Rosa-rubra

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Como ler uma infocaixa de taxonomiaRosa gallica
Wild Rosa gallica Romania.jpg

Classificação científica
Reino: Plantae
Ordem: Rosales
Família: Rosaceae
Subfamília: Rosoideae
Género: Rosa
L.
Espécie: R. gallica
Nome binomial
Rosa gallica
L.

A rosa-rubra (Rosa gallica) é uma espécie de planta com flor, de forma arbustiva, pertencente à família das rosáceas. Tem folhas geralmente com cinco folíolos ovados ou orbiculares e flores grandes, de um tom vermelho vivo, é nativo de grande parte da Europa e uma parte da Anatolia, cultivado como ornamental e como medicinal. Cresce naturalmente nas Florestas Temperadas da Europa.

A Rosa gallica é um arbusto de folha caduca, ou seja, as folhas mudam de cor no outono, cai no inverno e só renova na primavera, as flores também brotam nessa estação. No verão a planta cresce. As hastes tem espinhos e cerdas glandulares. As folhas são pinadas, com três a sete folhetos verde-azulado. As flores são agrupadas em 1-4 conjunto único com cinco pétalas, e é muito perfumado. Os quadris tem um diâmetro de 10-13 mm, seu formato é redondo à ovóide com uma cor laranja à castanho. As cores da flor na primavera variam do branco (raro) ao rosa, vermelho e roxo profundo. Todas as rosas do grupo Gallica só florece uma vez ao ano e são facilmente cultivadas.

A autoridade científica da espécie é L., tendo sido publicada em Species Plantarum 1: 492. 1753.

Também é conhecida pelos nomes de rosa-francesa, rosa-vermelha, roseira-francesa e roseira-rubra.


História e variedades[editar | editar código-fonte]

Rosa vermelha R. gallica
Rosa violeta R. gallica
R. gallica var. officinalis 'Versicolor' (Rosa mundi)

A rosa-rubra foi cultivada pela primeira vez pelos antigos gregos, romanos e celtas á cerca de 2000 a.C., e foi muito usado em jardins na Idade Média. As rosas rubras eram tal procuradas durante o século XVII que a realeza da época considerava as rosas ou água de rosas como moeda legal, e era muitas vezes usado como troca ou pagamento. Todo mundo, pobres e ricos, queria ter um jardim de rosas vermelhas e violetas no quintal de sua casa durante a primavera e o verão. A esposa de Napoleão, Josephine estabeleceu uma extensa coleção de rosas no Castelo de Malmaison, uma propriedade de sete milhas à oeste de Paris em 1800. Este jardim Tornou-se o cenário para a obra de Pierre Joseph Redoute como ilustrador botânico. Em 1824, ele completou sua colecção de aguarelas "Les Rose," que ainda é considerado um dos melhores registos de ilustração botânica. No século XIX, foi a espécie mais importante de rosa a ser cultivada, e a rosa européia mais notavel no mundo. Na época antiga, medieval e iluminista, um buquê de rosas rubras era considerado o melhor presente que qualquer pessoa pode ganhar.

Os seguintes cultivares e híbridos de R. gallica abaixo ganharam a Sociedade Real de Horticultura's.

  • 'Beau Narcisse' (Mielles <1824)[1]
  • 'Belle de Crécy' (Roeser 1836; withdrawn)[2]
  • 'Cardinal de Richelieu' (Parmentier <1847; withdrawn)[3] - A genética dessa rosa foi utilizada para produzir a primeira rosa azul
  • 'Charles de Milles' (<1790)[4]
  • 'Complicata'[5]
  • 'Duc de Guiche' (<1810)[6]
  • 'Duchesse de Montebello' (Laffay 1824)[7]
  • 'Président de Sèze'[8]
  • 'Officinalis'[9]
  • 'Versicolor' ('Rosa mundi')[10]
  • 'Arbusto Toscana'[11]

Solo e Clima[editar | editar código-fonte]

A espécie é facilmente cultivada em solo bem drenado em área ensoladada ou semi-ensolarada; e pode sobreviver a temperaturas de até -25°C abaixo de zero no inverno. O clima ideal para a planta é o temperado de quatro estações.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente em Portugal Continental.

Em termos de naturalidade é introduzida na região atrás indicada.

Protecção[editar | editar código-fonte]

Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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