Paulo Costa Lima

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Paulo Costa Lima
Informação geral
Nome completo Paulo Costa Lima
Nascimento 26 de Setembro
Local de nascimento Salvador
 Brasil

Paulo Costa Lima (Salvador, 26 de setembro de 1954) é um premiado compositor brasileiro, que ocupa a cadeira 21 da Academia Brasileira de Música[1], e que tem como principal foco de interesse a aproximação entre composição e cultura, gerando diálogos entre o lugar-de-fala, aquilo que se produz localmente, e as redes internacionais contemporâneas de discurso e música. Com isso, sua obra se associa à noção pós-colonialista de entre-lugar, relativizando (mas também, às vezes, intensificando) o contraste entre polaridades tais como erudito e popular, ancestral e contemporâneo, norte e sul,[2]  associando-se assim à pluralidade cultural recorrente em composições da música contemporânea brasileira, também presente em obras de compositores tais como Gilberto Mendes, Ernst Widmer, Lindembergue Cardoso.[1] Fernando Cerqueira e Eli-Eri. Seu catálogo tem 113 obras e registra 432 performances em mais de 20 países.[2] Pesquisador pelo CNPq, sua produção gira em torno de temas como a teoria e a pedagogia do compor, a análise da música contemporânea produzida na Bahia, análise de canções populares brasileiras, e a aproximação entre música, psicanálise e semântica cultural. Em 2015, conquistou o primeiro lugar nas indicações de seus pares para o Prêmio Nacional de Composição da FUNARTE,[3] ganhando o direito de ter sua composição executada na abertura solene da XXI Bienal de Música Brasileira Contemporânea.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Paulo Costa Lima nasceu em Salvador no bairro de Brotas, filho de Antonio Batista Lima e Dinorá Costa Lima , tendo um irmão, João Augusto Costa Lima (cardiologista). [3]

Ingressou no Colégio de Aplicação da Universidade Federal da Bahia em 1967, aos 12 anos, e no curso de Medicina em 1973. No ano seguinte transferiu-se para a Escola de Música, tendo estudado Composição com Lindembergue Cardoso e Ernst Widmer[2] e Violoncelo com Piero Bastianelli. Também estudou composição na University of Illinois, sob orientação de Herbert Brün e Ben Johnston. Sua primeira obra foi apresentada em 1976, antes de transferir-se para a Universidade de Illinois. Casou-se, neste mesmo ano, com Ana Margarida de Almeida Cerqueira Lima, com quem teve dois filhos: Cláudio e Maurício

Diretor da Escola de Música (1988-1992) e Pró-Reitor (1996-2002) da Universidade Federal da Bahia, presidente da Fundação Gregório de Mattos.[5] (2005-2008), e, novamente, Assessor do Reitor da UFBA (2014-2017). Também é membro da Academia de Letras da Bahia[6] e membro-fundador da Academia de Ciências da Bahia.[7]Seu nome está incluído no The New Grove Dictionary of Music and Musicians, em verbete escrito por Gerard Béhague. Seu trabalho de pesquisa produziu um estudo em profundidade da pedagogia e da obra do compositor brasileiro (nascido na Suiça) Ernst Widmer, desdobrado em uma linha de pesquisa voltada para a pedagogia da composição. Em teoria da composição elaborou a noção de composicionalidade, a qualidade daquilo que é composto, a partir de instâncias como a criticidade, a reciprocidade e a invenção de mundos, sempre apontando para a indissociabilidade de teoria e prática, e para o papel fundamental do campo de escolhas, como lugar onde todos esses vetores incidem.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Prêmios e comissionamentos incluem: CUCA-Funarte (1984, Quarteto de Cordas n. 1), VI Bienal de Música Brasileira Contemporânea - RJ (1985, Quarteto de Cordas n. 2, Brasiléia, op. 16), Prêmio Goethe Institut no Concurso Nacional de Composição da UFBA (1985), Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo (1994, Xirê op. 40 para grupo de percussão), Prêmio Max Feffer-SP (1995, Ibejis op. 41), Bolsa Vitae de Composição (1995), American Composers Orchestra - New York (1996, Atotô do l'homme armé, op. 39), Prêmio Copene - Salvador (1996, CD Outros Ritmos), Prêmio Copene - Salvador (1999, Livro "Ernst Widmer e o ensino de composição musical na Bahia"), Criadores do Brasil - OSESP (2000, Serenata Kabila para orquestra, op. 54), Edital da SECULT-Bahia (2009, Yelêlá Twendê para 2 sop. percussão e Orquestra), Prêmio da XX Bienal de Música Brasileira Contemporânea - RJ (2013, Bahia Concerto op. 98), MAB-2014 (Zaziê Streichquarttet, estreada pelo Mivos Quartet de NY), OSESP - SP (2015, Cabinda: nós somos pretos, op. 104 para orquestra), III FMCB na UNICAMP (março de 2016, dedicado à vida e obra de Paulo Costa Lima e Ronaldo Miranda), além da já mencionada XXI Bienal de Música Brasileira Contemporânea - RJ (2015, Sete Flechas: um batuque concertante op. 102 para piano e orquestra), Conselho Musical da cidade de Düsseldorf-Alemanha (Comissionamento da obra Cauíza para grupo de percussão), Prêmio XXII Bienal de Música Brasileira Contemporânea - 2017 (comissionamento de obra para Orquestra). Foi o mentor de toda uma nova geração de compositores baianos, tais como Paulo Rios Filho, Guilherme Bertissolo, Alex Pochat, Joélio Santos, Vinicius Amaro, Juliano Seravale, Paulo Cesar Santana, Danniel Ferraz, entre outros, tendo participado da criação da OCA-Oficina de Composição Agora, e do MAB-Música de Agora na Bahia, programa de música contemporânea vencedor do Edital Petrobrás em 2014.[3]

