Adriana Varejão

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Adriana Varejão
Nome completo Adriana Varejão
Nascimento 1964
Rio de Janeiro
Nacionalidade brasileira
Ocupação artista visual
Influências

Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964) é uma artista plástica brasileira contemporânea.

Adriana Varejão, Panacea Phantastica, 2003 – 2008, Inhotim, MG.

Participou de diversas exposições nacionais e internacionais, entre elas, na Bienal de São Paulo, Tate Modern em Londres e MoMa em Nova Iorque. Trabalha bastante com azulejos e está entre as mais bem-sucedidas do circuito mundial.[1]


Biografia[editar | editar código-fonte]

Adriana Varejão passou parte da infância em Brasília.[2]

Em 1981 ingressou no curso de engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) mas o abandona no ano seguinte.[2]

A partir de 1983, estuda nos cursos livres da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, e aluga ateliê no bairro do Horto com outros estudantes. Viaja para Nova York, em 1985, e tem contato com a pintura do alemão Anselm Kiefer (1945) e do americano Philip Guston (1913-1980). Em 1986, recebe o Prêmio Aquisição do 9º Salão Nacional de Artes Plásticas, promovido pela Fundação Nacional de Artes (Funarte/RJ).[2]

Realizou sua primeira exposição individual em 1989, na U-ABC, Stedelijk Museum, Amsterdam, Netherlands; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal.[3]

Através da releitura de elementos visuais incorporados à cultura brasileira pela colonização, como a pintura de azulejos portugueses, ou a referência à crueza e agressividade da matéria nos trabalhos com “carne”, a artista discute relações paradoxais entre sensualidade e dor(fetiches), violência e exuberância. Seus trabalhos mais recentes trazem referências voltadas para a arquitetura, inspirada em espaços como açougues, botequins, saunas, piscinas etc, e abordam questões tradicionais da pintura, como cor, textura e perspectiva.

Obra controversa[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Queermuseu

Em setembro de 2017, a obra Cenas de interior II, de 1994, foi uma dos principais alvos da crítica popular que teria motivado o encerramento precoce da exposição "Queermuseu" organizada pela Fundação Santander Cultural, na cidade de Porto Alegre.

A obra foi acusada de apologia à zoofilia ao retratar duas figuras masculinas indistintas com uma cabra; Adriana Varejão, ressalta que "busca jogar luz sobre coisas que muitas vezes existem escondidas" e que Cenas do Interior II é "uma obra adulta feita para adultos".[4]

Esta é uma obra adulta feita para adultos. A pintura é uma compilação de práticas sexuais existentes, algumas históricas (como as shungas, clássicas imagens eróticas da arte popular japonesa) e outras baseadas em narrativas literárias ou coletadas em viagens pelo Brasil. O trabalho não visa julgar essas práticas. Como artista, apenas busco jogar luz sobre coisas que muitas vezes existem escondidas. É um aspecto do meu trabalho, a reflexão adulta.
Adriana Varejão[4]

Exposições Individuais[editar | editar código-fonte]

  • 2012 – Adriana Varejão, Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil
  • 2011 – Victoria Miro Gallery, London, UK
  • 2009 – Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil

Lehmann Maupin Gallery, New York, USA

  • 2008 – Centro de Arte Contemporânea Inhotim, Minas Gerais, Brasil

Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Brasil

  • 2007 – Hara Museum, Tokyo, Japan
  • 2006 – Fotografia como Pintura, Sesc Petrópolis, Rio de Janeiro, Brasil
  • 2005 – Chambre d"échos/Câmara de Ecos, Fondation Cartier Pour L´Art Contemporain, Paris, France

Centro Cultural de Belém, Lisboa, Portugal DA2 – Domus Artium 2002 Salamanca, Spain Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil

  • 2004 – Saunas, Victoria Miro Gallery, London, UK
  • 2003 – Lehmann Maupin Gallery, New York, USA
  • 2002 – Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, Brasil

Galeria Soledad Lorenzo, Madrid, Spain Victoria Miro Gallery, London, UK

  • 2001 – Azulejões, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro , Brasil

Azulejões, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, Brasil Galeria Pedro Oliveira, Porto, Portugal

  • 2000 – Azulejões e Charques, Galeria Camargo Vilaça, São Paulo, Brasil

Bildmuseet, Umea, Sweden Borås Konstmuseum, Borås, Sweden Lehmann Maupin Gallery, New York, USA

  • 1999 – Alegria, Galeria Camargo Vilaça, São Paulo, Brasil
  • 1998 – Trading Images, Pavilhão Branco, Instituto de Arte Contemporânea, Lisboa, Portugal

Galeria Soledad Lorenzo, Madrid, Spain

  • 1997 – Galeria Ghislaine Hussenot, Paris, France
  • 1996 – Galeria Barbara Farber, Amsterdam, Netherlands

Galeria Camargo Vilaça, São Paulo, Brasil

  • 1995 – Annina Nosei Gallery, New York, USA
  • 1993 – Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, Brasil
  • 1992 – Galeria Barbara Farber, Amsterdam, Netherlands

Galeria Luisa Strina, São Paulo, Brasil

  • 1991 – Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, Brasil
  • 1988 – Thomas Cohn Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, Brasil

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Zylberkan, Mariana. Livro mapeia a nova geração de pintores brasileiros e sua busca pela reinvenção do uso da imagem, Veja onine, 15/04/2012.
  2. a b c d «Adriana Varejão». Itaú Cultural. 23 de março de 2017. Consultado em 12 de setembro de 2017 
  3. Currículo de Adriana Varejão, Fortes D'Aloia & Gabriel
  4. a b Gustavo Foster (11 de setembro de 2017). «"Queermuseu": quais são e o que representam as obras que causaram o fechamento da exposição». Zero Hora. Consultado em 12 de setembro de 2017 
  5. AE, Agência Estado (23 Abril 2013). «ABCA divulga prêmios para críticos e artistas». Estadão. Consultado em 12 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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