 1935. p. 310. Consultado em 30 de Novembro de 2012. 
  23. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1167). 16 de Agosto de 1936. p. 418-420. Consultado em 28 de Agosto de 2015. 
  24. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 48 (1169). 1 de Setembro de 1936. p. 476-477. Consultado em 29 de Agosto de 2015. 
  25. «Parte Oficial» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 49 (1191). 1 de Agosto de 1937. p. 386-387. Consultado em 29 de Agosto de 2015. 
  26. «Em Vilar Formoso» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 51 (1247). 1 de Dezembro de 1939. p. 517. Consultado em 29 de Agosto de 2015. 
  27. «Turismo e Hotéis» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1479). 1 de Agosto de 1949. p. 488. Consultado em 31 de Agosto de 2015. 
  28. a b «Linhas Portuguesas» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 62 (1485). 1 de Novembro de 1949. p. 664. Consultado em 1 de Setembro de 2015. 
  29. MAIO, José da Guerra (1 de Janeiro de 1954). «Caminhos de Ferro nos cimos de Mogadouro e em Riba-Côa» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. 66 (1585). p. 413-415. Consultado em 17 de Setembro de 2015. 
  30. MARTINS et al, 158-159
  31. MARTINS et al, 202
  32. MARTINS et al, p. 199
  33. REIS et al, p. 150
  34. REIS et al, p. 202

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARRETO, António; MÓNICA, Maria (1999). Dicionário de História de Portugal: Suplemento A/E. VII 1ª ed. Lisboa: Livraria Figueirinhas. 714 páginas. ISBN 972-661-159-8 
  • MARTINS, João; BRION, Madalena; SOUSA, Miguel; et al. (1996). O Caminho de Ferro Revisitado: O Caminho de Ferro em Portugal de 1856 a 1996. Lisboa: Caminhos de Ferro Portugueses. 446 páginas 
  • PEREIRA, Paulo (1995). História da Arte Portuguesa. 3. Barcelona: Círculo de Leitores. 695 páginas. ISBN 972-42-1225-4 
  • REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X 
  • SERRÃO, Joaquim Veríssimo (1986). História de Portugal: O Terceiro Liberalismo (1851-1890). [S.l.]: Verbo. 423 páginas 
  • SILVA, Armando; SARAIVA, Arnaldo; TAVARES, Pedro (2010). Porto: Roteiros Republicanos. Matosinhos: Quidnovi, Edição e Conteúdos, S. A. e Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. 142 páginas. ISBN 978-989-554-733-3 
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]