Ir para o conteúdo

Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas
NomeTradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas
AbreviaçãoTNM
Publicação do NT1963
Publicação completa
da Bíblia
1967
ApócrifoNão contém.
Base textualNT: Na28[1] (mas em 1963 O Novo Testamento no Grego Original de Westcott-Hort)
AT: A comparação entre as versões hebraicas mostra que jw.org produz a melhor (mas para a revisão de 1986 Stuttgartensia)
Tipo de traduçãoEquivalência formal (maior parte do texto) com Equivalência dinâmica ou paráfrase(algumas partes)
Revisãoem português: (primeira publicação completa 1967) 1986 e 2015
em inglês: (primeira publicação completa 1961) 1970, 1971, 1984 e 2013
EditoraAssociação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados
Cópias impressasMais de 250 milhões incluindo todas as edições, revisões e línguas (mais de 326)[2]
Afiliação religiosaTestemunhas de Jeová
Versão onlineTNM-2025 e
TNM-1986
"No princípio Deus criou os céus e a terra. Ora, a terra mostrava ser sem forma e vazia, e havia escuridão sobre a superfície da água de profundeza; e a força ativa de Deus movia-se por cima da superfície das águas. E Deus passou a dizer: “Venha a haver luz.” Então veio a haver luz." (edição de 1986)
"Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna." (edição de 1986)

A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (sigla TNM) é uma tradução da Bíblia editada e distribuída pela Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados pertencente as Testemunhas de Jeová. Tem o nome de Deus, a estaca (em vez da cruz) e géena e sepultura (em vez do inferno). A parte do Novo Testamento foi publicada primeiro, em 1963 em português (1950 em inglês), como a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs, com a Tradução do Novo Mundo da Bíblia completa sendo lançada em 1967 em português (1961 em inglês).[3] As notas de rodapé usam “Ou, possivelmente:” para traduções alternativas que transmitem uma ideia diferente, mas aceitável.[4] Há uma galeria de mídia online no final (mas está em construção).

A versão está disponível de forma impressa, digital (CD, aplicativo e on-line), em língua de sinais e em braille. Segundo as estatísticas divulgadas pelas Testemunhas de Jeová, foi traduzida (completa ou em parte) para mais de 326 idiomas,[2] além de algumas transcrições em braile. A circulação ultrapassou 250 milhões de cópias.[2][5]

Antecedentes

[editar | editar código]

Até o lançamento da Tradução do Novo Mundo, as Testemunhas de Jeová nos países de língua inglesa usavam principalmente a Versão King James.[6] De acordo com os editores, uma das principais razões para produzir uma nova tradução era que a maioria das versões da Bíblia em uso comum, incluindo a King James), empregava linguagem arcaica.  A intenção declarada era produzir uma nova tradução, livre de arcaísmos e com uma linguagem de fácil compreensão.[7]

A ideia de uma nova tradução do Novo Testamento, a que as Testemunhas de Jeová geralmente se referem como Escrituras Gregas Cristãs, foi proposta em outubro de 1946 pelo presidente da Sociedade Torre de Vigia, Nathan Homer Knorr. [8] [nota 1]

O trabalho começou em 2 de dezembro de 1947, quando o "Comitê de Tradução da Bíblia do Novo Mundo" foi formado. Diz-se que a Sociedade Torre de Vigia "tomou conhecimento" da existência do comitê um ano depois. O comitê concordou em entregar sua tradução à Sociedade para publicação e em 3 de setembro de 1949, Knorr convocou uma reunião conjunta do conselho de diretores das corporações de Nova York e Pensilvânia da Sociedade Torre de Vigia, onde anunciou aos diretores a existência do comitê e que agora ele era capaz de imprimir uma nova tradução moderna em inglês das Escrituras Gregas Cristãs.[9]

Lançamento

[editar | editar código]

A Tradução do Novo Mundo das Escrituras Gregas Cristãs foi lançada em um congresso das Testemunhas de Jeová no Yankee Stadium, Nova York, em 2 de agosto de 1950.

A tradução do Antigo Testamento, a que as Testemunhas de Jeová se referem como Escrituras Hebraicas, foi lançada em cinco volumes em 1953, 1955, 1957, 1958 e 1960. A Tradução do Novo Mundo completa das Escrituras Sagradas foi lançada como um único volume em 1961, e desde então passou por várias revisões. As referências cruzadas que apareceram nos seis volumes separados foram atualizadas e incluídas no volume completo na revisão de 1984. [10][11]

Em 1961, a Sociedade Torre de Vigia começou a traduzir a Tradução do Novo Mundo para o holandês, francês, alemão, italiano, português e espanhol; o Novo Testamento nessas línguas foi lançado simultaneamente em julho de 1963 em Milwaukee. Em 1989, a Tradução do Novo Mundo já havia sido traduzida para onze línguas, com mais de 56 milhões de cópias impressas. [12]

Durante muitos anos, a Tradução do Novo Mundo foi considerada a primeira tradução original da Sociedade Torre de Vigia de textos bíblicos, até a redescoberta em 2017 da Magdeburger Bibel ("Bíblia de Magdeburgo") que foi traduzida para o alemão na sede das Testemunhas de Jeová na Alemanha em 1934. Porém, a sede foi confiscada pelo governo alemão pouco tempo depois, o que fez a tradução ser desconhecida por muitos anos. [13]

A Comissão de Tradução

[editar | editar código]

A Tradução do Novo Mundo foi produzida pelo Comitê de Tradução da Bíblia do Novo Mundo, formado em 1947. Diz-se que esse comitê era composto por membros anônimos de origens multinacionais. O comitê solicitou que a Sociedade Torre de Vigia não publicasse os nomes de seus membros,  afirmando que eles não queriam "se anunciar, mas deixar toda a glória ir para o Autor das Escrituras, Deus",  acrescentando que a tradução "deveria direcionar o leitor, não para os tradutores, mas para o Autor da Bíblia, Jeová Deus".  Os publicadores declararam que "os detalhes da formação universitária ou de outro tipo [dos membros do Comitê de Tradução da Bíblia do Novo Mundo] não são o importante" e que "a tradução atesta sua qualificação".

A Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados não divulga os nomes dos integrantes da "Comissão de Tradução do Novo Mundo". Segundo eles, a Comissão doou todos os direitos para a organização cede na Pensilvânia e pediu que seus membros permanecessem no anonimato, mesmo depois de sua morte.[15] A omissão dos tradutores participantes tem sido prática de muitas outras Bíblias[nota 2]. As Testemunhas de Jeová argumentam que, por não se fornecerem nomes nem as qualificações acadêmicas da equipe de tradutores, a TNM deveria ser avaliada pelos seus próprios méritos segundo.[nota 3]

Em 1983, o antigo membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová, Raymond Franz listou Nathan Homer Knorr ,Frederick William Franz, Albert D. Schroeder, George D. Gangas e Milton G. Henschel como membros da equipe de tradução, acrescentando que apenas Frederick Franz tinha conhecimento suficiente em línguas bíblicas.

Desde o lançamento da edição de 1950, críticos tem levantado desconfiança quanto a qualificação dos tradutores anônimos. Em As Testemunhas de Jeová, o Dr. Walter Martin concluiu que na Comissão "não havia nenhum tradutor de reputação com títulos reconhecidos em exegese ou tradução grega ou hebraica".[16] Segundo os críticos, Frederick Franz era o único membro capaz entre os membros da Comissão para fazer um trabalho de tradução. Afirmam ainda que George Gangas, um turco que falava grego, sabia pouco de grego bíblico (ou grego koiné). Também acrescentam que Albert Schroeder e Karl Klein fizeram as muitas notas de rodapé e marginais, bem como as referências cruzadas que nos 6 volumes originais da TNM eram mais numerosos do que na edição revisada de 1984.

Certos eruditos afirmam que a TNM é uma paráfrase[17] e não uma tradução literal do idiomas originais. Segundo a opinião de outros críticos, é uma obra deturpada, tendenciosa e cheia de interpolações. H. H. Rowley, um estudioso do Antigo Testamento, da Inglaterra, escreveu sobre o primeiro volume da TNM do Antigo Testamento: "A tradução é marcada por um literalismo que só exasperará qualquer leitor inteligente – se é que eles têm um leitor inteligente – e em vez de mostrar reverência para a Bíblia, que os tradutores professam, é um insulto à Palavra de Deus."[18]

Características da Tradução

[editar | editar código]
Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, versão com Referências

Na sua Introdução, a edição de 1986 da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas – com Referências, considerada pelas Testemunhas uma edição mais completa e adequada ao estudo do texto bíblico, expressou a preocupação dos tradutores da seguinte forma:

"Na Tradução do Novo Mundo fez-se empenho de captar a autoridade, o poder, o dinamismo e a franqueza das originais Escrituras Hebraicas e Gregas, e transmitir estas características em português moderno. Não se apresentam paráfrases das Escrituras. Antes, houve empenho de fazer a tradução o mais literal possível, tanto quanto permite o moderno português idiomático e quando a tradução literal não oculta o sentido pela dificuldade de expressão. Assim se satisfaz o desejo daqueles que são escrupulosos quanto a obter uma declaração quase que palavra por palavra do texto original. Reconhece-se que mesmo uma questão aparentemente tão insignificante como o uso ou a omissão duma vírgula, ou dum artigo definido ou indefinido, pode às vezes alterar o sentido correto da passagem original. Evitou-se tomar liberdades com os textos apenas com o fim de ser mais conciso, ou substituí-los por algum paralelo moderno quando a tradução literal do original tem sentido claro. Manteve-se a uniformidade de tradução por atribuir um só sentido a cada palavra principal e por reter este sentido tanto quanto o contexto permitiu. Isso às vezes impôs limitações à escolha de palavras, mas ajuda nas remissões e na comparação de textos relacionados."

