Morte e Vida Severina

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Morte e Vida Severina, auto de natal pernambucano
Capa (1a edição)
Autor(es) João Cabral de Melo Neto
Idioma Português
País  Brasil
Género Poema
Série Duas Águas
Editora TUCA
Lançamento 1968
Páginas 169

Morte e Vida severina, auto de natal pernambucano é um livro do escritor brasileiro João Cabral de Melo Neto, escrito entre 1954 e 1955 e publicado em 1955.

O nome do livro é uma alusão ao sofrimento enfrentado pelo personagem.

O livro apresenta um poema dramático, que relata a dura trajetória de um migrante sertanejo (retirante) em busca de uma vida mais fácil e favorável na capital pernambucana.

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Adaptada como você é a lenda de Santo Pamé da vida ouro, a peça teve sua primeira encenação, autorizada pelo autor, no final da década de 1950, pelo vanguardista grupo Norte Teatro Escola do Pará.[1]

Em 1965, Roberto Freire, diretor do teatro TUCA da PUC de São Paulo pediu ao então muito jovem Chico Buarque que musicasse a obra, encenada no palco com trinta estudantes e centenas de outros na retaguarda. Desde então sua presença no teatro brasileiro tem sido constante, tendo a referida peça se tornado um sucesso, inclusive, recebendo premiação num festival universitário de Nancy, na França (le Quatrième Festival Mondial du Théatre Universitaire), onde foi encenada em 25 de abril de 1966, tendo ali sido bem recebida pela crítica, com destaque em publicações no "Le Figaro" e no "Le Monde".

Em 1966, a peça encenada pelo Teatro da Universidade Católica de São Paulo - TUCA foi lançada em Long Play (LP) pela gravadora PHILIPS, e distribuído pela Companhia Brasileira de Discos.

Cinema e televisão[editar | editar código-fonte]

A obra foi parcialmente adaptada ao cinema em 1977, por Zelito Viana com participação de, entre outros José Dumont no papel de Severino, Sebastião Vasconcelos como Mestre Carpina e Tânia Alves.[2]

A TV Globo produziu, em 1981, uma versão especial em teleteatro com José Dumont e Elba Ramalho

Desenho Animado[editar | editar código-fonte]

Morte e Vida Severina em Desenho Animado é uma versão audiovisual da obra prima de João Cabral de Melo Neto, adaptada para os quadrinhos pelo cartunista Miguel Falcão. Preservando o texto original, a animação é 3D.

Em preto e branco, fiel à aspereza do texto e aos traços dos quadrinhos, a animação narra a dura caminhada de Severino, um retirante nordestino, que migra do sertão para o litoral pernambucano em busca de uma vida melhor[3].

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Morte e Vida Severina

O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI

O meu nome é Severino,
não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.

―João Cabral de Melo Neto

Gênero[editar | editar código-fonte]

O poema é narrativo com seu gênero predominantemente lírico, mas com presença dramática. Consiste em duas partes: antes de chegar em Recife e depois. Antes de chegar chamamos de caminho ou fuga da morte; e depois em o presépio ou encontro da vida. O poema é feito em redondilha maior (sete sílabas métricas).

Primeira apresentação[editar | editar código-fonte]

A primeira representação de Morte e Vida Severina se deu com um grupo de teatro do Pará em 1957. A peça foi ensaiada e montada pela primeira vez em Belém pelo grupo Norte Teatro Escola e depois foi levada para o I Festival Nacional de Teatro de Estudantes, em Recife (1957), sendo promovido por Paschoal Carlos Magno. A montagem foi premiada, tendo o ator Carlos Miranda, intérprete de Severino, obtido o primeiro prêmio como revelação de ator.[4].

Wikiquote
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O espaço[editar | editar código-fonte]

O espaço possui um movimento de deslocamento: o retirante faz a travessia do Agreste para a Caatinga, da Zona da Mata para o Recife, ou seja, sai da serra, mais especificamente da Serra da Costela, e vai para o litoral, para Recife. Durante esse deslocamento em buscas da vida, depara-se com tantas mortes e miséria que pensa em se atirar no rio onde ele se encontrava e apressar a própria morte. A história é narrada em primeira pessoa, pelo personagem Severino e é composta de monólogos e diálogos com outros personagens.

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Referências

  1. «História do Teatro Paraense foi destaque no 'Conexão Cultura'». Portal Cultura. 12 de março de 2013. Consultado em 18 de abril de 2015 
  2. «Morte e Vida Severina». Cinemateca Brasileira. Consultado em 16 de abril de 2014. Baseada nos poemas "O Rio" e "Morte e vida severina" de Melo Neto, João Cabral de 
  3. Morte e vida severina, acesso em 15 de agosto de 2016.
  4. «Maria Sílvia Nunes, um ícone da arte», BR: Diário online, Diário do Pará .

Livro