Ossufo Momade
Ossufo Momade | |
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Nascimento | 30 de janeiro de 1961 (64 anos) Ilha de Moçambique |
Cidadania | Moçambique |
Ocupação | político, militar |
Ossufo Momade (Ilha de Moçambique, 30 de janeiro de 1961) é um político moçambicano. Desde 17 de janeiro de 2019, é o presidente da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o principal partido de oposição no país. Assumiu o posto de presidência do partido de forma interina após a morte do líder Afonso Dhlakama em maio de 2018 e, após um congresso interno no início do ano seguinte, foi eleito presidente da RENAMO.[1]
Em 1° de agosto de 2019, Momade concordou em renunciar a violência e assinou um acordo de paz com o presidente moçambicano Filipe Nyusi em uma remota base militar da RENAMO no Parque Nacional da Gorongosa. Como consequência, o acordo selou a última insurgência armada da RENAMO.[2] Posteriormente, no dia 6 do mesmo mês, uma segunda cerimónia do acordo ocorreu na Praça da Paz em Maputo, onde Momade declarou que ele e demais integrantes da RENAMO se concentrariam em manter a paz e a reconciliação nacional.[3]
Biografia
[editar | editar código-fonte]Momade nasceu na Ilha de Moçambique, quando o país ainda era uma colónia portuguesa. É filho de Alide Zainabo e de Ossufo Momade Sr. Estudou na Escola Elementar Luís de Camões e, a partir de 1973, na Escola Comercial Pêro da Covilhã.[4] Ainda adolescente juntou-se à FRELIMO tendo chegado a comissário político e militar. Em Dezembro de 1978 já comandava um batalhão do Exército de Moçambique quando foi capturado pelos guerrilheiros da Resistência Nacional de Moçambique.[5]
Acabou sendo persuadido a se juntar à RENAMO, a qual estava sob a liderança de Afonso Dhlakama, e com o passar do tempo assumiu o comando das operações da organização rebelde nas províncias centrais de Manica e Sofala, tendo aberto, em 1983, a frente de Nampula. Neste ano foi promovido a major-general e em 1992 atingiu a patente de tenente-general das forças da RENAMO.[6]
Depois do Acordo Geral de Paz foi eleito deputado da Assembleia da República em 1999 pela província de Nampula e secretário geral da RENAMO em 2007, posição que deteve até 2013, quando a passou para Manuel Bissopo, para assumir o cargo de chefe da defesa e segurança do partido. Com a morte de Dhlakama, tornou-se presidente interino em 2018 e formalmente presidente eleito da RENAMO em 2019.[4][6]
Referências
- ↑ «Ossufo Momade eleito presidente no final de congresso da RENAMO». DW, Deutsche Welle. 17 de janeiro de 2019. Consultado em 31 de outubro de 2024
- ↑ Caldeira, Adérito (2 de agosto de 2024). «Momade assina Acordo de Cessação das Hostilidades acreditando que eleições serão justas livres e transparentes em Moçambique/». A Verdade. Consultado em 31 de outubro de 2024
- ↑ «Nyusi e Ossufo Momade assinam Acordo de Paz e Reconciliação Nacional». Zambeze. 7 de agosto de 2019. Consultado em 31 de outubro de 2024
- ↑ a b «Moçambicanos decidem hoje quem será o próximo Presidente da República: Conheça a biografia dos quatro candidatos». Integrity. 9 de outubro de 2024. Consultado em 31 de outubro de 2024
- ↑ Caldeira, Adérito (7 de maio de 2018). «Homem de confiança do presidente Dhlakama, Ossufo Momade poderá ser o sucessor». A Verdade. Consultado em 31 de outubro de 2024
- ↑ a b Miguel, Ramos (11 de outubro de 2019). «Moçambique Eleições: Perfil de Ossufo Momade». VOA, Voice of America. Consultado em 31 de outubro de 2024