Museu de São Jorge (Calheta)

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Museu de São Jorge (Calheta).

O Museu de São Jorge é um museu português localizado no concelho da Calheta, ilha de São Jorge, arquipélago dos Açores.

Trata-se de um museu de ilha criado em 1991 que se encontra pleno desenvolvimento em termos de angariação de espólios e cujas exposições nem sempre são permanentes. O seu espólio actual baseia-se principalmente nas áreas da etnografia e etnologia. Apresenta também artigos sobre a música e sobre a história do jogo além do ritual gastronómico de Espírito Santo e da história do fabrico do Queijo de São Jorge que é portador de denominação de origem protegida (DOP). Faz também exposições de colecções de outras entidades e instituições ou mesmo colecções privadas em exposições semi-temporárias e numa base temática.

Historial do Museu[editar | editar código-fonte]

Este Museu foi constituído nos fins dos anos setenta do século XX por um grupo de cidadãos do concelho da vila da Calheta e da Ribeira Seca que teve a iniciativa de organizar uma exposição etnográfica. Começaram por reunir uma série de colecções sobre tecelagem, mobiliário e alfaias agrícolas para o efeito.

Em 1984 e na sequência da compra por parte da Secretaria Regional da Educação e Cultura, de um edifício na vila da Calheta destinado a uso local. Edifício este próximo do mar e que tinha sido mandado construir pelo Ouvidor e Padre Francisco de Azevedo Machado Neto.

Já com instalações foi formada uma comissão destinada à instalação, primeiro da Casa Etnográfica de São Jorge com as colecções mencionadas e depois dada a grande aceitação por parte da sociedade da Casa Etnográfica de São Jorge esta rapidamente foi convertida em Museu de Ilha, acontecendo a inauguração do já Museu de São Jorge em 1991.

Ainda voltando à história do Edifício onde o museu está instalado é curioso mencionar que este edifício data de 1811 e foi edificado a Norte do então Forte de São João Baptista ali existente e de que já poucos vestígios restam devido ao abandono e à degradação natural dos elementos construtivos, pelo já mencionado beneficiado, ouvidor e Padre Francisco de Azevedo Machado Neto, descendente este do Capitão-Mor Gaspar Nunes Neto, sendo este natural da freguesia da Ribeira Seca para ali fazer uma habitação, soalheira e fronteira com o mar.

Este edifício, segundo conta uma lenda tinha no rés-do-chão um compartimento onde os antigos proprietários mandavam matar quem lhes não agradasse. Actualmente uma das paredes do rés-do-chão apresenta-se com forma irregular, feita com grandes pedras à vista porque durante uma agonia de um dos executados, este ali terá encostado a mão ensanguentada deixando marcas que a cal branca não conseguiu cobrir porque a tinta cai sempre que é aplicada. Além disto há quem afirme que o seu antigo proprietário ali volta de quando em vez atormentado pelos remorsos das almas que mandou matar.

Colecções e património[editar | editar código-fonte]

As várias colecções que compõem o acervo deste museu são principalmente de carácter etnográfico e os artigos são datados do século XIX e do século XX e abrangem as temáticas da cerâmica, dos têxteis e tecelagem, da agricultura, da pecuária e também do mobiliário. Uma das mais importantes colecções deste museu refere-se à colecção do Maestro Francisco de Lacerda que era natural da Calheta.

Este museu tem por missão[editar | editar código-fonte]

Este museu desde a sua instalação procura ter uma função que não seja apenas uma exposição pura e simples do seu acervo, assim procura expor as obras como testemunhos que fazem parte do património cultural, desenvolvendo um conjunto de actividades que se destinam a complementar a informação e a formação dos visitantes.

Recebe visitas de escolas aplicando assim na formação o investimento entretanto realizado, visto que os produtos expostos destituídos do seu contexto original, são apresentados sob um novo enquadramento, de forma a cumprirem objectivos científicos, pedagógicos, culturais e artísticos.


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]