Na Introdução informa-se ainda qual a fonte padrão para o texto da Tradução, conforme se segue.

Textos base da tradução do Antigo Testamento

[editar | editar código]
Fontes Hebraicas usadas

O texto mestre usado para traduzir o Antigo Testamento para o inglês foi a Biblia Hebraica Kittel, a Biblia Hebraica Stuttgartensia e Biblia Hebraica Quinta foram usados ​​para preparar a versão mais recente desta tradução. Os escritos hebraicos originais e cópias primitivas incluíram os Targuns aramaicos, os Manuscritos do Mar Morto, o Pentateuco Samaritano e a Septuaginta. Foi usado como texto hebraico consonantal a Vulgata Latina, as Versões Gregas Áquila, Teodócio e Símaco; e texto Peshitta. [nota 4] [nota 5] O texto hebraico massorético, usado na preparação do texto das Escrituras Hebraicas foi o Códice do Cairo, o Códice dos Profetas, de Petersburg, o Códice de Alepo e o Texto Hebraico de Ginsburg. O Códice de Leningrado B 19A, conforme apresentado na Bíblia Hebraica de Rudolf Kittel (sigla BHK), na 7ª, na 8ª e na 9ª edição (1951-55). Uma atualização desta obra, conhecida por Bíblia Hebraica Stuttgartensia (sigla BHS), edição de 1977, foi usada na sua atualização e no sistema de notas da Edição de 1984.[19]

Textos base da Tradução do Novo Testamento

[editar | editar código]
Fontes Gregas Usadas

O texto grego padrão usado na preparação do Novo Testamento é a edição crítica O Novo Testamento no Grego Original (1881/948), de Brooke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort.

O comitê também se referiu ao Novum Testamentum Graece (18ª edição, 1948) e às obras dos estudiosos jesuítas José M. Bover (1943) e Augustinus Merk (1948). Também foram consultados os textos gregos de Bover, de Merk, da Sociedades Bíblicas Unidas, de Nestle-Aland e de outros.[20][nota 6]

Usualmente, as transliterações da Septuaginta Grega, foram baseadas no texto de Alfred Rahlfs, Deutsche Bibelgesellschaft (Sociedade Bíblica Alemã ), Stuttgart, 1935.[nota 7]

Método ou filosofia de tradução

[editar | editar código]

Quando se fala em tradução da Bíblia Sagrada, há pelo menos três tipos ou metodologias de tradução: 1) equivalência formal; 2) equivalência dinâmica e 3) paráfrase.[nota 8] A TNM de 1961 a 1984 segue, na maior parte das vezes, o método de equivalência formal, de forma bastante literalista beirando a incompreensão na leitura.[18] O layout se assemelha à edição de 1901 da American Standard Version. Os tradutores usam os termos "Escrituras Hebraico-Aramaicas" e "Escrituras Gregas Cristãs" em vez de "Antigo Testamento" e "Novo Testamento". Títulos foram incluídos no topo de cada página para auxiliar na localização dos textos; estes foram substituídos na revisão de 2013 por um "Esboço do Conteúdo" apresentando cada livro da Bíblia. Há também um índice listando as escrituras por assunto. [21]

Colchetes [ ] foram adicionados em torno de palavras inseridas editorialmente, mas foram removidos a partir da edição de 2006. Colchetes duplos foram usados ​​para indicar texto considerado duvidoso. O pronome "você" foi impresso em letras minúsculas (ou seja, VOCÊ ) para indicar pluralidade, assim como alguns verbos quando a pluralidade pode não ser clara. Esses recursos foram descontinuados na versão de 2013. A Tradução do Novo Mundo tenta indicar ações progressivas em vez de ações concluídas, como "passou a descansar" em Gênesis 2:2 em vez de "descansou". A versão de 2013 indica verbos progressivos apenas quando considerados contextualmente importantes.

As edições até 1984 (1986 em português), seguem um etilo de tradução para o português mais formal. E é marcada por um grande literalismo[18] na maior parte das vezes, assim como ocorre com outras traduções tradicionais no Brasil.

Ausência de livros deuterocanônicos ou apócrifos

[editar | editar código]

Ver também: Bíblia, Cânon Bíblico e Apócrifos.

Os livros que a Igreja Católica chama de livros deuterocanónicos ("segundo Cânone" ou "Cânone posterior" ) diferentes dos protocanónicos ("primeiro Cânone"), como as adições em Daniel e as adições em Ester, são considerados pelas Testemunhas de Jeová como livros não canónicos, ou seja, escritos apócrifos. Porém, reconhecem valor histórico aos livros de I Macabeus.

Uso do nome de Deus

[editar | editar código]

A TNM verte o Tetragrama YHWH pelo nome Jeová em todos os lugares onde aparece nos manuscritos hebraicos. O Tetragrama YHVH que aparece 6.828 vezes no Velho Testamento, foi vertido por Jeová não apenas no Salmo 83:18 como o fazem algumas versões, mas sim, se assemelhando a Tradução Brasileira e a primeira edição de João Ferreira de Almeida com a tradução Jeová ocorrendo em todas as ocorrências. Os eruditos bíblicos reconhecem que o nome pessoal de Deus aparece no Velho Testamento, ou Escrituras Hebraicas, entretanto, sua tradução costuma ser incomum em traduções recentes, devido as incertezas de pronúncia e tradição judaica de não pronunciar o nome de Deus. [22][23]

A Tradução do Novo Mundo também usa o nome Jeová 237 vezes no Novo Testamento, onde os textos existentes usam apenas as palavras gregas kyrios (Senhor) e theos (Deus). O uso de Jeová no Novo Testamento é muito raro, mas não exclusivo da Tradução do Novo Mundo. [24][25] De acordo com a Sociedade Torre de Vigia, o Tetragrama YHWH aparece nos "fragmentos mais antigos da Septuaginta grega", como o Papiro Rylands 458 o que indica que eram usados nas leituras em grego no período em que o novo testamento foi escrito. Além disso, o novo testamento possui diversas citações diretas ao velho testamento com ocorrências do tetragrama. [26][27] também se nota, que o tetragrama ocorre normalmente no livro de Apocalipse, de forma abreviada na palavra Aleluia. Baseado nesses aspectos, a tradução do novo mundo alega "restaurar" o nome divino no texto original grego. [28]

Traduções de "Alma", "Inferno" e "Cruz"

[editar | editar código]

A TNM possui uma característica diferente da maioria das outras traduções em português, ao traduzir algumas palavras. O termo hebraico, normalmente traduzido como "alma" que é nephesh (hebraico) e psy.khé (grego). possuem traduções mais contextualizadas na TNM, levando em conta a polissemia da palavra, usando-se termos como “vida”, “criatura”, “pessoa”, “todo o ser”. [29]

A TNM também não verte os termos "Seol", "Hades" e "Geena" para Inferno, por entender que essa palavra tem origem no Latim, e se associou a doutrina do tormento eterno, considerada pagã, pelas testemunhas de Jeová. O termo é traduzido de acordo com sua etimologia original, como "Sepultura". [30]

De forma similar, a palavra staurós que em grego significava estaca ou poste vertical, ou estaca de fundação, é traduzida como "Estaca" ou "Madeiro" e não "Cruz" como na maioria das traduções. [31] A Tradução do Novo Mundo traduz o termo grego 'parousia' como 'presença' em vez de 'vinda'.[32] A Tradução do Novo Mundo também corrige o tiqqune soferim.[33]

Histórico das revisões

[editar | editar código]
Várias edições da Tradução do Novo Mundo, incluindo a versão Interlinear em Grego/Inglês

A Tradução do Novo Mundo foi iniciada em 1963 (com o Novo Testamento[nota 9]) e completada em 1967 com a publicação do Antigo e Novo Testamento juntos.

