Marcela Lagarde

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Marcela Lagarde
Marcela Lagarde em 2012.
Dados pessoais
Nascimento 1948
 México, Cidade do México
Partido Partido de la Revolución Democrática
Ocupação Antropóloga, escritora, feminista, professora, política

María Marcela Lagarde y de los Ríos (Cidade de México, 1948) é uma acadêmica, antropóloga e pesquisadora mexicana, especializada em etnología, representante do feminismo latino-americano. O feminismo, segundo Lagarde, constitui uma afirmação intelectual, teórica e jurídica de concepções do mundo, modificações de fatos, relações e instituições.[1]

Fundadora Associada da Rede de Pesquisadoras pela Vida e a Liberdade das Mulheres. É a maior referência do feminismo na América Latina. Ativista e teórica, dedicou-se estudo antropológico da condição feminina, tem realizado diversas publicações não impressas, tratando temas como o cativeiro, cuidado, sexualidade, amor, poder, trabalho, violência, subjetividade, religião, direito, maternidade, sororidade, etc.[2] É autora de numerosos artigos e livros sobre estudos de gênero, feminismo, desenvolvimento humano e democracia, poder e autonomia das mulheres, etc.

É catedrática da Universidade Nacional Autônoma de México. Em sua juventude, Marcela Lagarde foi militante do Partido Comunista. Apresentou-se às eleições como candidata independente nas listas do Partido da Revolução Democrática (PRD) e foi eleita deputada no Congresso Federal mexicano entre 2003 e 2006. Durante a legislatura destacou seu trabalho a favor dos direitos das mulheres.

Tem cunhado o termo feminicídio para descrever a situação na Cidade Juárez, México, e conseguiu a criação de uma Comissão Especial de Feminicidio no Congresso para investigar o assassinato de mulheres em Cidade Juárez. Dirigiu a Investigação Diagnóstica sobre Violência Feminicida na República Mexicana, pela qual se descobriu que o feminicídio não é exclusivo de Cidade Juárez.

Promulgou a lei do Feminícidio no Código Penal Federal e da Lei Geral de Acesso das Mulheres a Uma Vida Livre de Violência, lei vigente no México desde 2 de fevereiro de 2007. O título de sua tese de doutorado é Los cautiverios de las mujeres: madresposas, monjas, putas, presas y locas.[3][4][5]

Durante sua legislatura, suas conquistas mais importantes foram o impulso à Lei Geral de Acesso para as Mulheres a uma Vida Livre de Violência e a promoção da tipificação do delito de feminicídio, a raiz dos assassinatos em Cidade Juárez, que graças a seu impacto midiático propiciou levar ao Parlamento. Também tem impulsionado a Lei de Proteção dos Direitos de Meninas, Meninos e Adolescentes, a Lei Federal para Prevenir e Eliminar a Discriminação, a Lei para Prevenir e Sancionar a Tráfico de Pessoas e a Lei Geral para a Igualdade entre Mulheres e Homens.[6][7]

Participou como perito no caso Campo Algodonero, no que a Corte Interamericana de Direitos Humanos julgou vários assassinatos em Cidade Juárez, quem junto com 70 colaboradoras, elaborou a metodologia adequada para analisar os assassinatos excluindo preconceitos e enfatizando as circunstâncias que sustentam a violência extrema.[8]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Los cautiverios de las mujeres. Madresposas, monjas, putas, presas y locas. Coordinación General de Estudios de Posgrado, UNAM. México. 2ª Edición 1993, 3ª Edición 1997, 1ª Reimpresión 2001, 2ª. Reimpresión 2003¸4ª Edición 2005, 1ª Reimpresión 2006. (884 p) (ISBN 968-36-9073-4)
  • Género y feminismo. Desarrollo humano y democracia. Cuadernos Inacabados No. 25. Horas y HORAS la Editorial. España. (2ª Edición 1997, 3ª Edición 1999) 244 p.
  • Para mis socias de la vida. Claves feministas para el poderío y la autonomía de las mujeres, los liderazgos entrañables y las negociaciones en el amor. Cuadernos Inacabados No. 48. Horas y HORAS la editorial. España. 489 p
  • Identidad de género y derechos humanos, en: Guzmán Stein, Laura y Gilda Pacheco Oreamuno (Comps.). Estudios Básicos de Derechos Humanos IV. Instituto Interamericano de Derechos Humanos / Comisión de la Unión Europea. Costa Rica. p. p. 85-125.
  • La multidimensionalidad de la categoría de género y del feminismo, en: González Marín, María Luisa (Coord). Metodología para los estudios de género. Instituto de Investigaciones Económicas, Universidad Nacional Autónoma de México. México. p. p. 48-71.
  • Insurrección zapatista e identidad genérica: Una visión feminista, en: Lovera Sara y Nellys Palomo (Coords). Las alzadas. Comunicación e Información de la Mujer/Convergencia Socialista. México. p. p. 183-217.
  • Aculturación feminista en: Largo, Eliana (Ed). Género en el Estado. Estado del género. Isis Intrenacional Ediciones de las Mujeres No 27. Santiago de Chile. Reimpreso por El Centro de Documentación sobre la Mujer. Buenos Aires, Argentina. 2000. p. p. 135-150.
  • El feminismo en mi vida, su última publicación, se presenta como antología, donde incluye diversos estilos de escritura. Es una selección de sus textos publicados, expuestos o enunciados en diferentes espacios y diferentes países, durante más de tres décadas. Es, en palabras de Lagarde, un recorrido por la República feminista. Editorial: Horas y Horas. ISBN: 9788496004597.[9]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]