Referências

  1. A pluralidade cultural revelada em obras para piano de Marlos Nobre, Paulo Costa Lima e Mario Ficarelli compostas no século XXI. Zélia Chueke. "Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música–ANPPOM, XVII, São Paulo. Anais eletrônicos (CD). São Paulo: PPGMUS UNESP. 2007.
  2. a b Página de Paulo Costa Lima na Academia Brasileira de Música - Acesso em 23 de dezembro de 2015
  3. a b http://maisbahia.com.br/index.php/2014/03/compositor-baiano-paulo-costa-lima-ganha-premio-nacional/ Compositor baiano Paulo Costa Lima ganha prêmio nacional] - MaisBahia, 13/03/2015 - Acesso em 23 de dezembro de 2015
  4. Composição de Paulo Costa Lima abre a Bienal de Música Contemporânea - BahiaJá, 03/10/2015 - Acesso em 22 de dezembro de 2015
  5. Professor Paulo Costa Lima amplia ala baiana na Academia Brasileira de Música - APUB, 15/01/2014 - Acesso em 22 de dezembro de 2015
  6. Paulo Costa Lima é o mais novo membro da Academia Brasileira de Música - EBC Rádios, 19/08/2014 - Acesso em 23 de dezembro de 2015
  7. Academia de Ciências da Bahia

Ver Também[editar | editar código-fonte]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Chega de Caboclo para grupo de percussão (2017)
  • Tindolelê para piano (2016)
  • Manteiga para sax tenor e piano (2016)
  • Kekitem para quinteto de metais (2016)
  • Tempuê para Orquestra (2016)
  • Cavalo Marinho para violoncelo solo (2016)
  • Trans-Iakisôbá para flauta, clarineta e piano (2016)
  • Look at the sky para clarineta e piano (2016)
  • Look at the sky para clarineta solo (2016)
  • Rapadura e Côco para violoncelo solo (2016)
  • Aboio e Pós-Aboio para violoncelo solo (2016)
  • Trans-Iakisôbá (Ibejis n. 3) para flauta e clarineta (2015)
  • Cabinda: nós somos pretos para Orquestra (2015)
  • Zaziê Quartettsatz para quarteto de cordas (2014)
  • Sete Flechas: um batuque concertante (2014-2015) para piano e Oraquestra
  • Manteiga para sax solo (2013)
  • The real thing for would-be clarinet and piano (2013)
  • A Bahia tá viva? para soprano e grupo de câmara (2012)
  • Bahia Concerto 2012 para piano e Orquestra de Cordas (2012)
  • Yêlêlá Song for voz, clarineta e piano (2012)
  • Januário para duo de percussão (2012)
  • Aboio II para flauta solo (2012)
  • Ibejis n. 2 para flauta e clarineta (2011)
  • Calcinha Stück para 3 sopranos e grupo de percussão (2010)
  • Paisagem Baiana para 5 clarinetas (2010)
  • Só… for quinteto de fl, cl, tp, vn, vc (2009)
  • Yêlelá Twendê para 2 sop, bx elétrico, pc e Orquestra (2009)
  • Divertimento Mineral para sexteto (fl, cl, tp, vn, vc, pn) (2007)
  • Fantasia para cordas (2007)
  • Ziriguidum para grupo de percussão (2007)
  • Partita para violoncelo solo (2006)
  • Concertino para clarineta e cordas (2006)
  • Serenata Ayó para Orquestra (2005)
  • Brincando com a louça para sexteto de (fl, cl, vn, vla, vc, pn) (2004)
  • Eis Aqui! para piano solo (2003)
  • Arroubos para flauta solo, duo, trio e quarteto (2003)
  • Aboio I para flauta solo (2003)
  • Ponteio n. 2 para piano solo (2002)
  • Ciclo de Orikis op. 60: Xangô, Exu e Oxossi (sop, fl, pn, pc) (2001)
  • 3 Ponteios em miniatura para flauta e piano (2000)
  • Oriki de Erinlê para soprano e violão (texto recolhido por Verger) (1997)
  • Lembrando e esquecendo Pixinguinha para flauta e violão (1997)
  • Vassourinhas um frevo-estudo para piano solo (1996)
  • Kabila para quarteto de madeiras (1996)
  • Oriki para trompete e piano (1995)
  • Apanhe o Jegue para flauta e violão (1995)
  • Ibeji para flauta e clarineta (1995)
  • Atotô do L’homme armé para grupo de câmara (1993)
  • Kyrie de Nanã para coro (1993)
  • Saruê de dois para 2 clarinetas (1993)
  • Ponteio para piano solo (1992)
  • Corrente de Xangô para violoncelo solo (1992)
  • Imikaiá para piano solo (1992)
  • Pega essa nêga e chêra para piano solo (1991)
  • Pega essa nêga e chêra para flauta e piano (1991)
  • Vés para piano solo (1990)
  • Atotô balzare, Si, Si, como no! para 5 pc e piano (1985)
  • Cuncti-Serenata para piano solo (1984)
  • Ubabá, o que diria Bach! para orquestra de câmara (1983)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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