Paulo Corrêa (político)

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Paulo Corrêa
Nome completo Paulo José Araújo Corrêa
Nascimento 24 de julho de 1957 (63 anos)
Campo Grande
Residência Campo Grande
Nacionalidade Brasileiro

Paulo José Araújo Corrêa (Campo Grande, 24 de julho de 1957) é um engenheiro civil e político brasileiro filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira. Atualmente exerce seu sexto mandato como deputado estadual em Mato Grosso do Sul[1].

Foi secretário estadual de Habitação e Desenvolvimento Urbano no Governo Pedro Pedrossian, e é deputado estadual desde 1997, cumprindo atualmente seu sexto mandato. Foi filiado ao PTB, PL, PR e está no PSDB desde abril de 2018.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Corrêa se filiou ao Partido da Frente Liberal (PFL), onde disputou sua primeira eleição. Candidato a deputado estadual em 1994, Corrêa obteve 11.066 votos e ficou como primeiro suplente. Três anos depois, assumiu a vaga no parlamento estadual ocupando o lugar de Eder Brambilla, eleito prefeito de Corumbá nas eleições de 1996[2].

Foi secretário de estado de habitação e desenvolvimento urbano de Mato Grosso do Sul durante o segundo governo de Pedro Pedrossian. Nesse período, desenvolveu o Programa Desfavelamento, que eliminou núcleos de favelas de Campo Grande.[2]

Deixou o PFL e filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), pelo qual disputou as eleições de 1998, sendo reeleito com 13.051 votos. Neste segundo mandato, presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito do Leite, a CPI do Leite[3], que apurou denúncias de irregularidades no setor.

Em 2000 passou a fazer parte do Partido Liberal (PL) que em 2006 transformou-se em Partido da República (PR) devido à fusão com o PRONA (Partido da Reedificação da Ordem Nacional). Foi reeleito em 2002 com 19.851 votos.

Nas eleições de 2006, mais uma vez candidatou-se a deputado estadual com 32.501 votos. Durante o mandato o político presidiu a Comissão Permanente de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de MS[1][4]. Atuou como presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Enersul, a CPI da Enersul[5], instaurada com o objetivo de analisar reajustes nas contas de energia elétrica residenciais, comerciais e industriais, visando detectar e coibir abusos que refletiam no orçamento dos cidadãos.

Em 2013 o parlamentar assumiu a presidência da Comissão Permanente de Indústria, Turismo e Comércio da Casa, atuando na busca de mais empresas para o Estado, com o principal objetivo de gerar novas vagas de emprego e melhorar a renda dos trabalhadores Sul-Mato-Grossenses.

Superando a eleição anterior, nas eleições de 2014 Paulo Corrêa foi eleito com 39.540 votos, sendo o segundo deputado mais votado do Mato Grosso do Sul. O ano de 2014 foi marcado ainda por ações importantes em prol do Estado.

Durante o ano de 2015 o deputado Estadual Paulo Corrêa realizou ações importantes para o crescimento do Estado e defesa do direito da população. Liderou o Bloco Suprapartidário formado pelos pequenos partidos (PR, PDT, PTdoB, PSB, DEM, e PEN) e foi eleito presidente da Comissão de Turismo, Indústria e Comércio da Assembleia.

Foi eleito presidente da Comissão para Acompanhamento do Preço do Óleo Diesel, realizando um trabalho inédito em Mato Grosso do Sul. Oficializou na Assembleia a proposta de utilizar o dinheiro destinado ao pagamento do juru da dívida de MS com a União para aquisição propriedades particulares consideradas indígenas.

Em outubro de 2015 foi eleito relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Conselho Indígenas Missionário (CIMI), que teve o objetivo de investigar se o CIMI incentiva invasões de terras em Mato Grosso do Sul e eleito também membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a “ação/omissão do Estado de Mato Grosso do Sul nos casos de violência praticada contra os povos indígenas, entre os anos de 2000 e 2015, e que está em andamento na Casa de Leis.

Na área da saúde apresentou o projeto que criou a Lei Nº 4.871 que garante atendimento domiciliar a todos os pacientes crônicos acamados em Mato Grosso do Sul.

Em 2017 Paulo Corrêa foi reeleito para presidir a Comissão Permanente de Turismo, Indústria a Comércio da Assembleia e imediatamente iniciou discussões junto à Federação das Indústrias, Governo do Estado e à empresa Brave Brasil Veículos Elétricos, visando instalar em Mato Grosso do Sul a primeira montadora de carros elétricos do Brasil e criar um pólo tecnológico no Estado. O projeto está em andamento e a empresa doou para o Estado um carro elétrico que é utilizado para a manutenção do Parque das Nações Indígenas.

Paulo Corrêa também presidiu em 2017 a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Irregularidades Fiscais e Tributárias de Mato Grosso do Sul, que ficou conhecida como CPI da JBS, investigou denúncias de irregularidades e resultou no bloqueio de R$ 730 milhões da empresa para ressarcimento do Estado pelos danos causados pelo descumprimento dos Termos de Acordo de Regime Especial.

Com a morte do ex-governador de Mato Grosso do Sul, Pedro Pedrossian, no dia 22 de agosto de 2018, Paulo Corrêa homenageou o político criando a lei que transformou o Parque dos Poderes em Parque Pedro Pedrossian.

No ano de 2018, Paulo Corrêa comemorou a aprovação da Lei Nº 5.235, de sua autoria, (Lei de Pagamento de Serviços Ambientais), que criou a Política Estadual de Preservação dos Serviços Ambientais e o Programa Estadual de Pagamento Serviços Ambientais, ficando conhecida como Lei dos Produtores de Água, um projeto de sua autoria que autoriza o Estado a recompensar o cidadão que de alguma forma contribuir para a preservação e recuperação do meio ambiente.

Em abril de 2018, Corrêa filiou-se ao PSDB [1](Partido da Social Democracia Brasileira)..

Nas eleições de 2018 Paulo Corrêa foi reeleito com 27.664 votos para continuar representando a população de Mato Grosso do Sul no parlamento estadual.  

Em primeiro de fevereiro de 2019 foi eleito presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para o biênio 2019-2020.

Na presidência da Casa de Leis assumiu o compromisso de enfrentar, junto com os demais deputados, os desafios gerados pela crise econômica e pelos problemas sociais, destacando a necessidade do Legislativo trabalhar sempre em conjunto com os outros poderes em busca de suprir as demandas em todas as áreas da sociedade.

Referências