  • 1961 - Primeira edição em inglês em volume único (1967 em português).
  • 1970 - Segunda revisão em inglês (mais de 100 palavras melhoradas).
  • 1971 - Terceira revisão em inglês (impressão em letra grande).
  • 1981 - Quarta revisão em inglês (pontuação, hifenização de computador).
  • 1984 - Adicionou referências em inglês (125 mil referências marginais, mais de 11.400 notas de rodapé, 43 artigos no apêndice e mapas) - Lançada em 1986 em português.
  • 2013 - Uma nova revisão da versão de 1984 foi lançada em 2013 em inglês[34] e 2015 em português.[35] "A edição de 2013 é a revisão mais completa dessa tradução da Bíblia desde 1984."[36]

Edições

[editar | editar código]

Impressas

[editar | editar código]

Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - Em 1984 foi lançada em inglês (1987 em português) uma edição "com referências". Esta edição inclui uma atualização do texto e revisão completas das notas marginais que foram inicialmente apresentadas em inglês de 1950 a 1960. Essa edição foi preparada para o estudo do texto bíblico, com mais de 125 mil referências marginais, mais de 11.400 notas de rodapé, uma concordância extensiva, mapas bíblicos e 43 artigos no Apêndice. O texto bíblico dessa edição também foi disponibilizada em uma versão normal (sem referências) para uso corrente em 1984, traduzida para o português em 1986. A tradução está disponível total ou parcialmente em mais de 326 idiomas.[2][37] Essas traduções baseiam-se essencialmente na versão em inglês[nota 10].

Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas: A Comissão também apresentou uma tradução interlinear grego-inglês do Novo Testamento, publicada em 1969 e atualizada em 1985. Essa edição contém O Novo Testamento no Grego Original (The New Testament in the Original Greek), compilado por Brooke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort. No lado direito da página aparece o texto em inglês da TNM (a revisão de 1984 na edição atualizada). Mas, entre as linhas do texto grego, há outra tradução literal do grego, palavra por palavra, segundo o sentido básico e forma gramatical de cada termo.

Edições Não Impressas

[editar | editar código]

Além da edição completa, encontra-se ainda disponível a versão contendo apenas o Novo Testamento em Língua de Sinais Americana (ASL), na Língua Brasileira de Sinais (Libras), entre outras.[38][nota 11]

Em 1983, o NT da TNM, em quatro volumes, foi colocada à disposição em braille inglês, grau dois. Depois de cinco anos havia sido produzida em braille em inglês com 18 volumes. Hoje também está disponível em braille em português.

Em 1992, a tradução, toda ou em parte, estava disponível em fitas cassete em 14 idiomas. De início, algumas filiais contratavam os serviços de empresas de fora.

Em 2006, as Escrituras Gregas Cristãs foram traduzidas para a Língua de Sinais Americana em formato de vídeo DVD para o benefício dos surdos. Em Agosto de 2008 no Brasil, na série de Congressos em Língua de Sinais, houve o lançamento das Escrituras Gregas Cristãs na Língua Brasileira de Sinais também traduzidas em formato de Vídeo DVD para o benefício dos surdos. A TNM encontra-se também disponível em CD-ROM e on line.

A partir de 2008, A TNM encontra-se também disponível em formato áudio, mp3 e em arquivo ZIP m4a (AAC), num site oficial das Testemunhas de Jeová, conhecido mundialmente como Worldwide Association of Jehovah’s Witnesses (Associação Mundial das Testemunhas de Jeová),[39] ou simplesmente jw.org.

Avaliações da TNM

[editar | editar código]

Avaliações positivas [40]

[editar | editar código]

Apesar das críticas negativas sofridas, esta tradução possuí também os seus defensores. Por exemplo, em 1989, o professor Benjamin Kedar, de Israel, disse:

"Em minha pesquisa linguística relacionada com a Bíblia hebraica e suas traduções, várias vezes eu consulto a edição em inglês do que é conhecido como Tradução do Novo Mundo. Ao fazer assim, confirmo repetidamente meu conceito de que essa obra reflete um esforço honesto de obter uma compreensão do texto tão precisa quanto é possível. Dando evidência de amplo domínio da língua original, verte inteligivelmente as palavras originais para um segundo idioma sem se desviar desnecessariamente da estrutura específica do hebraico. (…) Toda a declaração linguística permite certa latitude de interpretação ou de tradução. Assim, a solução linguística em qualquer dado caso pode ser discutida. Mas, eu nunca descobri na Tradução do Novo Mundo intento preconceituoso de dar ao texto uma interpretação que este não contenha."[41]

O livro "Jeová dentro do Judaísmo e do Cristianismo", do escritor brasileiro Assis Brasil, declara: “Depois de muitos anos e talvez séculos de omissão nas Bíblias do nome JeHoVáH, as suas testemunhas modernas formam a única religião cristã a tomar essa postura de restabelecimento do tetragrama.” E ainda salienta: “Na língua portuguesa, a omissão do nome de Deus foi reparada integralmente na Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas.”

O periódico Andover Newton Quarterly, de janeiro de 1963, disse a respeito da tradução das Escrituras Gregas Cristãs: "A tradução do Novo Testamento é evidência da presença, no movimento, de peritos habilitados a lidar de forma inteligente com os muitos problemas da tradução bíblica."

Concernente à Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas (The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures), sobre a qual se dão informações em subtópico específico neste artigo, Thomas N. Winter, da Universidade de Nebraska, Estados Unidos, escreveu numa crítica no "The Classical Journal":

"Não se trata de uma interlinear comum: a integridade do texto é preservada, e o inglês que aparece embaixo dele é simplesmente o sentido básico da palavra grega. Assim, o caráter interlinear desse livro realmente não é de tradução. Seria mais corretamente chamado de texto com vocabulário instantâneo. Uma tradução em inglês fluente aparece numa coluna estreita na margem direita das páginas."

O que as publicações da Associação Torre de Vigia dizem com respeito a sua tradução bíblica:

"... seria uma grande indignidade, sim, uma afronta à majestade e autoridade [ de Deus ], omitir ou ocultar seu ímpar Nome Divino, que ocorre de modo bem claro no texto hebraico ... Evitou-se tomar liberdades com os textos ... ou substituí-los por algum paralelo moderno quando a tradução literal tem sentido claro. Manteve-se a uniformidade de tradução por por atribuir um só sentido a cada palavra principal e por reter este sentido tanto quanto o contexto o permitiu." Todavia acrescenta: "Tem havido desvios ocasionais do texto literal, com o fim de transmitir as expressões idiomáticas hebraicas e gregas ...".[42]


A edição da Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas (TIR) de 1985 diz para seus leitores os objetivos dos tradutores: "Não oferecemos nenhuma paráfrase das Escrituras. Nosso esforço foi dar uma tradução tão literal quanto possível e esclarecer a leitura quando esta é muito misteriosa. Interpretamos a Bíblia dentro do contexto".[17]

Em uma carta de 8 de dezembro de 1950, o respeitado tradutor e erudito bíblico Edgar J. Goodspeed, disse: “Estou interessado na obra missionária realizada por seu pessoal e no seu alcance mundial, e agrada-me muito a tradução livre, franca e vigorosa. Ela exibe uma ampla gama de erudição séria e sólida, conforme posso atestar.

Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas

O professor universitário Allen Wikgren, da Universidade de Chicago, citou a TNM como um exemplo de versão em linguagem moderna que muitas vezes apresenta “entendimento de grande valor independente”, sem seguir outras traduções. — The Interpreter’s Bible, Volume I, página 99.

Comentando a respeito da TNM, o crítico bíblico britânico Alexander Thomson escreveu: “A tradução é evidentemente obra de eruditos peritos e talentosos, que procuraram ressaltar o verdadeiro sentido do texto grego tanto quanto a língua inglesa seja capaz de expressar.” — The Differentiator, abril de 1952, página 52.

Apesar de mencionar que, para ele, alguns termos foram traduzidos de modo incomum, o autor Charles Francis Potter disse: “Os tradutores anônimos sem dúvida traduziram os melhores textos manuscritos, tanto em grego como em hebraico, com habilidade erudita e discernimento.” — The Faiths Men Live By, página 300.

Embora Robert M. McCoy achasse que a TNM possuía peculiaridades e excelências, ele concluiu assim sua avaliação: “A tradução do Novo Testamento é evidência da presença, no movimento [Testemunhas de Jeová], de peritos habilitados a lidar de forma inteligente com os muitos problemas da tradução bíblica.” — Andover Newton Quarterly, janeiro de 1963, página 31.

O professor universitário Samuel MacLean Gilmour discordou da tradução de alguns termos na TNM. Mesmo assim, reconheceu que a sua comissão de tradução “possuía incomum competência quanto ao grego”. — Andover Newton Quarterly, setembro de 1966, página 26.

Em sua avaliação da TNM que é parte da The Kingdom Interlinear Translation of the Greek Scriptures (Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas), o professor universitário adjunto Thomas N. Winter escreveu: “A tradução feita pela comissão anônima é totalmente atualizada e coerentemente exata.”— The Classical Journal, abril–maio de 1974, página 376.

O professor universitário Benjamin Kedar, erudito em hebraico em Israel, disse em 1989: “Em minha pesquisa linguística relacionada com a Bíblia Hebraica e suas traduções, não raro eu consulto a edição em inglês do que é conhecido como Tradução do Novo Mundo. Ao fazer isso, confirmo repetidamente meu conceito de que essa obra reflete um esforço honesto de obter uma compreensão do texto tão precisa quanto é possível.”

