Rede elétrica inteligente

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O termo rede elétrica inteligente (do inglês Smart grid[1]) refere-se a um sistema de energia elétrica que utiliza-se da tecnologia da informação para fazer com que o sistema seja mais eficiente (econômica e energeticamente), confiável e sustentável.

A definição de redes elétricas inteligentes ainda não está completamente consolidada, mas nesse sistema devem constar os seguintes atributos:[2]

  • Sistemas de transmissão e distribuição transparentes e controláveis;
  • Fontes de energia renovável, geração distribuida e armazenamento de energia nos dois lados do medidor;
  • Capacidade para resposta à demanda e controle de demanda.

Em termos gerais é a aplicação de tecnologia da informação para o sistema elétrico de potência (SEP), integrada aos sistemas de comunicação e infra estrutura de rede automatizada.[1] Especificamente, envolve a instalação de sensores nas linhas da rede de energia elétrica, o estabelecimento de um sistema de comunicação confiável em duas vias com ampla cobertura com os diversos dispositivos e automação dos ativos. Esses sensores são embutidos com chips que detectam informações sobre a operação e desempenho da rede - parâmetros, tais como tensão e corrente. Os sensores, então, analisam essas informações para determinar o que é significativo - por exemplo, está com tensão muito alta ou muito baixa.[1]

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Quando os sensores detectam informações significativas ocorre a comunicação dos dados de volta para um sistema analítico central, que geralmente é um sistema de software. Esse sistema irá analisar os dados e determinar o que está errado e o que deve ser feito para melhorar o desempenho da rede. Por exemplo, num caso em que temos tensão muito alta, o software detecta o nível de tensão e irá instruir um dos dispositivos já instalados na rede para reduzir a tensão, economizando assim a energia gerada e contribuindo para reduzir as emissões de carbono.[1]

Benefícios[editar | editar código-fonte]

Há três. O primeiro é a eficiência, o que implica consumir menos energia da empresa concessionária de energia para fornecer o mesmo nível ou melhor da qualidade do serviço aos seus clientes. Reduzir os custos e reduzir as emissões de carbono. A segunda categoria é a confiabilidade. A rede inteligente irá detectar quando os ativos de uma rede estão começando a falhar ou estão com desempenho em declínio, irá identificá-los para a concessionária poder repará-los ou substituí-los antes que haja uma interrupção de energia real. A rede inteligente também irá detectar uma falha e localizá-la com precisão, permitindo a concessionária responder a ela com muita rapidez. O smart grid permitirão isolar o impacto de uma falha aos clientes, de forma que menos clientes são afetadas quando há uma falha de energia. A última categoria é a integração de ponta, que pode ser qualquer coisa, desde a leitura de um medidor inteligente para interagir com o sistema de gestão do cliente em casa, para painéis solares, para veículos elétricos, que vai exigir a interação com a rede para ser bem sucedido.[1]

Sensores e aquisição de dados[editar | editar código-fonte]

Um sistema de medidas avançado é componente essencial de um smart grid. Os principais são os Medidores Inteligentes e as Unidades de Medida Fasorial.

Medidores Inteligentes[editar | editar código-fonte]

Parte importante de uma rede elétrica inteligente, o medidor inteligente (do inglês Smart Meter) é um dispositivo capaz de fazer, em pequenos intervalos de tempo, medidas acerca do consumo energético de cada consumidor e enviá-las às companhias elétricas. Em geral, os medidores inteligentes exportam os dados coletados em intervalos de 15 minutos.

Além de prover dados para a optimização e operação das redes elétricas, estes medidores também são os responsáveis pelo novo modelo de cobrança pela energia elétrica, onde não ha mais a coleta manual dos dados do medidor, tudo acontece automaticamente via comunicação medidor/companhia elétrica.

Unidade de Medida Fasorial (PMUs)[editar | editar código-fonte]

Uma unidade de medida fasorial (do inglês phasor measurement unit - PMU) são dispositivos capazes de medir com precisão a diferença de fase e angulo entre pontos da rede baseado em sinais de tempo baseados em GPS. Estes fasores medidos por este métodos de sincronia com satélites são chamados syncrophasors. PMUs também têm a característica de exportar os dados coletados à uma taxa bem rápida. Unidades de medida fasorial são importantes para as redes e podem oferecer ainda mais controle e informação sobre o que acontece no sistema.

Rede elétrica inteligente no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil as redes elétricas inteligentes estão na fase inicial de sua implementação, onde algumas companhias elétricas começam a fazer a mudança nos seus grids, com foco em faze-la em pequenos municípios a principio. Porém um grande passo está sendo dado pela Eletropaulo, a maior companhia elétrica do país, que pretende modernizar uma parte da sua rede que atende 60.000 consumidores na cidade de Barueri até 2015.[3]

Rede elétrica inteligente em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, o primeiro projeto de rede elétrica inteligente começou em abril de 2010 em Évora, com a instalação de 31 000 contadores inteligentes.[4]

Referências

  1. a b c d e Luiz, Fernando Cesar, (2010). Smart Grid News <http://smartgridnews.com.br/o-que-e-smart-grid/ >. Acessado em 4 de Novembro de 2010. Txto com autorização OTRS em Discussão:Smart grid
  2. Masters, Gilbert M. (2013). Renewable and Efficient Electric Power Systems [S.l.: s.n.] ISBN 9781118140628. 
  3. «O Brasil na onda das smart grids». Exame. Consultado em 27/04/2015. 
  4. Expresso.pt - Energia: Primeira rede elétrica inteligente arranca hoje em Évora

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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