Públio Cornélio Dolabela (cônsul em 10)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Públio Cornélio Dolabela (desambiguação).
Públio Cornélio Dolabela
Cônsul do Império Romano
Consulado 10 d.C.

Públio Cornélio Dolabela (em latim: Publius Cornelius Dolabella), dito o Jovem (em latim: Minor), foi um senador romano da gente Cornélia eleito cônsul em 10 com Caio Júnio Silano[1]. Era filho de Públio Cornélio Dolabela, cônsul sufecto em 35 a.C., com Quintila, irmã do infame general romano Públio Quintílio Varo[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Quando Augusto morreu, em 14, Dolabela era governador da Dalmácia. O novo imperador, Tibério, como se tornou praxe em seu reinado, estendeu o mandato de Dolabela até 19 ou 20. Seu sucessor, Lúcio Volúsio Saturnino ficou na posição até depois da morte do imperador em 37[3]. Em seguida, Dolabela foi procônsul da África entre 23 e 24[4] e derrotou definitivamente o rebelde Tacfarinas.

Dolabela é conhecido também por ter reconstruído o Arco de Dolabela (que talvez fosse parte da antiga Porta Celimontana) em Roma em 10 juntamente com seu colega de consulado Caio Júnio Silano. Posteriormente, o imperador Nero incorporou o arco quando estendeu a Água Cláudia até o monte Célio, um trecho conhecido como "arcos neronianos[5].

Família[editar | editar código-fonte]

Públio Cornélio Dolabela se casou com Sulpícia Galbila e os dois tiveram um filho, Públio Cornélio Dolabela, cônsul em 55.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Cônsul do Império Romano
Vexilloid of the Roman Empire.svg
Precedido por:
Caio Popeu Sabino
com Quinto Sulpício Camerino
com Marco Pápio Mutilo (suf.)
com Quinto Popeu Segundo (suf.)









Públio Cornélio Dolabela
10

com Caio Júnio Silano
com Sérvio Cornélio Lêntulo Maluginense (suf.)
com Quinto Júnio Bleso (suf.)









Sucedido por:
Mânio Emílio Lépido
com Tito Estatílio Tauro
com Lúcio Cássio Longino (suf.)











Referências

  1. Tansey, Patrick, "The Perils of Prosopography: The Case of the Cornelii Dolabellae", Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik, 130 (2000), p. 271
  2. Tansey, "The Perils of Prosopography", p. 270
  3. Ronald Syme, The Augustan Aristocracy (Oxford: Clarendon Press, 1986), p. 129
  4. Tácito, Anais, IV.23
  5. Lawrence Richardson, A New Topographical Dictionary of Ancient Rome (Johns Hopkins University Press, 1992) p. 25