O Dr. Jason David BeDuhn, professor-associado de estudos religiosos da Universidade do Norte do Arizona, em Flagstaff, EUA, fez um estudo comparativo entre a King James Verson (KJV), a New Revised Standard (NRS), a New International (NIB), a New American Bible (NAB), a New American Standard Bible (NASB), a Amplified Bible, a Living Bible, a Today's English e a Tradução do Novo Mundo (TNM) em Mateus 28:9, João 1:1, João 8:58, Filipenses 2:6, Colossenses 1:15-20, Tito 2:13 e Hebreus 1:8. BeDuhn classificou-a como "notavelmente boa", "muito melhor" e "consistentemente melhor" do que algumas das outras avaliadas. De modo geral, concluiu BeDuhn, a TNM "é uma das traduções em inglês mais exatas do Novo Testamento que estão disponíveis" e "a mais exata das traduções que foram comparadas".[43]

BeDuhn referiu como muitos tradutores modernos estavam sujeitos à pressão de "parafrasear o que a Bíblia diz ou de fazer acréscimos para harmonizá-la com o que os leitores modernos querem e precisam que ela diga", e afirmou o caso da TNM que "mudou o texto bíblico para se adequar à sua própria teologia em muitos lugares". Assim criticou algumas opções de tradução que foram usadas na TNM.

Por outro lado, a TNM é diferente, observou BeDuhn, por ser "mais exata como tradução literal e conservar as expressões originais dos escritores do Novo Testamento". Acrescentou quanto à opinião dos críticos:

"A sinceridade e a fé de cada Testemunhas de Jeová não estão em questão, nem a sua confiança na qualidade do trabalho de tradução da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. O que acontece é que eruditos, tanto cristãos como não-cristãos, têm atacado fortemente a exegese da Tradução do Novo Mundo quando esta apresenta uma determinada posição teológica, pois essa exegese tem influenciado as vidas de milhões de pessoas em todo o mundo."[44]

Avaliações negativas

[editar | editar código]

Os críticos contra apresentam que o Dr. Goodspeed foi citado no livro Toda a Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa, apenas na parte elogiosa, tendo omitido as críticas do Dr. Goodspeed. Apresentam como base a entrevista de William Cetnar, membro do Betel de Brooklyn, que durante o período em que TNM estava a ser preparada, foi enviado para entrevistar o Dr. Edgar Goodspeed em março de 1954, para obter os seus comentários acerca da Tradução do NM das Escrituras Hebraicas Vol. I de 1953 - Génesis a Rute. William Cetnar escreveu:

Durante a entrevista com ele, que durou duas horas, tornou-se óbvio que ele conhecia bem o volume, pois era capaz de citar as páginas onde estavam as passagens em relação às quais ele tinha objeções. Uma das passagens que ele apontou como sendo especialmente desastrada e gramaticalmente pobre foi Juízes 14:3, onde são postas estas palavras na boca de Sansão: "Her get for me ..." [trad. lit.: Ela ficar para mim, "Obtém-me só esta" na TNM ed. 1986] Quando já estava de saída, perguntei ao Dr. Goodspeed se ele recomendaria a tradução para o público em geral. Ele respondeu: Não, receio não o poder fazer. A gramática é lamentável. Tenham cuidado com a gramática. Certifiquem-se de corrigir isso.[45]


"O caso de Alexander Thomson que foi citado pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados a elogiar o primeiro volume do AT da TNM (publicado em 1953), onde o Dr. Edgar J. Goodspeed, erudito e tradutor bíblico, apontou erros gramaticais. Thomson foi citado dizendo: "Traduções originais das Escrituras Hebraicas para o inglês são muito raras. Por essa razão dá-nos muita satisfação receber a primeira parte da Tradução do Novo Mundo [das Escrituras Hebraicas, Vol. I], de Génesis a Rute. É evidente que esta versão fez um esforço especial para que fosse perfeitamente possível lê-la. Ninguém pode dizer que é deficiente na sua frescura e originalidade. A terminologia não é de modo nenhum baseada na terminologia de versões [em inglês] anteriores." (Toda a Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa, página 325) Num número posterior da revista The Differentiator, Thomson declarou: "Embora em três ocasiões eu tenha submetido ao The Differentiator pequenas recensões críticas de partes da Tradução do Novo Mundo da Bíblia, não deve ser subentendido que concordo com os ensinos das assim chamadas Testemunhas de Jeová. Globalmente, a versão é bastante boa, embora tenham colocado muitas palavras inglesas que não têm equivalente no grego ou hebraico." (The Differentiator 21:98, junho de 1959)

Steven T. Byington disse em 1950: "As Testemunhas de Jeová fizeram sua própria tradução do livro para o qual consideram 'Novo Testamento' um nome ilegítimo. Ela está bem suprida de falhas e méritos.

O teólogo evangélico Robert M. Bowman Jr do Institute for Religious Research, coloca em causa a competência de Thomson para avaliar uma tradução propriamente dita. Aponta a falta de formação acadêmica nas áreas de teologia e estudos bíblicos, nem mesmo nos idiomas grego ou hebraico. (Robert M. Bowman Jr, Understanding Jehovah's Witnesses: Why They Read the Bible the Way They Do, Baker Book House, junho de 1991)"

Everet Storms, editor da The Gospel Banner da Igreja Missionária Unida, têm criticado severamente a Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) de retocar e falsificar as Sagradas Escrituras. Para isso, se utilizam da tradução dos seguintes textos: Mateus 10:38; Mateus 27:52-53; João 1:1; João 8:58; Romanos 14:8-9; I Coríntios 11:30; Hebreus 1:6; Gálatas 5:15; Tito 2:13; Colossenses 2:12; I João 5:20.

Em 1953, o ex- membro do conselho da Sociedade Bíblica Americana, Bruce M. Metzger, declarou que a tradução foi escrita para apoiar as doutrinas das Testemunhas de Jeová, com "várias traduções bastante errôneas do grego",  e citou 6 exemplos (João 1:1,  Col. 1:15-17,  Fil. 2:6,  Tito 2:13,  2 Pedro 1:1,  e Apocalipse 3:14  ). Em 1964, Metzger revisou novamente a TNM e concluiu: "no geral, obtém-se uma impressão razoavelmente boa do equipamento acadêmico dos tradutores (seus nomes não são divulgados). Eles se referem não apenas a traduções modernas [...] mas também a traduções antigas. Frequentemente, um uso inteligente de uma informação crítica é aparente".  Metzger observou que a consistência na decisão de traduzir "a mesma palavra grega pela mesma palavra em inglês tem uma demonstração especiosa de fidelidade ao original tende a produzir uma certa rigidez, resultando na distorção do efeito do original".  Metzger considerou a tradução de Κύριος como Jeová na Tradução do Novo Mundo como indefensável: "Algumas das traduções que são simplesmente indefensáveis ​​incluem o seguinte. A introdução da palavra 'Jeová' no texto do Novo Testamento"

Traduções Incomuns

[editar | editar código]

Como ocorre em várias outras traduções, as escolhas da tradução da TNM tem levantado objeções quanto a alguns textos que divergem da maioria das traduções da Bíblia disponíveis.[nota 12] Algumas das diferenças não são por causa da tradução estritamente falando, mas por causa do texto-base grego utilizado, que resultará em uma tradução diferente em língua comum ou mesmo omissão de versículos.[nota 13] Mas isso ocorre com outras traduções modernas que também utilizam alguma edição do texto crítico como base (p.e., Nova Versão Internacional, Bíblia de Jerusalém, Nova Almeida Atualizada). Excluindo-se as traduções diferentes secundárias de menor importância (que ocorre em outras traduções também), temos alguns textos que, pelo caráter teológico doutrinário que implicam para as Testemunhas de Jeová e Igreja Católica e protestantes ortodoxas, são fortemente controversos e polêmicos.

João 1.1

[editar | editar código]

TNM: "No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era um deus."

BJ, ARA: "No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus." [nota 14]

Os trinitaristas interpretam que estas palavras significam que "o Verbo" ou "a Palavra" (grego: ho lógos) que veio à Terra como Jesus Cristo era o próprio Deus Todo-poderoso, sendo um dos textos mais usados para a alta Cristologia, e que a tradução não pode ser feita com "d" minúsculo ou com o artigo indefinido "um" que não aparece no grego original.

Segundo os críticos, estas traduções violam uma regra da gramática do grego koiné publicada pelo perito em grego E. C. Colwell, em 1933. Ele afirmou que, em grego, o substantivo predicativo "tem o artigo [definido] quando se segue ao verbo; não tem o artigo [definido] quando precede ao verbo". A ser correta esta regra, em João 1:1 o segundo substantivo theós, o predicado, precede o verbo. Assim, segundo Colwell, o texto aqui devia rezar "e [o] Deus era a Palavra."

