Pedro Henrique de Bragança

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa

D. Pedro Henrique de Bragança Sousa Tavares Mascarenhas da Silva (19 de Janeiro de 1718Granja de Alpriate, 26 de Junho de 1761), 1º Duque de Lafões e primogénito varão de D. Miguel de Bragança e D. Luísa Antonia Casimira de Sousa Nassau e Ligne, foi um aristocrata, visionário e intelectual português do século XVIII que desempenhou o cargo de magistrado enquanto Regedor de Justiças nas cortes de D. João V e de D. José I.[1]

Profundamente devoto, constitui-se também como a força motriz e visão artística por detrás da primeira fase da edificação do Palácio do Grilo, facto este intimamente ligado a ser um dos mais fortes candidatos à mão da futura rainha D. Maria I. [2][3]


Batismo[editar | editar código-fonte]

D. Pedro Henrique de Bragança foi batizado a 17 de Fevereiro de 1718 no Palácio dos Duques de Lafões (ver: Palácio do Grilo) pelo Patriarca de Lisboa D. Tomás de Almeida. Presente na ocasião esteve o rei D. João V, seu tio e Padrinho, acompanhado dos Infantes D. António e D. Francisco. O então Secretário de Estado, Diogo de Mendonça Corte-Real, declarou que neste acto Sua Majestade o rei D. João V fez D. Pedro Henrique de Bragança Duque de Lafões, herdando posteriormente todos os Títulos, Ordens, e Propriedades por morte de seu pai.[4]

Educação[editar | editar código-fonte]

D. Pedro Henrique de Bragança teve uma educação privilegiada em todos os aspectos do saber. Fluente nas Línguas Europeias e também nas principais línguas asiáticas, era também um estudioso de História Sagrada e profana, tanto nacional como na de outros reinos, reunia desta forma um saber diversificado.[5]

Vida[editar | editar código-fonte]

D. Pedro era um homem de carácter profundamente religioso, sendo que a história resgata a sua  paixão através de inúmeros atos de caridade. [6]

Quando D. Pedro chegou a Regedor de Justiças do reino em 1749, o magistrado mandou não só vestir todos os prisioneiros que não tivessem mais que trapos esfarrapados por roupas do corpo, como que fossem pagas todas as suas dívidas, despendendo cerca de 12,000 cruzados neste feito.

Aquando do terramoto de Lisboa em 1755, D. Pedro não se poupou a esforços para ajudar a reedificar o caos que assoberbou Lisboa inteira e arredores de um só fôlego, tendo sido o Duque visto muitas vezes carregado de pás e enxadas, empreendido na tarefa de enterrar os mortos e dar paz aos vivos.

Descendência[editar | editar código-fonte]

Apesar de nunca se ter casado, o Duque manteve uma relação amorosa com Luísa Clara de Portugal, a Flor da Murta, da qual nasceu Ana de Bragança.[7]

Grilo[editar | editar código-fonte]

Sendo D. Pedro Henrique de Bragança um dos principais candidatos à mão de D. Maria I -  juntamente com o Infante D. Pedro III - toda a sua visão para a reedificação do Palácio do Grilo esteve sempre ligada a uma ideia de sonho, a uma certa fantasia arquitectónica de um reino onírico, tornada, em parte, real. Realidade esta possível apenas por uma mundivisão transversal a um erudito saber europeu pouco conhecido na arquitectura portuguesa da altura.

Morte[editar | editar código-fonte]

D. Pedro adoeceu fatalmente no ano a seguir ao terramoto, presumivelmente devido ao seu incansável esforço em reerguer Lisboa, regularmente carregando pás, enxadas, e corpos sem vida.[8]

Esteve doente por 4 anos antes de morrer, sendo que passou o último ano exilado da corte de D. José I na sua Quinta de Alpriate, por se ter recusado a iluminar o Palácio por ocasião do casamento entre D. Pedro III e D. Maria I.[9] O seu corpo foi enterrado no Convento de Santa Catarina de Ribamar.[10]

Referências[editar | editar código-fonte]

ALMEIDA, Joana Pinheiro de, PEREIRA, Ana Cristina, Traições, Poder, e Bastardos Reais, 1ª edição, Lisboa, Manuscrito Editora, 2018

ALVERNE, Fr. Jozé da Conceição Monte, Elogio Fúnebre a D. Pedro Henrique de Bragança oferecido pela Venerável Ordem Terceira ao Conde de Villa-Nova -  Offic. de Francisco Borges de Sousa, Lisboa, 1761;

LENCASTRE, Isabel, Bastardos Reais  - Os Filhos Ilegítimos dos Reis de Portugal, 1ª edição, Alfragide,Oficina do Livro, 2012

MATOS, José Sarmento, PAULO, Jorge Ferreira, Caminhos do Oriente - Guia Histórico, Lisboa, Livros Horizonte, 1999;

SOUSA, Antonio Caetano de ((C.R.)), Historia genealogica da Casa Real Portugueza, Tomo VIII - Officina Sylviana da Academia Real, Lisboa, 1741;

Ver também[editar | editar código-fonte]

João Carlos de Bragança

D. Pedro Henrique de Bragança (10 de Janeiro de 1718Granja de Alpriate, 26 de Junho de 1761), 1.º duque de Lafões, foi um aristocrata e intelectual português.

Wiki letter w.svg Este artigo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o. Editor: considere marcar com um esboço mais específico.
  1. SOUSA, Antonio Caetano de ((C.R.)), Historia genealogica da Casa Real Portugueza, Tomo VIII - Officina Sylviana da Academia Real, Lisboa, 1741;
  2. MATOS, José Sarmento, PAULO, Jorge Ferreira, Caminhos do Oriente - Guia Histórico, Lisboa, Livros Horizonte, 1999
  3. ALMEIDA, Joana Pinheiro de, PEREIRA, Ana Cristina, Traições, Poder, e Bastardos Reais, 1ª edição, Lisboa, Manuscrito Editora, 2018
  4. SOUSA, Antonio Caetano de ((C.R.)), Historia genealogica da Casa Real Portugueza, Tomo VIII - Officina Sylviana da Academia Real, Lisboa, 1741;
  5. ALVERNE, Fr. Jozé da Conceição Monte, Elogio Fúnebre a D. Pedro Henrique de Bragança oferecido pela Venerável Ordem Terceira ao Conde de Villa-Nova -  Offic. de Francisco Borges de Sousa, Lisboa, 1761;
  6. ALVERNE, Fr. Jozé da Conceição Monte, Elogio Fúnebre a D. Pedro Henrique de Bragança oferecido pela Venerável Ordem Terceira ao Conde de Villa-Nova -  Offic. de Francisco Borges de Sousa, Lisboa, 1761;
  7. LENCASTRE, Isabel, Bastardos Reais  - Os Filhos Ilegítimos dos Reis de Portugal, Alfragide,Oficina do Livro, 2012
  8. ALVERNE, Fr. Jozé da Conceição Monte, Elogio Fúnebre a D. Pedro Henrique de Bragança oferecido pela Venerável Ordem Terceira ao Conde de Villa-Nova -  Offic. de Francisco Borges de Sousa, Lisboa, 1761;
  9. MATOS, José Sarmento, PAULO, Jorge Ferreira, Caminhos do Oriente - Guia Histórico, Lisboa, Livros Horizonte, 1999;
  10. ALVERNE, Fr. Jozé da Conceição Monte, Elogio Fúnebre a D. Pedro Henrique de Bragança oferecido pela Venerável Ordem Terceira ao Conde de Villa-Nova -  Offic. de Francisco Borges de Sousa, Lisboa, 1761;