Luísa Casimira de Sousa Nassau e Ligne, duquesa de Lafões

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Brasão da Família Sousa

Luísa Casimira de Sousa Nassau e Ligne ou Maria Ana Luísa Antónia Casimira de Nassau e Sousa ou Nassau e Ligne, filha de Carlos José de Ligne, 2° marquês de Arronches, 5° conde de Miranda, Embaixador de Pedro II ao imperador Leopoldo.

Carlos de Ligne casou em 5 de abril de 1684 com Mariana de Sousa, nascida no Porto em 5 de abril de 1672, marquesa de Arronches, filha de Diogo Lopes de Sousa (1646-1672), 4º conde de Miranda. Diogo era, por sua vez, filho de Henrique de Sousa Tavares, 1° Marquês de Arronches e 3° conde de Miranda e de Mariana de Castro, esta filha de António Mascarenhas, comendador de Castelo Novo na Ordem de Cristo, e de sua prima Isabel de Castro. A irmã de Diogo era Isabel Maria de Mendonça, marquesa de Angeja; outra irmã, Leonor Maria Antónia, era marquesa de Távora; sua outra irmã Brites Francisco de Mendonça era casada com D. José de Meneses)]. Em 1666 Diogo casou com D Margarida de Vilhena (filha única e herdeira de D. João Mascarenhas, 3° Conde de Sabugal, Meirinho-mor da Rainha, comendador de Alpedrinha na Ordem de Cristo, e de sua mulher D Brites de Castelbranco, herdeira do condado de Sabugal).

Luísa Casimira nasceu em Lisboa, em 1694, e morreu em 1729 em Lisboa, sepultada em Ribamar. Era marquesa de Arronches como herdeira da Casa de Arronches, feita Duquesa de Sousa e duquesa de Lafões ou Alafões como herdeira da Casa do conde de Arronches e Miranda. Teve as honras de duquesa por mercê de 2 de abril de 1716.

Casou com D. Miguel de Bragança, Duque de Lafões, bastardo do rei D. Pedro II de Portugal e de Anne Marie Armande Pastré de Verger. Ele nasceu em Lisboa em 15 de outubro de 1699 e morreu em 13 de janeiro de 1724 afogado no rio Tejo, por se voltar o escaler em que atravessava da outra banda para Lisboa. Muitos dias correram sem aparecer o cadáver, até que vindo à praia no dia 5 de fevereiro, foi sepultado com a pompa costumada na igreja do convento de São José de Ribamar. Duque de Lafões, fundador da Casa de Lafões, legitimado em 1704. Criou-se em casa do Secretário das Mercês, Bartolomeu de Sousa Mexia. D. João V o reconheceu por irmão e ordenou que se lhe desse o título de Alteza; e fez casar com a herdeira da casa de Arronches.

Casados em Lisboa em 30 de janeiro de 1715. Tiveram três filhos, ver o verbete dedicado ao marido.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Árvores de Costado de Famílias Ilustres de Portugal, José Barbosa Canaes de Figueiredo Castello Branco, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1990, Tomo I-pg. 2 e Tomo I-pg. 3.
  • História Genealógica da Casa Real Portuguesa, D. António Caetano de Sousa, Atlântida-Livraria Editora, Lda, 2ª Edição, Coimbra, 1946, Tomo VIII-pg. 275.
  • Livro Genealógico das Famílias desta Cidade de Portalegre, de Manuel da Costa Juzarte de Brito, Nuno Borrego e Gonçalo de Mello Guimarães, 1ª Edição, Lisboa, 2002, pg. 684.
  • Memórias Histórico-Genealógicas dos Duques Portugueses do século XIX, João C.F.C.Castello Branco e Torres e Visc. Sanches de Baena, Academia Real das Sciencias, 1ª Edição, Lisboa, 1883, pg. 203.