Argumentos da TNM

[editar | editar código]
  1. O contexto sofreria uma contradição: As Testemunhas contrapõem que, mesmo que essa ideia pudesse ser daí retirada, ainda assim o versículo não comprovaria a existência de uma Trindade uma vez que a chamada terceira pessoa, o Espírito Santo, não é mencionada. Também, ainda do ponto de vista doutrinal, afirmam que a expressão "estar com" ou "estar junto de", contradiz imediatamente que o Verbo pudesse ser o Deus porque, arrazoam, se alguém está com outra pessoa não pode, ao mesmo tempo, ser essa outra pessoa. Isso implicaria na existência de dois deuses, o que estaria contra a doutrina da trindade e do Monoteísmo. Além disso, usam contextos onde Jesus cita o Pai como "único Deus" ou "Seu Deus". [46] Normalmente usam questões como: Pode alguém estar com outro alguém e ele mesmo também ser esse alguém? Chamar alguém de “O Deus” é igual a chamar de “Deus”?
  2. Atribuições da palavra "Deus": As testemunhas de Jeová usam o contexto bíblico de que outras pessoas ou seres, foram chamados pela palavra "Deus" tanto no hebraico, quanto no grego. Indicando que essa palavra era normalmente usada como qualitativo para seres poderosos. Usam como base, Ex. 7:1, Sl 8:5, 82:1 e 2Co. 4:4.
  3. Distinção do Autor: No versículo em causa, surge duas vezes o substantivo grego theós (em português: deus). A primeira ocorrência refere-se ao Deus Todo-poderoso, com quem a Palavra estava. As testemunhas concluem isso pelo facto de que o primeiro theós é precedido pela palavra ton (em português: o), uma forma do artigo definido grego que aponta para uma identidade distinta, neste caso o Deus Todo-poderoso, sendo uma tradução mais precisa "e a Palavra estava com o Deus". Já a segunda ocorrência, é tida sem artigo definido e se aplica a um ser distinto explicado pelo autor em Joao 1:18, onde o Pai é tido como o "Deus invisível" e Jesus como "Deus unigênito". Essa distinção é tida como um motivo de que a tradução precisa seguir o objetivo do autor.
  4. Estrutura Gramatical: Devido a estrutura ser um Predicativo Nominativo Anartro Pré Verbal (Que é qualitativo) João 1:1 destaca a qualidade da Palavra, que ela era "divina", "semelhante a deus", "um deus", mas não O Deus Todo-poderoso. Isto eliminaria a aparente contradição do texto visto que a Palavra seria um deus que estaria junto ao Deus Todo-poderoso, referindo-se assim o versículo a duas pessoas distintas. A maioria dos léxicos, concorda que a estrutura exige que a segunda ocorrência da palavra "Deus" seja entendida como qualitativa.
  5. Outras Traduções: As testemunhas usam como base outras traduções ao longo das eras, que diferenciaram a palavra "Deus" no versículo, como o texto em Língua copta do século III, tido como uma das primeiras traduções da bíblia e que inclui o artigo indefinido. [47] Ao todo, mais de 200 traduções que fazem a distinção já são conhecidas.[48]
  6. Traduções em estruturas similares: Em At. 28:6 é feito a mesma inclusão do artigo indefinido. Também em (Mr. 11:32, Jo 6:70, 8:44). Isso é usado como base para a mesma inclusão em Jo. 1:1.

Outras Traduções Similares

[editar | editar código]

Com esta forma de pensar concordam também algumas traduções em diversas línguas, tais como:

  • ~300 DC: "e a palavra era um deus" - Texto em Língua copta
  • 1808: "e a palavra era um deus." - The New Testament in an Improved Version, Upon the Basis of Archbishop Newcome’s New Translation: With a Corrected Text.
  • 1864: "e um deus era a palavra." - The Emphatic Diaglott, versão interlinear, de Benjamin Wilson.
  • 1928: "e a Palavra era um ser divino." - La Bible du Centenaire, L’Evangile selon Jean, de Maurice Goguel.
  • 1935: "e a Palavra era divina." - The Bible—An American Translation, de J. M. P. Smith e E. J. Goodspeed.
  • 1946: "e a Palavra era de espécie divina." - Das Neue Testament, de Ludwig Thimme.
  • 1958: "E a Palavra era um Deus." - The New Testament, de James L. Tomanek.
  • 1975: "e um deus (ou: da espécie divina) era a Palavra." - Das Evangelium nach Johannes, de Siegfried Schulz.
  • 1978: "e da sorte semelhante a Deus era o Logos." - Das Evangelium nach Johannes, de Johannes Schneider.
  • Num comentário ao versículo, a Bíblia Âncora (em inglês) diz: "Para preservar em inglês a diferença subtil de theos [deus] com e sem o artigo, alguns traduzem 'A Palavra era divina'."

Comentários de Gramáticos

[editar | editar código]
João 1.1 na Tradução do Novo Mundo (1986)

O fato de que várias traduções inserem o artigo indefinido "um" em João 1:1 e em outros lugares, torna evidente que muitos peritos discordam com a referida regra de Colwell. Por exemplo, Joseph Henry Thayer, teólogo e perito que trabalhou na Versão Padrão Americana American Standard Version, diz simplesmente: "O Logos era divino, não o próprio Ser divino."

As Testemunhas citam ainda as declarações de estudiosos de quem se afirma, ou que assumem pessoalmente, serem defensores da Trindade. Dizem recorrer a tais obras, cujo objetivo não era de forma alguma apoiar doutrinas antitrinitárias, com o propósito de mostrar que mesmo esses autores admitem hipóteses alternativas de tradução do versículo. Um destes casos é o do perito jesuíta John L. McKenzie que escreveu no seu Dictionary of the Bible:[49] "João 1:1 deve ser rigorosamente traduzido 'o verbo estava com o Deus [= o Pai], e o verbo era um ser divino'." — (Os colchetes são dele. Publicado com o nihil obstat e o imprimatur.)

Algo similar acontece com a citação que as Testemunhas fazem do estudo de Philip B. Harner. No seu artigo "Substantivos Predicativos Anartros Qualificativos: Marcos 15:39 e João 1:1", publicado no Journal of Biblical Literature,[50] Harner disse sobre cláusulas tais como a de João 1:1: "… com um predicativo anartro precedendo o verbo, têm primariamente sentido qualificativo. Indicam que o logos tem a natureza de theos. Não há nenhuma base para se considerar o predicativo theos como determinativo." Harner concluiu na página 87 do artigo: "Em João 1:1, acho que a força qualificativa do predicativo se destaca tanto, que o substantivo não pode ser considerado como determinativo."

Outro exemplo é o do famoso tradutor bíblico, William Barclay, que escreveu:

"Agora, normalmente, exceto por motivos especiais, os substantivos gregos sempre têm o artigo definido diante de si. Quando um substantivo grego não tem o artigo diante de si, torna-se mais descrição do que identificação, e tem mais o caráter de adjetivo, em vez de substantivo. Podemos ver exatamente o mesmo em inglês [ou português]: Se eu disser: "Tiago é o homem", então identifico Tiago como certo homem específico, em quem estou pensando; mas, se eu disser: "Tiago é homem", então simplesmente descrevo Tiago como sendo humano, e a palavra homem torna-se uma descrição, não uma identificação. Se João tivesse dito "ho theos en ho logos", usando o artigo definido diante de ambos os substantivos, então ele teria definitivamente identificado o logos [a Palavra] com O Deus, mas, visto que não há artigo definido diante de theos, este se torna descrição, e mais como adjetivo do que como substantivo. A tradução seria então, de modo desajeitada: "A Palavra estava na mesma categoria que Deus, pertencente à mesma ordem de ser como Deus". João não está identificando aqui a Palavra com O Deus. Expresso de modo simples, ele não diz que Jesus era o Deus."[51]

A Bíblia de Jerusalém (edição de 2002): "Quanto a eles, esperavam que Paulo viesse a inchar, ou caísse morto de repente. Mas, depois de muito esperar, ao verem que não lhe acontecia nada de anormal, mudando de parecer puseram-se a dizer que ele era um deus." (as Bíblias Ave Maria e Almeida Revista e Corrigida traduzem o texto de forma semelhante: "um deus")

Um versículo às vezes apontado como exemplo da utilização coerente por parte da Tradução do Novo Mundo do artigo indefinido na tradução do texto grego é o de Atos 28:6. O contexto descreve uma ocasião em que uma cobra venenosa mordeu a mão do apóstolo Paulo e os habitantes de uma localidade da ilha de Malta ficaram convencidos que ele morreria. Quando isso não aconteceu, a Bíblia afirma: "Mas eles esperavam que fosse inchar com uma inflamação ou cair repentinamente morto. Depois de terem esperado por muito tempo e terem observado que nada nocivo lhe acontecia, mudaram de ideia e começaram a dizer que ele era [um] deus."

