Moisés, o Negro

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São Moisés o Negro
Nascimento Império de Axum [1] 
c. 330
Morte Xee-Hite 
19 de junho de 405
Veneração por Igreja Ortodoxa
Igrejas ortodoxas orientais
Igreja Católica Romana
Comunhão Anglicana
Luteranismo
Principal templo Mosteiro de Paromeu, Uádi Natrum, Egito
Festa litúrgica 28 de agosto (Igreja Católica Romana[2] e Igreja Ortodoxa[1])
24 de Paoni (1 de julho entre 1900 e 2099; Igreja Ortodoxa Copta)
Padroeiro África, pacifismo
Gloriole.svg Portal dos Santos

São Moisés o Negro (Axum, c. 330 – Egito, 19 de junho de 405), (também conhecido como Aba Moisés o Grande, o Ladrão, o Abissínio, o Etíope e o Forte) foi um hieromonge asceta no Egito do século IV, e um conhecido Padre do Deserto.

Vida[editar | editar código-fonte]

Moisés era servo de um oficial do governo egípcio que o expulsou por roubo e suspeita de assassinato.[3] Aproveitando-se de seu tamanho e imposição, tornou-se líder de uma gangue no Vale do Nilo.

Tentando esconder-se das autoridades locais depois de um roubo, Moisés refugiou-se com alguns monges em uma colônia no deserto de Shee-Hyt, hoje chamado Uádi Natrum, perto de Alexandria. O exemplo de dedicação, paz e contenção influenciou-o profundamente, levando-o a desistir de sua antiga vida, tornar-se um cristão, batizar-se e unir-se à comunidade.[4]

Moisés teve dificuldade em adequar-se à vida cristã. Certa vez, atacado por um grupo de ladrões, reagiu contra eles, os arrastou até à capela onde os outros monges oravam e perguntou o que deveria fazer com eles, já que presumiu não ser uma atitude cristã agredi-los. Os ladrões se arrependeram, converteram-se e uniram-se à comunidade.[5] São Moisés provou-se um líder espiritual efetivo e um profeta, tornando-se o líder de uma colônia de eremitas no Deserto Ocidental e ordenando-se padre.[3]

Por volta do ano de 405, aos 75 anos, correram notícias de que os bérberes atacariam o mosteiro. Os monges queriam defender-se, mas Padre Moisés os proibiu, mandando que, ao invés, fugissem. Ele e sete outros ficaram no mosteiro e foram martirizados no dia 19 de junho de 405 (1 de Paoni no calendário copta). Visto que o calendário copta não conta os anos bissextos da mesma forma que o gregoriano, hoje os cristãos de tradição alexandrina comemoram sua memória no dia 1 de julho.[6]

Referências