O Único e a Sua Propriedade

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Capa da edição alemã, publicada em Leipzig em "1844"

O único e a sua propriedade (em alemão: Der Einzige und sein Eigenthum, também traduzido como O Indivíduo e sua Propriedade ou O Ego e o seu próprio) é uma obra filosófica do escritor alemão Max Stirner (1806-1856). Este trabalho foi publicado pela primeira vez em 1845, embora com uma data de publicação declarada de "1844" para confundir os censores prussianos.

O livro é muitas vezes considerado um clássico do humanismo e o magnum opus do seu autor.

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

O livro afirma que o indivíduo é dominado por conceitos ilusórios ('idéias fixas'), que podem ser abaladas e removidas por cada indivíduo, a fim de que a pessoa possa agir plenamente em liberdade. Estes conceitos incluem principalmente, religião, ideologia e as instituições que reivindicam autoridade sobre o indivíduo. Segundo ele, não é só Deus um ideal alienante, como Ludwig Feuerbach tinha discutido em seu livro A Essência do Cristianismo (1841), mas também o são a própria humanidade, nacionalismo e todas as ideologias. De acordo com Stirner, os indivíduos só devem criar associações temporárias entre si, concordando na ajuda mútua e cooperação, por um período de tempo, mas apenas quando do interesse de cada indivíduo.

Intenção[editar | editar código-fonte]

Stirner afirmou sua própria "doutrina" do auto-interesse de ser uma verdade universal ou ponto de vista estabelecido, e compara seu livro a uma escada que você joga fora depois de subir, uma espécie de auto-terapia.[1]

Não escrevo por amor aos homens? Não, eu escrevo porque eu quero adquirir para os meus pensamentos uma existência no mundo, e, mesmo se eu pudesse prever que esses pensamentos iriam privá-lo de seu repouso e sua paz, e mesmo se eu visse as guerras mais sangrentas e a queda de muitas gerações surgindo a partir deste pensamento – Eu mesmo assim espalharia eles. Faça com ele o que você quer e pode, que eu não vou me incomodar. Você talvez só terá problemas, combate e morra por eles, muito poucos vão ficar alegres com isso.

Max Stirner, The Ego and his Own, p.394.

Confusão dos censores[editar | editar código-fonte]

He who destroyes a good Booke, kills reason it selfe, esta exposição de 1955 pela Biblioteca da Universidade de Kansas observou o seguinte sobre a publicação inicial do livro:

Sua franca adoção do Anarquismo individualista levou ao anúncio, não inesperado, nos jornais da Saxônia que o livro tinha sido imediatamente confiscado em Leipzig. Ansioso para não ficar atrás a Prússia proibiu o livro. Posteriormente, Berlim recebeu a notícia mais precisa: o livro não tinha sido proibido na Saxônia. Na verdade, o exagero de proibir o livro foi considerado em Dresden como o melhor antídoto. Os pequenos Estados da Alemanha seguiram uma das duas linhas, muitas vezes com grande dificuldade devido à escassez de exemplares para examinar.[2]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Arthur SchopenhauerThe World as Will and Representation, Vol. II, Chapter VII
  2. «He who destroyes a good Booke, kills reason it selfe, (uma exposição de livros que sobreviveram fogo, espada e os censores )». University of Kansas Library. 1955. Consultado em 2 de marco 2009  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)


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