Coerente com a forma como traduziu João 1:1, a Comissão de Tradução do Novo Mundo inseriu o artigo indefinido "um" porque entendeu que o contexto exige a sua aplicação. Visto que no grego original os artigos indefinidos eram inexistentes, usam-se ali os parênteses rectos ou colchetes para que o leitor entenda que se trata de uma inserção. No entanto, as mesmas traduções acima mencionadas, que em João 1:1 fazem questão de não colocar o artigo indefinido, não seguem a mesma regra ao traduzir esta passagem, nem sequer indicando a liberdade tomada de colocar o artigo indefinido, conforme se pode verificar em seguida:

Ao considerarem João 1:1, as Testemunhas creem que Jesus é de facto um deus, ou seja é de natureza divina, tal como os anjos são chamados de deuses. Ensinam também que o próprio Satanás é chamado de deus[52] na Bíblia,[53] mas isso não significa que ele seja o Deus Todo-poderoso. Para elas, Jesus continua a ser uma pessoa espiritual poderosa, tal como era antes de nascer como humano, mas sempre esteve e estará sujeito ao seu Deus e Pai, Jeová.[54]

Colossenses 1:16

[editar | editar código]

TNM: "Pois por meio dele foram criadas todas as outras coisas nos céus e na terra, as coisas visíveis e as coisas invisíveis, quer sejam tronos, quer domínios, quer governos, quer autoridades. Todas as outras coisas foram criadas por meio dele e para ele.[55]

ARA: "pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.[56]

Críticos apontam como inválido o trecho com a frase "Todas as outras" para a tradução de πάντας/panta, que deveria ser traduzido apenas como "Todas". Em geral, trinitários costumam colocar Jesus como o criador, e que esse seria um texto de alta cristologia. Entretanto, a TNM usa como base, de que a tradução de πάντας/panta pode ser colocada em português como: "todas as outras" e que isso é feito em outras ocorrências em diversas traduções nos textos de Marcos 4:13 e Filipenses 2:21 e Lucas 13:2 que fala de “esses galileus”, referindo-se a galileus específicos que foram mortos por Pilatos, e os compara com “todos os galileus” (πάντας τοὺς Γαλιλαίους; ver Al, IBB) querendo dizer “todos os outros galileus” (NM; ALA; BLH; JRV), “os demais” (BV), “todos os mais”. (HR).

Baseando-se que no versículo anterior, Jesus é chamado de primogênito da criação em um genitivo partitivo, a TNM entende que o contexto exige a tradução como "todas as outras" para que não seja entendido que Jesus criou a ele mesmo. Clemente de Alexandria, foi um dos primeiros a usar o termo “primeiro a ser criado”, em referência ao Filho de Deus. Novo Léxico Grego-Inglês The Thayer diz: "Gramaticalmente, prototokos pases ktiseos/primogênito de toda a criação “pode significar” que Cristo está no ápice da criação, mas ainda um ser criado. Assim, “toda a criação” seria a totalidade de que o Filho é o primogênito, o genitivo seria então partitivo ou de qualificação.“[57]

A TNM também se usa de alguns eruditos que tem argumentado que a palavra “outras” não é uma adição ao texto mas uma tradução literal do significado da palavra grega πάντας. O livro Teologia e Tendências nas Traduções da Bíblia  (Theology and Bias in Bible Translations) produzido pelo erudito Rolf Furuli falando sobre a palavra “outras” em  Col. 1:16 na TNM diz: “Isto significa que os colchetes que a TNM usa perto de “todas” pode ser removido, visto que a palavra outras não é uma  “adição” ou “interpolação”, mas em um dado contexto ela é parte legítima de PAS.” A TNM retirou os colchetes em sua versão de 2013. [55]

O trecho "por meio dele" não consta em diversas traduções, como a ARC, TB, BKJ e BJ. Entretanto, esse trecho não costuma ser criticado, visto que no grego é a ocorrência da preposição diα αὐτός que significa literalmente "por meio/intermédio" e costuma ser omitida em outras traduções. [56]

2 Pedro 1:1 e Tito 2:13

[editar | editar código]

TNM: "ao passo que aguardamos a feliz esperançam e a gloriosa manifestação do grande Deus e do nosso Salvador, Jesus Cristo."

ARA: "aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus."

A TNM segue o conceito que outras traduções também tomam, de distinguir Deus do Salvador, Jesus no texto. [nota 15] Essas traduções, se baseiam que a gramática grega com a Regra de Sharp (Granville Sharp Rule) que permite que quando duas pessoas diferentes são ligadas por “e” (καί), se a primeira pessoa for precedida pelo artigo definido, não é necessário repetir o artigo antes da segunda. Outros textos em que isso é feito por diversas traduções, são 2Te. 1:12, 2Ti. 4:1. Além disso, se usa o contexto imediato onde a distinção é feita pelo próprio apóstolo Paulo na mesma carta a Tito em Tito 1:4. [58]

Hebreus 1:6

[editar | editar código]

TNM: "Mas, ao trazer novamente o seu Primogênito à terra habitada, ele diz: “Que todos os anjos de Deus lhe prestem homenagem.” [*curvem-se diante dele] [59]

ARA: "E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem."

Alguns críticos contestam a não tradução da palavra grega προσκυνέω por "adorem" como uma tendência proposital a diminuição da divindade de Jesus, no contexto do Unitarismo. Notam-se que a versão anterior da TNM, convertia a palavra normalmente, mas que isso foi alterado na revisão de 2013. A TNM por sua vez, baseia-se no significado literal da palavra grega, que está mais ligada a reverência e homenagens a autoridades, do que a parte sagrada. [60] O contexto bíblico onde a palavra é aplicada a homens, também é usado como motivo. Em Mateus 18:26 a mesma palavra não é traduzida por "adoração" na maioria das bíblias, que alteram para favorecer a cristologia.[61]

João 8:58

[editar | editar código]

TNM: Jesus lhes disse: “Digo-lhes com toda a certeza: Antes de Abraão vir à existência, eu já existia.” [62]

ARA: Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, Eu Sou. [63]

Diferente da maioria das traduções, a TNM não faz uma referência cruzada com a fala de Jesus e a fala de Deus em Êxodo 3:14, na frase Eu Sou o Que Sou. Os motivos alegados pela TNM, é de que a expressão – em grego “egó eimí”, que utiliza o pronome pessoal acompanhado do verbo “ser”, não se trata de um título, e ocorre em outras declarações de Jesus no Novo Testamento sem ser citada da mesma forma pelas traduções trinitárias, como por exemplo, Marcos 6:20, João 18:5-8, Lucas 21:8 e João 9:8, 9.

Além disso, a tradução de Êxodo 3:14 no hebraico, é considerada pela maioria dos gramáticos, como um verbo progressivo, que não deveria ser traduzido como "Eu sou". e sim, "Eu serei/me tornarei a ser". [64] Uma forma parecida costuma ser traduzida dessa forma em Êxodo 3:12. Dessa forma, entende-se que não há ligação entre os textos, e que Jesus falava apenas sobre o seu tempo de existência em relação a Abraão, conforme o contexto imediato e não uma revelação divina subliminar.

Diversos gramaticos, confirmam o que pensa a Tradução do Novo Mundo, como Nigel Turner (Grammar of New Testament Greek, vol. 3) que diz que a expressão é de existência, não teofanica. Edgar J. Goodspeed, traduziu igualmente como: "Eu tenho existido antes de Abraão nascer." Samuel Davidson (Introduction to the NT, 1848) também argumenta que o texto fala de preexistência, não de identidade com YHWH. De forma similar, C. H. Dodd (The Interpretation of the Fourth Gospel, 1953) Diz que João 8:58 é uma afirmação de anterioridade existencial, não citação de Êxodo 3:14. [65][66]

Trechos não incluídos

[editar | editar código]

Perícope da Mulher Adultera

[editar | editar código]

O trecho de João 7:52 / 8:1-11 não aparece nas versões convencionais da TNM, entretanto o trecho é encontrado em notas marginais ou em notas de estudo, dependendo da versão. O motivo, é que o trecho é alvo de disputas ao longo das eras, que tendem a concluir de que o trecho foi uma adição tardia ao evangelho de João, e que não faz parte das escrituras inspiradas. [67] A TNM é uma das raras traduções em português que não trazem o trecho na sequencia convencional.

Comma Johanneum

[editar | editar código]

O trecho de 1 Joao 5:7 com os dizeres: "O Pai, a Palavra e o Espirito, e esses três são um" não é encontrado na versão convencional da TNM. Mas pode ser encontrado em notas marginais ou em notas de estudo, dependendo da versão. O motivo, é que este trecho é considerado pela maioria dos estudiosos como uma interpolação espúria, por não ser encontrado nos manuscritos gregos mais antigos, e sim, nas traduções em latim.[68] O texto é visto como uma tentativa de manipulação para fortalecer a doutrina da Trindade, e por isso, não consta em outras traduções brasileiras. [69]

Final longo de Marcos

[editar | editar código]

Os versículos de 9 em diante do capítulo 16 de Marcos, não é incluído na versão convencional da TNM. Mas pode ser encontrado em notas marginais ou em notas de estudo, dependendo da versão. Outras traduções brasileiras, seguem a mesma linha, como a Nova Tradução na Linguagem de Hoje e a Bíblia de Jerusalém. O "Final Longo" não está presente em dois importantes manuscritos do Novo Testamento, ambos do século IV, o Codex Sinaiticus e o Vaticanus Graecus, os mais antigos manuscritos completos de Marcos..[70]

