Pedagogia Waldorf

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Escola Waldorf em Auckland, na Nova Zelândia

A Pedagogia Waldorf é uma abordagem pedagógica baseada na filosofia da educação do filósofo alemão Rudolf Steiner, fundador da antroposofia. A pedagogia procura integrar de maneira holística o desenvolvimento físico, espiritual, intelectual e artístico dos alunos. O objetivo é desenvolver indivíduos livres, integrados, socialmente competentes e moralmente responsáveis. As escolas e professores possuem grande autonomia para determinar o currículo, metodologia e governança. [1] [2]

Existem atualmente mais de 1000 Escolas Waldorf no mundo e cerca de 2000 jardins de infância[3]  , localizados em mais de 60 países, sendo assim um dos maiores movimentos educacionais independentes do mundo[4] .

Criada em 1919 em Estugarda, na Alemanha, tem como base o conceito de que o desenvolvimento de cada ser humano é diferente. Assim, o ensino deve levar em conta as diferentes características de cada indivíduo. Um mesmo assunto que se pretende ensinar é abordado várias vezes durante o ciclo escolar, mas nunca da mesma maneira, e sempre respeitando a capacidade de compreensão de cada um. Fundamentalmente, esta pedagogia tem, como objetivo, desenvolver a personalidade de forma equilibrada e integrada, estimulando o florescimento na criança e no jovem de: clareza do raciocínio; equilíbrio emocional; e iniciativa de ação.[5]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Para atingir a formação do ser humano, ela pretende atuar no desenvolvimento físico, anímico e espiritual do aluno, incentivando o querer (agir) por meio da atividade corpórea das crianças em quase todas as aulas. O sentir é estimulado na constante abordagem artística e nas atividades artesanais específicas para cada idade. O pensar é cultivado paulatinamente, desde a imaginação incentivada por meio de contos, lendas e mitos – no início da escolaridade –, até o pensar abstrato rigorosamente científico do ensino médio (colegial).

A pedagogia Waldorf incentiva e encoraja a criatividade, nutre a imaginação e conduz os alunos a um pensamento livre e autónomo.[6] Uma das características marcantes da pedagogia Waldorf é o fato de não se exigir, do aluno, o cultivo precoce do pensamento abstrato. Almeja-se que as aulas sejam um preparo para a vida. Procura-se desenvolver as qualidades necessárias para que os jovens floresçam e saibam lidar com as constantes e velozes mudanças que se apresentam no mundo com criatividade, flexibilidade, responsabilidade e capacidade de questionamento. Entende-se que o jovem, cada vez mais, precisa ser articulado e capaz de se comunicar claramente, tanto se abrindo para o que os outros têm a dizer como encontrando a melhor forma para expressar seus pensamentos ao mundo. Para tanto, a pedagogia Waldorf, segundo seus adeptos, permanece revolucionária até os dias de hoje.

Análise de desempenho[editar | editar código-fonte]

Escola que segue o modelo pedagógico Waldorf em Tréveris, na Alemanha

A análise de desempenho de escolas Waldorf, em comparado com outras escolas, é considerado, por muitos, inconclusivo devido à escassez de relatórios imparciais de teor quantitativo e qualitativo. Isto ocorre devido o fato de que o conceito de avaliação por notas ser considerado contrário aos ideais da escola Waldorf.[7]

Existem, entretanto, vários estudos quantitativos sobre o resultados das escolas Waldorf.[8] Vale citar os artigos de Douglas Gerwin e David Mitchell, "Standing out without standing alone: profile of Waldorf School graduates", com várias tabelas e com estatísticas mostrando o excelente desempenho dos formandos em escolas Waldorf nos Estados Unidos.[9] E o trabalho de Wanda Ribeiro e Juan Pablo com ex-alunos da Escola Waldorf Rudolf Steiner de São Paulo, no Brasil.[10]

Importância da reencarnação[editar | editar código-fonte]

O fundador da Pedagogia Waldorf, Rudolf Steiner, possuía uma formação teosófica e foi o pioneiro em aplicar o processo de reencarnação de cada indivíduo à pedagogia. Pode-se concluir que Steiner uniu a antroposofia à educação. A união do processo reencarnatório com a pedagogia pode ser interpretada como motivacional, pois o aluno entenderia que a sua educação e ações atuais acarretarão em projeções para outras vidas, ou seja, o aluno teria o desejo de se desenvolver ainda mais para agilizar seu processo evolutivo.

O educador Waldorf, que ensina considerando o processo de reencarnação, possui uma maior habilidade de compreensão do comportamento de cada um dos seus alunos porque analisa os comportamentos atuais segundo pesquisas das suas vidas anteriores.[11]

Commons
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Referências

  1. Lanz, Rudolf. A Pedagogia Waldorf - Caminho para um Ensino Mais Humano. [S.l.: s.n.], 2002. Capítulo: 1. , ISBN 8571221014
  2. Steiner, Rudolf. GA 293. A Arte da Educação – O estudo geral do homem, uma base para a pedagogia. (14 palestras proferidas em Stuttgart de 21/8 a 5/9/1919, por ocasião da fundação da primeira escola Waldorf). [S.l.: s.n.], 2003.
  3. Statistics for Waldorf schools worldwide Freunde der Erziehungskunst Rudolf Steiners (2015). Visitado em 02/07/2015.
  4. Gidseg, Eric. Waldorf education. In Moncrieff Cochran and Rebecca S. New (eds.), Early Childhood Education An International Encyclopedia (em Inglês). [S.l.: s.n.], 2008. p. 833-835. vol. 4. ISBN 0–313–34143–5
  5. Pedagogia Waldorf, Escola Waldorf São Paulo, 2010
  6. Pedagogia Waldorf, Escola Waldorf São Paulo, 2010
  7. Henry, Mary E. School Cultures: Universes of Meaning in Private Schools. Página 80.
  8. seção de pedagogia Waldorf do site da Sociedade Antroposófica no Brasil
  9. Artigo de Douglas Gerwin e David Mitchell, "Standing out without standing alone: profile of Waldorf School graduates"]
  10. [1]
  11. Imbassahy, Carmen. A Era do Espírito: por um mundo novo e melhor. A Reencarnação e a Pedagogia

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]