Museu de São Jorge (Calheta)

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Museu de São Jorge ou Museu Francisco Lacerda
Museu de São Jorge (Calheta).
Inauguração 1991 (26 anos)
Diretor Virgínia Maria da Silva Neto Reis
Website Site oficial
Geografia
País  Portugal
Cidade Calheta
Localidade Rua José Azevedo Cunha

O Museu de São Jorge é um museu português localizado no concelho da Calheta, ilha de São Jorge, arquipélago dos Açores.

Trata-se de um museu de ilha criado em 1991 que se encontra pleno desenvolvimento em termos de angariação de espólios e cujas exposições nem sempre são permanentes. O seu espólio actual baseia-se principalmente nas áreas da etnografia e etnologia. Apresenta também artigos sobre a música e sobre a história do jogo além do ritual gastronómico de Espírito Santo e da história do fabrico do Queijo de São Jorge que é portador de denominação de origem protegida (DOP). Faz também exposições de colecções de outras entidades e instituições ou mesmo colecções privadas em exposições semi-temporárias e numa base temática.

Historial do Museu[editar | editar código-fonte]

Este Museu foi constituído nos fins dos anos setenta do século XX por um grupo de cidadãos do concelho da vila da Calheta e da Ribeira Seca que teve a iniciativa de organizar uma exposição etnográfica. Começaram por reunir uma série de colecções sobre tecelagem, mobiliário e alfaias agrícolas para o efeito.

Em 1984 e na sequência da compra por parte da Secretaria Regional da Educação e Cultura, de um edifício na vila da Calheta destinado a uso local. Edifício este próximo do mar e que tinha sido mandado construir pelo Ouvidor e Padre Francisco de Azevedo Machado Neto.

Já com instalações foi formada uma comissão destinada à instalação, primeiro da Casa Etnográfica de São Jorge com as colecções mencionadas e depois dada a grande aceitação por parte da sociedade da Casa Etnográfica de São Jorge esta rapidamente foi convertida em Museu de Ilha, acontecendo a inauguração do já Museu de São Jorge em 1991.

Ainda voltando à história do Edifício onde o museu está instalado é curioso mencionar que este edifício data de 1811 e foi edificado a Norte do então Forte de São João Baptista ali existente e de que já poucos vestígios restam devido ao abandono e à degradação natural dos elementos construtivos, pelo já mencionado beneficiado, ouvidor e Padre Francisco de Azevedo Machado Neto, descendente este do Capitão-Mor Gaspar Nunes Neto, sendo este natural da freguesia da Ribeira Seca para ali fazer uma habitação, soalheira e fronteira com o mar.

Este edifício, segundo conta uma lenda tinha no rés-do-chão um compartimento onde os antigos proprietários mandavam matar quem lhes não agradasse. Actualmente uma das paredes do rés-do-chão apresenta-se com forma irregular, feita com grandes pedras à vista porque durante uma agonia de um dos executados, este ali terá encostado a mão ensanguentada deixando marcas que a cal branca não conseguiu cobrir porque a tinta cai sempre que é aplicada. Além disto há quem afirme que o seu antigo proprietário ali volta de quando em vez atormentado pelos remorsos das almas que mandou matar.

Colecções e património[editar | editar código-fonte]

As várias colecções que compõem o acervo deste museu são principalmente de carácter etnográfico e os artigos são datados do século XIX e do século XX e abrangem as temáticas da cerâmica, dos têxteis e tecelagem, da agricultura, da pecuária e também do mobiliário. Uma das mais importantes colecções deste museu refere-se à colecção do Maestro Francisco de Lacerda que era natural da Calheta.

Este museu tem por missão[editar | editar código-fonte]

Este museu desde a sua instalação procura ter uma função que não seja apenas uma exposição pura e simples do seu acervo, assim procura expor as obras como testemunhos que fazem parte do património cultural, desenvolvendo um conjunto de actividades que se destinam a complementar a informação e a formação dos visitantes.

Recebe visitas de escolas aplicando assim na formação o investimento entretanto realizado, visto que os produtos expostos destituídos do seu contexto original, são apresentados sob um novo enquadramento, de forma a cumprirem objectivos científicos, pedagógicos, culturais e artísticos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]