Notas

  1. As Testemunhas de Jeová não adotam oficialmente a nomenclatura tradicional "Novo Testamento", mas sim "Escrituras Gregas Cristãs", expressão adotada para se distinguir da Septuaginta (LXX) grega. Contudo, nesse artigo é preferível usar a nomenclatura tradicional já conhecida por todos, inclusive não religiosos, evitando, dessa forma, incompreensão.
  2. Por exemplo: Nova Bíblia Normal Americana (1971, em inglês), Almeida Revista e Atualizada (1993, português), Nova Almeida Atualizada (2017, português), et al.
  3. Segundo eles, isto pode ser feito, em especial por se usar a "Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - com Referências" que contém uma introdução com explicações sobre os fundamentos usados para a tradução, mais de 125.000 referências marginais, mais de 11.000 notas de rodapé, uma concordância extensiva, mapas, e 43 artigos no apêndice.
  4. O seu texto foi traduzido do hebraico, no Século II e era o Texto-padrão dos cristãos sírios. Peshito, que significa "simples", "vulgar" ou "comum". Posteriormente, foi feita uma revisão do texto usando a Septuaginta Grega.
  5. Esta tradução bíblica foi feita no ano 404 por São Jerônimo, a pedido do Papa Dâmaso I. Tornou-se na Bíblia oficial da Igreja Católica durante toda a Idade Média, na Europa Ocidental.
  6. "Com base nesses textos-padrão, fica claro que alguns versículos das Escrituras Gregas Cristãs encontrados em traduções mais antigas, como a tradução Almeida, foram, na verdade, acréscimos feitos posteriormente por copistas e nunca fizeram parte das Escrituras inspiradas. No entanto, visto que a divisão dos versículos normalmente aceita em traduções da Bíblia foi determinada no século 16, a omissão desses versículos deixa lacunas na numeração de versículos de muitas Bíblias. Os textos são Mateus 17:21;18:11; 23:14; Marcos 7:16; 9:44, 46;11:26; 15:28; Lucas 17:36; 23:17; João 5:4; Atos 8:37; 15:34; 24:7; 28:29 e Romanos 16:24. Nesta edição revisada [de 2015], esses versículos omitidos são indicados por uma nota no local da omissão. Sobre a conclusão longa de Marcos 16 (versículos 9-20) e a conclusão curta desse capítulo, bem como a fraseologia de João 7:53–8:11, está claro que nenhum desses versículos fazia parte dos manuscritos originais. Por isso, esses textos espúrios, ou seja, que não pertenciam ao texto original, não foram incluídos nesta revisão [TNM]."
  7. Outras fontes gregas são indicadas pelos seus respectivos símbolos, como se segue: Escritos gregos originais e cópias primitivas: Versão Armênia; Versões Cópticas; Versões Siríacas (Curetoniana, Filoxeniana, Harcleana, Palestiniana, Sinaítica e Pesita); Latim Antigo da Vulgata Latina revisados por Sisto e Clemente; Manuscritos gregos cursivos, como o Texto de Erasmo e de Stephanus. Papiros como de (e.g.., Chester Beatty P45, P46, P47; Bodmer P66, P74, P75.). Primitivos MSS Uniciais Gregos: Vaticano 1209 (B), Sinaítico (x), Alexandrino (A), Ephraemi Syri rescriptus (C), Bezae (D), Texto Grego de Griesbach da Emphatic Diaglott.
  8. Muitas Bíblias modernas tem preferido um misto, em maior ou menor grau, de equivalência formal e equivalência dinâmica.
  9. As Testemunhas de Jeová não adotam oficialmente a nomenclatura tradicional "Novo Testamento", mas sim "Escrituras Gregas Cristãs". Contudo, nesse artigo é preferível usar a nomenclatura tradicional já conhecida por todos, inclusive não religiosos, evitando, dessa forma, incompreensão.
  10. Traduzida do inglês para: africâner, albanês, alemão, árabe, armênio, búlgaro, cebuano, chicheva, chinês, (chinês tradicional, chinês simplificado, pinyin), [Chona], cibemba, [Cingalês], coreano, croata, dinamarquês, efique, espanhol (também em braille), eslovaco, esloveno, finlandês, francês, georgiano, grego, holandês, húngaro, ibo, ilocano, indonésio, inglês (tambêm em braille), iorubá, italiano, japonês, quiniaruanda, quirundi, lingala, macedônio, malgaxe, maltês, norueguês, osseto, polaco ou polonês, português (também em braille), [Quirguiz], romeno, russo, somoano, sepedi, sérvio (cirílico e caracteres latinos), sesoto, xona, sinhala, suaíli, sueco, tagalo, tcheco, tsonga, tsvana, turco, (akuapem), (axânti), xossa, e zulu.
  11. Língua de sinais do Novo Testamento ou Escrituras Gregas Cristãs: Língua de Sinais Italiana, Língua de Sinais Colombiana, Língua de Sinais Mexicana, Língua de Sinais Russa, arámico, azerbaijano (cirílico e caracteres latinos), birmaneso, cambojano, canarês, [Caonde], [Cazaque], chitonga, estoniano, fidjiano, gilbertês, gum, crioulo haitiano, hiligaiano, hindi, [Hiri motu], braille italiano, [Quiribati], [Letão], [Lituano], luganda, [Luvale], malaiala, [Mianmar], neplês, pangasino, [Papiamento](Curaçau), [Punjabi], sango, [Silozi], sranantongo, tai, tâmil, tok pisin, [Tonganês], tumbuca, ucraniano, uzbeque e [Vietnamita].
  12. Para fundamentar as suas opções, a Comissão da Tradução incluiu nas notas de rodapé bem como nos apêndices da Edição Com Referências, as razões que levaram à escolha de determinados termos em detrimento de outros. Também indicaram as formas alternativas que consideram aceitáveis para traduzir diversas passagens. Ao longo dos anos, várias publicações da Sociedade Torre de Vigia também apresentaram razões para tais escolhas.
  13. As edições de textos críticos do NT Grego são baseadas em manuscritos gregos mais antigos encontrados nos últimos tempos. Esses manuscritos mais antigos tem sido considerados pela maioria dos estudiosos de crítica textual do NT como os melhores e "mais exatos". Uma característica desses manuscritos é apresentar uma versão diferente do texto bizantino ou majoritário, omitindo várias passagens como: o final de Marcos, a perícope da mulher adultera em João e a cláusula Joanina em 1João. As traduções modernas baseadas no texto crítico, tendem a omitir esses textos ou a relega-los a notas marginais ou ainda, demarca-los [entre colchetes] para identificação das interpolações.
  14. Muitas outras traduções vertem também como "era Deus" ou semelhante: Nova Almeida Atualizada; Almeida Século 21; Bíblia Ave Maria; Almeida Revista e Corrigida; Almeida Corrigida Fiel; Nova Versão Internacional; Nova Versão Transformadora; Bíblia Sagrada Missionários da Difusora Bíblica Franciscanos Capuchinhos; et al.
  15. Bíblia do Peregrino, Israelita com estudos judaicos, The New American Bible, Novo Testamento, de Mateus Hoepers.


