Villa de Magêncio

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Sepúlcro de Rómulo, filho de Magêncio, e pórtico para o Circo de Magêncio.

A Villa de Magêncio foi a residência imperial do auto-proclamado imperador romano Magêncio, construída na terceira milha da Via Ápia. Nela constavam um circo para espectáculos privados para o imperador e seus conhecidos, e um mausoléu para o filho, Valerius Romulus, entretanto defunto com apenas 14 anos, em 309.

A propriedade parece ter pretencido à família dos Annii, até ser apropriado pelo património imperial. Ao passo que os Annii apenas dispunham de construções de uso comum e variado (pequenos burgos rústicos, templos e sepúlcros), Magêncio projectou um complexo que exemplificava a sacramentalidade imperial.

Atemorizado pela pressão do imperador Constantino I, deixou os palácios do Palatino para se refugiar nesta propriedade. Depois da sua morte, a propriedade terá passado provavelmente para as mãos de Constantino. Mais tarde, tornou-se propriedade da Igreja de São Sebastião, depois dos condes Tuscolani, dos Cenci e dos Torlonia, até que a área monumental passou para a comuna de Roma que a incorporou no Parque Arqueológico da Ápia Antiga.