Santander Cultural

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Santander Cultural

O Santander Cultural é o centro cultural brasileiro mantido pelo Banco Santander em um prédio histórico de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Localiza-se na Praça da Alfândega.

A construção do prédio foi iniciada em 1927 e concluída em 1931, com projeto de engenharia de Hipólito Fabre, e fachadas e ornamentações desenhadas por Fernando Corona, que também esculpiu pessoalmente o grupo do frontispício. Theo Wiederspahn colaborou no projeto arquitetônico. O interior foi projetado por Stephan Sobczak, arquiteto polonês. As esculturas existentes na fachada traseira foram executadas por Alfredo Staege.

O prédio possui aproximadamente 5.600 m² de área construída e é tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual, fazendo parte de um conjunto arquitetônico precioso do Centro que, com o estabelecimento do centro cultural, ganhou mais um grande impulso de revitalização.

Tem uma arquitetura eclética, com predominância de elementos neoclássicos. Sua planta é retangular, com cinco pavimentos mais um subsolo, e as fachadas se elevam sobre uma base de granito e são revestidas por cirex (massa raspada e mica), com decoração escultural e ornamental requintada. São marcantes suas grandes colunas lisas de capitéis coríntios. No interior existe um grande salão central iluminado por uma clarabóia com magníficos vitrais de origem francesa, cercado por imponentes colunas e belas balaustradas.

Detalhe do frontispício do Santander Cultural

O antigo edifício, que já serviu de sede dos bancos da Província, Nacional do Comércio, Sul Brasileiro e Meridional, e hoje é administrado pelo Santander, foi restaurado e adaptado para ser um moderno centro de arte e cultura. O projeto de restauro manteve e recuperou ao seu esplendor original os grandes espaços, a ornamentação suntuosa, os ricos vitrais e mármores, que hoje mantêm diálogo marcante e mutuamente benéfico com as muitas exposições de arte contemporânea, shows de música popular e eventos diversos que acontecem ali.

A principal intervenção foi a criação de um átrio no antigo poço de iluminação dos vitrais, possibilitando apreciá-los pela primeira vez em uma perspectiva de cima para baixo. No andar térreo e no segundo piso organizou-se o espaço para abrigar exposições, e no subsolo os antigos cofres foram transformados em sala de cinema, café e restaurantes. Já abrigou exposições importantes na cidade, como as dos pintores Miró e Pablo Picasso, a retrospectiva de Vera Chaves Barcellos, e também tem servido como um dos espaços da Bienal do MERCOSUL.

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