Referências

  1. «Texto grego de Nestle e Aland». jw.org/pt. Watchtower Bible and Tract Society of New York. 2015. Consultado em 17 de novembro de 2025. Ao preparar a revisão de 2013 (em inglês), a comissão também consultou várias outras edições eruditas e obras de referência, incluindo a 28.ª edição do texto de Nestle e Aland e o texto das Sociedades Bíblicas Unidas. 
  2. a b c d «Bíblias [On-line]». Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. 2025 
  3. Andrews, Edward D. (28 de janeiro de 2018). REVIEWING 2013 New World Translation of Jehovah's Witnesses: Examining the History of the Watchtower Translation and the Latest Revision (em inglês). [S.l.]: Christian Publishing House. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  4. «Características desta revisão». Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. 2025. Consultado em 18 de novembro de 2025 
  5. «O melhor livro já escrito — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  6. Campbell, Gordon (28 de outubro de 2010). Bible: The Story of the King James Version 1611 -- 2011 (em inglês). [S.l.]: OUP Oxford. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  7. Chryssides, George D. (12 de outubro de 2009). The A to Z of Jehovah's Witnesses (em inglês). [S.l.]: Bloomsbury Publishing PLC. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  8. Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas - com Referências, páginas 6 e 1525
  9. «Impressão e distribuição da Palavra Sagrada de Deus — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  10. Andrews, Edward D. (28 de janeiro de 2018). REVIEWING 2013 New World Translation of Jehovah's Witnesses: Examining the History of the Watchtower Translation and the Latest Revision (em inglês). [S.l.]: Christian Publishing House. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  11. «A Tradução do Novo Mundo é apreciada por milhões em todo o mundo». Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. 2001. Consultado em 3 de junho de 2020. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  12. «Impressão e distribuição da Palavra Sagrada de Deus — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  13. «Biblioteca de Vídeos On-line | Vídeos JW.ORG Português». JW.ORG. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  14. http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1001060000?q=Tradu%C3%A7%C3%A3o+do+Novo+Mundo&p=par
  15. As Testemunhas de Jeová no Propósito Divino, 1959, pág. 258, edição em inglês; A Sentinela de 15 de Março de 1975, pág. 191
  16. Walter Martin, Os Testemunhas de Jeová, editora Betânia, 1987, pág. 61-2, em inglês
  17. a b Tradução Interlinear do Reino das Escrituras Gregas (TIR) de 1985, pp.9-10 (ou p.10 na edição 1969)
  18. a b c Rowley, H. H., Jehovah's Witnesses' Translation of the Bible, em The Expository Times 67:107, Janeiro 1956
  19. Toda Escritura é Inspirada Por Deus e Proveitosa, páginas 308-309.
  20. Tradução do Novo Mundo, Apêndice A3, páginas 1793-1794.
  21. Chryssides, George D. (12 de outubro de 2009). The A to Z of Jehovah's Witnesses (em inglês). [S.l.]: Bloomsbury Publishing PLC. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  22. Eisenberg, Ronald L. (3 de agosto de 2010). What the Rabbis Said: 250 Topics from the Talmud (em inglês). [S.l.]: Bloomsbury Academic. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  23. A Bíblia. [S.l.]: Edicoes Loyola. 1995. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  24. A literal translation of the New Testament, by Herman Heinfetter (em inglês). Oxford University. [S.l.: s.n.] 1863. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  25. «O nome Jeová deve aparecer no Novo Testamento? — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  26. «C4 Traduções da Bíblia e obras de referência que apoiam o uso do nome de Deus no "Novo Testamento" — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  27. «C2 Versículos em que o nome Jeová aparece como parte de uma citação direta ou indireta — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  28. «O nome Jeová deve aparecer no Novo Testamento? — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  29. «Uma tradução da Bíblia que toca o coração — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  30. «Seol — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  31. «5C "Estaca de tortura" — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  32. «5B A presença (parusia) de Cristo Mt 24:3 — Gr.: τὸ σημεῖον τῆς σῆς παρουσίας (to se·meí·on tes ses pa·rou·sí·as)». wol.jw.org/pt. Watchtower Bible and Tract Society of New York. 1986. Consultado em 17 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 7 de março de 2017 
  33. «2B Emendas (correções) dos soferins — "Tiqqune soferim"». wol.jw.org/pt. Watchtower Bible and Tract Society of New York. 1986. Consultado em 17 de novembro de 2025. Cópia arquivada em 7 de março de 2017 
  34. «The 2013 Revision of the New World Translation». JW.ORG (site oficial das Testemunhas de Jeová em inglês). Consultado em 26 de maio de 2020 
  35. «Tradução do Novo Mundo (Revisão de 2015)». Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Consultado em 26 de maio de 2020. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  36. «Testemunhas de Jeová lançam edição grande da Bíblia revisada». Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. 2014. Consultado em 3 de junho de 2020. Cópia arquivada em 25 de março de 2023 
  37. «Bíblia On-line». Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. 2020. Consultado em 3 de junho de 2020. Cópia arquivada em 12 de setembro de 2025 
  38. Anuário das Testemunhas de Jeová de 2012, página 26
  39. Worldwide Association of Jehovah’s Witnesses (Associação Mundial das Testemunhas de Jeová)
  40. «A "Tradução do Novo Mundo" — Erudita e honesta — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  41. «KEDAR, BENJAMIN Z.». jewishhistory.huji.ac.il. Consultado em 4 de junho de 2020. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  42. Prefácio da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, pág. 6-7 Toda a Escritura é Inspirada por Deus e Proveitosa, 1990, Estudo 7
  43. A Sentinela de 1/12/2004, pág. 30-1; Verdade e Tradução: Exatidão e Tendenciosidade nas Traduções em Inglês do Novo Testamento, Jason BeDuhn, Lanham: University Press of America, 2003, pág. 114-6, 162-3
  44. Verdade e Tradução: Exatidão e Tendenciosidade nas Traduções em Inglês do Novo Testamento, de Dr. Jason D. BeDuhn, Lanham, University Press of America, 2003, pág. 114-6, 162-3
  45. W.I. & J. Cetnar, Questions For Jehovah's Witnesses Who Love The Truth (Questões para as Testemunhas de Jeová Que Amam A Verdade); Kunkletown, Pensilvânia, 1983, pág. 64; texto de William Cetnar no livro de Edmund Gruss, We Left Jehovah's Witnesses, Grand Rapids, Michigan: Baker Book House, 1976, pág. 73-77
  46. Por exemplo, Jesus disse que adorava a Deus (João 4:22), que ele e Deus são pessoas diferentes (João 14:1), que Deus é maior do que ele (João 14:28), que Jeová é o único Deus verdadeiro (João 17:3), e que Jeová é seu Deus e Pai (João 20:17). Paulo ensinou que Cristo é submisso ao Pai (1 Coríntios 11:3), e que Jesus irá se sujeitar a Deus (1 Coríntios 15:27-29); Os apóstolos Paulo e João ensinaram que Jesus foi criado por Deus (Colossenses 1:15; Apocalipse 3:14), o que confirma as palavras da sabedoria personificada, que representava o Cristo, em Provérbio 8:22: "Jeová me criou."
  47. «Mídias — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 9 de outubro de 2025 
  48. Queruvim (8 de junho de 2023). «João 1:1 na TNM». Tradução do Novo Mundo Defendida!. Consultado em 8 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 13 de dezembro de 2024 
  49. Dictionary of the Bible, Nova Iorque, 1965, pág. 317
  50. Vol. 92, Filadélfia, EUA, 1973, página 85
  51. Many Witnesses, One Lord, 1983, páginas 23, 24
  52. Tratado Quem Realmente Governa o Mundo?, publicado em 1992, bem como em muitas outras publicações das Testemunhas.
  53. 2 Coríntios 4:4: "…os incrédulos, cuja inteligência o deus deste mundo cegou…" segundo a Bíblia Sagrada Missionários da Difusora Bíblica Fransciscanos Capuchinhos, edição de 2002. Esta tradução católica associa Satanás com a palavra deus ao afirmar na nota de rodapé sobre este versículo: "E isto por causa do deus deste mundo, Satanás, que domina nas trevas."
  54. 1 Coríntios 15:27,28: "Pois Deus "lhe sujeitou todas as coisaz debaixo dos pés". Mas, quando ele diz que 'todas as coisas foram sujeitas', é claro que isso não inclui Aquele que lhe sujeitou todas as coisas. No entanto, quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos"
  55. a b «João 8 | Bíblia on-line | Tradução do Novo Mundo». JW.ORG. Consultado em 9 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 19 de setembro de 2025 
  56. a b Poli, Jonas Ernesto. «NEPE SEARCH - Bíblia Interlinear - João 8:58 - com sua tradução direto do Grego». NEPE SEARCH. Consultado em 9 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 12 de setembro de 2025 
  57. Queruvim (30 de dezembro de 2010). «Colossenses 1:16 "outras"». Tradução do Novo Mundo Defendida!. Consultado em 9 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 13 de outubro de 2019 
  58. www.theopedia.com https://www.theopedia.com/granville-sharps-rule. Consultado em 9 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 6 de setembro de 2025  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  59. «João 8 | Bíblia on-line | Tradução do Novo Mundo». JW.ORG. Consultado em 9 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 19 de setembro de 2025 
  60. Poli, Jonas Ernesto. «NEPE SEARCH - Sistema de Pesquisa do NEPE». NEPE SEARCH. Consultado em 9 de outubro de 2025. Arquivado do original em 25 de maio de 2023 
  61. Poli, Jonas Ernesto. «NEPE SEARCH - Bíblia Interlinear - João 8:58 - com sua tradução direto do Grego». NEPE SEARCH. Consultado em 9 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 12 de setembro de 2025 
  62. «João 8 | Bíblia on-line | Tradução do Novo Mundo». JW.ORG. Consultado em 9 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 19 de setembro de 2025 
  63. Poli, Jonas Ernesto. «NEPE SEARCH - Bíblia Interlinear - João 8:58 - com sua tradução direto do Grego». NEPE SEARCH. Consultado em 9 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 12 de setembro de 2025 
  64. «How should the Hebrew 'ehyeh asher ehyeh' in Exodus 3:14 be translated in English and what does it mean?». Biblical Hermeneutics Stack Exchange (em inglês). Consultado em 9 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 16 de dezembro de 2024 
  65. Moulton, James Hope; Howard, Wilbert Francis; Turner, Nigel (1908–1976). A grammar of New Testament Greek. Robarts - University of Toronto. [S.l.]: Edinburgh : T. & T. Clark. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  66. BeDuhn, Jason (2003). Truth in translation : accuracy and bias in English translations of the New Testament. Internet Archive. [S.l.]: Lanham, Md. : University Press of America. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  67. Ehrman, Bart D. (1 de janeiro de 2008). Whose Word is It?: The Story Behind who Changed the New Testament and why (em inglês). [S.l.]: A&C Black. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  68. «A história de uma interpolação — 1 João 5:7, 8 — BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia». wol.jw.org. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  69. «A Falsa Referência à Trindade Adicionada em 1 João 5:7-8». A Igreja de Deus Unida. 22 de julho de 2011. Consultado em 9 de outubro de 2025 
  70. Tabor, James (4 de outubro de 2025). «The "Strange" Ending of the Gospel of Mark and Why It Makes All the Difference». Biblical Archaeology Society (em inglês). Consultado em 9 de outubro de 2025. Cópia arquivada em 28 de setembro de 2025 

Ligações externas

[editar | editar código]