Palmeirópolis

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Palmeirópolis
  Município do Brasil  
Hino
Gentílico palmeiropolitano[1]
Localização
Localização de Palmeirópolis no Tocantins
Localização de Palmeirópolis no Tocantins
Mapa de Palmeirópolis
Coordenadas 13° 02' 38" S 48° 24' 07" O
País Brasil
Unidade federativa Tocantins
Distância até a capital 449 km
História
Aniversário 10 de junho 1980
Administração
Prefeito(a) Fabio Pereira Vaz (2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 1 703,936 km²
População total (estimativa IBGE/2018[3]) 7 641 hab.
Densidade 4,5 hab./km²
Clima Não disponível
Altitude 438 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000 [4]) 0,728 alto
PIB (IBGE/2008[5]) R$ 59 605,235 mil
PIB per capita (IBGE/2008[5]) R$ 7 124,70
Cidades gêmeas
Sítio palmeiropolis.to.gov.br (Prefeitura)

Palmeirópolis é um município brasileiro do estado do Tocantins. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 7 641[3] habitantes.

História[editar | editar código-fonte]

As origens remotas de Palmeirópolis datam de 1922, com a instalação da Fazenda Itabaiana, então de propriedade de João Polidorio. No início da década de 60 teve início o povoado de Palmeiras, município de Paranã, nome dado ao lugar devido aos coqueirais de babaçu existentes em abundância na região. Pela Lei Estadual nº 7.471, de 2 de dezembro de 1971, o povoado de Palmeiras foi elevado à condição de Distrito de Paranã. Finalmente, pela Lei nº 8.850 em 10 de junho de 1.980, o Distrito foi emancipado com o nome de Palmeirópolis. O município, chegou a ser um dos maiores produtores de grãos do Estado de Goiás, mas sofreu um sério revés econômico com a criação do Estado do Tocantins, pois, com a divisão territorial, ficou fora da área de influência da capital do novel estado, e isolada geograficamente de Palmas. O comércio local é expressivo e, mesmo após a divisão do Estado, continuou tendo como principais centros de abastecimento as cidades de Anápolis e Goiânia, no estado Goiás, devido à logística e às facilidades de acesso. A partir do início deste século, vem experimentando um gradual processo de retomada do desenvolvimento, que teve início com a construção do linhão do sistema energético Furnas-Tucurui, seguida da pavimentação asfáltica da rodovia TO-498, que liga ao Estado de Goiás, o que deu uma alavancagem na economia da região. Posteriormente, veio a construção da Usina Hidrelétrica de São Salvador, no Rio Tocantins, que teve em Palmeirópolis o seu principal ponto de apoio logístico, o que motivou grande aumento do número de trabalhadores em circulação na cidade, propiciando o incremento do comércio e da economia do lugar, cujos reflexos positivos continuaram após a conclusão da obra. A UHE de São Salvador formou um grande lago no Rio Tocantins, banhando extensa área do município de Palmeirópolis, o que propiciou o incremento da piscicultura e do turismo na região. A cidade conta com uma razoável rede hoteleira, dispõe de boa infraestrutura urbana e tem uma logística considerável, com vias de acesso asfaltadas para Palmas, para o Estado de Goiás e para o Nordeste do Brasil.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O Município está localizado na Região Norte do Brasil, ao Sul do estado do Tocantins mais especificamente no Paralelo 13. Situa-se a uma latitude 13º02'38" sul e a uma longitude 48º24'08" oeste, estando a uma altitude de 438 metros do nível do mar.

O bioma é o cerrado, na sua maioria agricultável e de solo fértil. A bacia hidrográfica do município tem como principais cursos d'água o Rio Maranhão ou Tocantins e os ribeirões Mucambão, Limoeiro, Cocalinho, Mucambinho, Córrego do Mato, Mutum, Grotão e Piabanha, entre ouros menores.

Geologicamente o município está inserido em uma das regiões mais complexas da Plataforma Sul-Americana e apresenta todos os eventos geotectônicos com unidades litoestratigráficas de idades extremamente variáveis, sendo que a mais importante delas é a Sequência Vulcano-Sedimentar de Palmeirópolis (SVSP), onde está localizado um dos maiores depósitos vulcanogênicos de minério de cobre do Brasil, com ouro e prata associados. O relevo do Município é caracterizado por terrenos pouco acidentados, com cotas variando em torno de 400m, destacando-se os Morrinhos e o Morro Preto ou Curruá, com altitudes pouco superiores a 500m e o Morro Solto, que se sobressai expressivamente no centro do Município, com altitude superior a 700m, além do espigão da Serra Dourada, na divisa com o Estado de Goiás, com cota superior a 1000m.

Economia[editar | editar código-fonte]

Palmeirópolis é uma cidade polo da Micro-região do Sul do Estado do Tocantins, com destacada relevância econômica na região, tem um comércio local expressivo, com diversos supermercados, variados estabelecimentos comerciais, hotéis, restaurantes, cerâmicas, movelarias, agência do Correio, duas agências bancárias (Banco do Brasil e Bradesco), concessionárias de veículos, postos de combustível, agência lotérica, colégios estaduais, campus universitário avançado, hospital público, cartórios, delegacia de polícia, destacamento da Polícia Militar, fórum e prefeitura. As terras do município são férteis, há um numeroso rebanho bovino de gado de corte e de produção de leite, a agricultura está voltada para a produção de soja, arroz, milho, banana, melão e abóbora, dentre outros.

Conta com extensas áreas plantadas de seringueiras, colocando o município como potencial maior produtor de látex do Estado do Tocantins, e um dos maiores do país.

Palmeirópolis tem grande potencial de mineração, possuindo reservas de zinco, chumbo e cobre, além de calcário e outros minérios. Estudos encomendados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) concluíram que a cidade conta com um dos maiores depósitos vulcanogênicos de minério de cobre do Brasil, com ouro e prata associados.

Palmeiropolitanos ilustres[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Gentílico»  IBGE - acessado em 17 de janeiro de 2016
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 12 de setembro de 2018 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
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