Torre do Atalaião

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Camera-photo.svg
Ajude a melhorar este artigo sobre Arquitetura ilustrando-o com uma imagem. Consulte Política de imagens e Como usar imagens.


Torre do Atalaião
Mapa de Portugal - Distritos plain.png
Construção D. Dinis? (1290?)
Estilo
Conservação Mau
Homologação
(IGESPAR)
IIP
(DL 129/77 de set. 1985,[1] set. 1977[2][3])
Aberto ao público Não
Site IHRU, SIPA 3735
Site IGESPAR 72322

A Torre do Atalaião, também referida como Atalaia ou Torre de Vigia localiza-se na freguesia da , na cidade e distrito de Portalegre, em Portugal.

História[editar | editar código-fonte]

Pouco se sabe sobre a sua origem, função e evolução histórico-arquitetónica. Pelos seus remanescentes depreende-se que remonte à Baixa Idade Média, acredita-se que contemporânea do castelo e muralhas góticas de Portalegre, possívelmente na passagem para o século XIV.[2][3]

Foi objeto de uma reforma na época moderna, possivelmente à época da Guerra da Restauração, na passagem para o século XVIII, momento em que as defesas de Portalegre foram modernizadas e abaluartadas. Compreende-se que os trabalhos restringiram-se a uma atualização estratégica do conjunto, realçando-se a sua posição dominante pelo maior escarpamento da base.[2][3]

Em 1996 registou-se o desmoronamento de um extenso troço da muralha a norte, sendo previsível que o mesmo venha a ocorrer a outras partes do imóvel, que carece de um estudo mais aprofundado, inclusive de um trabalho de limpeza e desobstrução do seu interior, assim como de prospecção arqueológica.[2][3] Em 2009 encontrava-se ainda em precárias condições de conservação.

Características[editar | editar código-fonte]

A torre, de planta quadrada regular, encontra-se no alto de uma colina a cerca de seiscentos metros acima do nível do mar, em posição dominante em relação à cidade. Foi construída sobre afloramentos rochosos usando alvenaria, na sua maior parte de granito, mas também de tijolos. Há vestígios de reboco exterior e de mata-cães nos ângulos da edificação.[1] No interior do recinto podem ser observados três compartimentos, que se comunicam na área central, cujo pavimento apresenta afloramentos rochosos. Há vestígios de um adarve e podem ver-se várias lápides evocativas.[2][3] Antes do desmoronamento de 1996 existiam 5 mata-cães e uma porta rectangular com a soleira a cerca de 1,5 metros do solo.[1]

Referências

[a] ^ Nota: Tudo leva a crer que as páginas do IGESPAR e IPPAR apresentam incorreção, misturando os nomes e eventualmente outros dados deste sítio com outro, na freguesia de São Julião (Portalegre) – a descrição, as fotografias e os nomes Atalaião e Atalaia que estão nessas páginas são coerentes com o que consta do website do IHRU, mas este último tem no seu inventário outro sítio arqueológico perto de São Julião (Portalegre), praticamente sem vestígios, de nome Torrejão. O Atalaião é sobejamente conhecido pelos locais, ao contrário do Torrejão.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Almeida, João de (1948). Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses. Lisboa: [s.n.] 
  • Keil, Luís (1943). Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre). Lisboa: [s.n.] 
  • Mão De Ferro, Palmira Maria. A Torre do Atalaião. Portalegre: Escola Superior de Educação de Portalegre 
  • Domingos, Bucho (1983). «Portalegre Medieval: Subsídios para a sua leitura urbanística». A Cidade, Revista Cultural de Portalegre (8) 

Ver também[editar | editar código-fonte]



Camera-photo.svg
Ajude a melhorar este artigo sobre Património de Portugal ilustrando-o com uma imagem. Consulte Política de imagens e Como usar imagens.