Ogro

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Ilustração de um ogro, por Walter Crane.

Ogro ou ogre[1] é uma criatura fantástica do folclore europeu, quase sempre é retratado como um gigante de aparência grotesca e ameaçadora, que se alimenta de carne humana[2]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A palavra ogre tem origem na língua francesa. Seu primeiro registro está no romance em versos Perceval ou le Conte du Graal, de Chrétien de Troyes, do fim do século XII, que contém as linhas:

Citação: Et s'est escrit que il ert ancore
que toz li reaumes de Logres,
qui jadis fu la terre as ogres,
ert destruite par cele lance.

"E está escrito que ele virá novamente,
para todos os reinos de Logres,
conhecido como a terra dos ogros,
e destrua-os com essa lança. "
[3]

A origem da palavra no idioma francês é incerta. Tanto pode ser um deslocamento da letra "r" em bougre ("herético", "sodomita") quanto uma derivação de orc, por sua vez originada do latim Orcus (em português, Orco, divindade infernal de origem etrusca e por extensão outro nome do inferno). Há ainda a hipótese de uma origem em hongrois (húngaro). O feminino ogresse ("ogra") surge no conto O Pequeno Polegar, de Charles Perrault, já em 1697[4].

Na literatura[editar | editar código-fonte]

  • No poema Beowulf, o ogro Grendel e sua mãe são descendentes de Caim, portanto seres humanos deformados pela maldade e pela maldição divina[5]

No cinema[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. ogre. Dicionário infopédia da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-10-06 00:05:40
  2. MINOSSI, Juliana Pedroso; LEITE, Washington Batista. O sagrado, o profano e o monstro: La Misa del Ogro. Littera Online v. 8, n. 13 (2017). Página 120
  3. HUET, Gédéon. Ogre dans le Conte du Graal de Chrétien de Troyes. Romania, Année 1908 , 146, páginas 301-305 (em francês)
  4. BARRETO, Junia. O Imaginário do ogro em Han d’Islande, de Victor Hugo. Revista XIX n. 2 (2015). Páginas 175-176
  5. BRITO FILHO, Gesner Las Casas. Os monstros do manuscrito de Beowulf. Anais da Jornada de Estudos Antigos e Medievais doi: 10.4025/10jeam.ppeuem.03012. Páginas 8-9
  6. DAY, David. Battles of Tolkien. Hachette, 2016. Página 51 (em inglês)
  7. FELIX, Alessandra da Silva. A mitologia e a religiosidade cristã em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa: crônicas de uma acadêmica. Dissertação apresentada ao Programa de PósGraduação em Linguística do Departamento de Linguística, Português e Línguas Clássicas, do Instituto de Letras da Universidade de Brasília. Página 116
  8. SILVA, Edvânea Maria da. Do buraco negro ao castelo maluco: o herói moderno desnuda o espaço social do conto Shrek!, de William Steig. Graphos. João Pessoa, v. 8, n. 2/2006 – ISSN 1516-1536. Página 161
  9. YOSHIDA, Luiza Nana. Histórias extraordinárias nas narrativas setsuwa do século XII. Revista de Estudos Orientais, n.1, p. 63-72, março,1997. Página 64
  10. CORRÊA, Adâni. O ogro que virou príncipe: uma análise dos intertextos presentes em Shrek. Dissertação apresentada como requisito para obtenção do grau de Mestre em Letras, na área de concentração de Teoria da Literatura na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
  11. BARILLAS, Edgar. 50 películas filmadas en Guatemala y una que no (1935-1996). Apuntes para una cartografía de los lugares filmados en Guatemala. Estudios Digital No. 1, octubre de 2013. Página 11 (em espanhol)
  12. Ogro. Filmow
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