Rui Jervis Atouguia

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Ruy Jervis d’Athouguia
Nome completo Ruy de Sequeira Manso Gomes Palma Jervis d'Athouguia Ferreira Pinto Basto
Nascimento 1 de janeiro de 1917
Macau
Morte 21 de julho de 2006 (89 anos)
Lisboa
Nacionalidade Portugal portuguesa
Ocupação Arquitecto
Movimento Modernismo
Obras notáveis Fundação Calouste Gulbenkian em (parceria)
Prémios Prémio Valmor e Municipal de Arquitectura 1975

Rui de Sequeira Manso Gomes Palma Jervis de Atouguia Ferreira Pinto Basto[1] OSE (Macau, , 1 de Janeiro de 1917Lisboa, 21 de Julho de 2006), que usou o título de 4.º Visconde de Atouguia, foi um arquitecto português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho primogénito de Manuel Jervis de Athouguia Ferreira Pinto Basto, de ascendência Inglesa, e de sua mulher Emília de Sequeira Manso Gomes Palma. Casou com Maria Domingas Cirilo de Carvalho Pepulim (Beja, São João Baptista, 5 de Abril de 1891 - Cascais, Cascais, 28 de Agosto de 1980), neta materna de Mariano Cirilo de Carvalho.[2]

Frequentou o Colégio Militar entre 1927 e 1936. Formado pela Escola de Belas Artes do Porto. Estagiou no ateliê de Filipe Nobre de Figueiredo.

Do seu trabalho em Lisboa, destacam-se o "Bairro das Estacas", projectado em parceria com Formosinho Sanchez e Maurício de Vasconcelos[3] (1949/55), as Escolas Primárias do Bairro de São Miguel (1949/53) e Teixeira de Pascoaes (1956/61) e a Escola Secundária (antigo Liceu) Padre António Vieira (1959/64), bem como parte dos edifícios circundantes da praça de Alvalade.

Projectou o Cine-Teatro São Pedro de Abrantes, inaugurado em 1949, e, em Cascais, realizou projectos de habitação durante a década de 50, bem com a Torre do Infante.

O seu trabalho mais importante é o Edifício-sede da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que projectou em parceria com os arquitectos Pedro Cid e Alberto Pessoa (1959/69).

A 31 de Outubro de 1969 foi feito Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[4]

Em Dezembro de 2003 a Ordem dos Arquitectos organizou no Palácio Galveias em Lisboa um exposição retrospectiva sobre a sua obra, integrada na temática Arquitectos da Geração Moderna.

Juntamente com Alberto Pessoa, Pedro Cid, Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto ganhou Prémio Valmor 1975, pelo conjunto arquitectónico: Sede, Jardins e Museu Calouste Gulbenkian.

Referências

  1. Pela grafia arcaica, Ruy de Sequeira Manso Gomes Palma Jervis d'Athouguia Ferreira Pinto Basto.
  2. Carlos Lourenço do Carmo da Câmara Bobone. História da Família Ferreira Pinto Basto. [S.l.]: Livraria Bizantina, 1.ª Edição, Lisboa, 1997.
  3. "Ruy Jervis d'Athouguia" (em português). Arquivo Municipal de Lisboa. Arquivado desde o original em 21 de Agosto de 2014. Consult. 21 de Agosto de 2014. 
  4. "Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas". Resultado da busca de "Ruy de Sequeira Manso Gomes Palma Jervis d'Athouguia Ferreira Pinto Basto". Presidência da República Portuguesa. Consult. 2015-09-11. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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