Mulai Ismail

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Mulai Ismail
Sultão de Marrocos
Mulai Isamil numa gravura europeia de 1726
Governo
Reinado 16721727
Antecessor Mulai al-Raschid
Sucessor Mulai Ahmed
Dinastia Alauita
Vida
Nome completo Abdul Nasir Mulai Ismail as-Samin ben Sharif
Nascimento ca. 1634
Rissani, Tafilete
Morte 22 de março de 1727 (93 anos)
Meknès
Pai Mulai al-Raschid

Abdul Nasir Mulai Ismail as-Samin ben Sharif, mais conhecido como Mulai Ismail ou Ismail ben Cherif (em francês: Moulay Ismaïl; em árabe: مولاي إسماعيل; Tafilete, ca. 1634Meknès, 22 de março de 1727) foi sultão de Marrocos entre 1672 e 1727. Este sultão alauita teve, segundo se crê, 500 esposas e um total de 888 filhos (548 rapazes e 340 raparigas). Mandou construir uma cidade, Meknès, para servir de capital, que é por vezes chamada «Versalhes de Marrocos», por causa da sua extravagância.

Durante o reinado de Ismail, a capital de Marrocos foi transferida de Marrakech para Meknès. Inspirado pelo rei Luís XIV de França, Ismail iniciou a construção de um elaborado palácio imperial e outros monumentos. No seu auge, o império de Ismail estendeu-se desde a atual Argélia até à Mauritânia.

Ismail é famoso como uma das figuras marcantes da história de Marrocos, bem conhecido pela sua crueldade lendária. Para intimidar tribos rivais, ordenou que os muros da cidade fossem «adornados» com 10 000 cabeças de inimigos assassinados. Lendária é a facilidade com que condenava à decapitação ou à tortura os criados que considerava preguiçosos. Nos 20 anos do regime de Ismail, cerca de 30 000 morreram como consequência de suas decisões.

Moulay Ismail usou cerca de 25 000 prisioneiros cristãos e 30 000 criminosos comuns como trabalhadores escravos na construção da sua grande cidade. Foram capturados mais de 16 000 escravos da África subsaariana para servir a sua guarda negra de elite. Pela altura da morte de Ismail, a guarda crescera para o décuplo, o maior exército da história marroquina.

Túmulo de Moulay Ismail

Após a sua morte, seu neto Maomé III transferiu a capital de volta a Marrakech, e retirou de Meknès uma boa parte das suas riquezas para construir uma nova cidade imperial. O grande Mausoléu de Ismail está aberto mesmo a não muçulmanos como testemunho da grandeza deste déspota.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • The Royal Ark, Royal and Ruling Houses of Africa, Asia, Oceania and the Americas.
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