X-ray Multi-Mirror

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Gnome globe current event.svg
Este artigo ou seção é sobre uma missão espacial atualmente em curso. A informação apresentada pode mudar com frequência. Não adicione especulações, nem texto sem referência a fontes confiáveis. (data da marcação: 24 de maio de 2019; editado pela última vez em 20 de maio de 2019) CELstart-rocket.png
X-Ray Multi Mirror
Modelo da nave espacial X-ray Multi Mirror
Propriedades
Massa 3800 kg


O X-ray Multi-Mirror Newton (XMM-Newton) é um satélite de observação de fontes astrofísicas de raios X. Lançado em 10 de Dezembro de 1999 por um foguete Ariane 5 desde a base de Kourou, na Guiana Francesa, o XMM-Newton é o maior satélite científico da Agência Espacial Européia - ESA.

Muitos corpos celestes geram raios-X em processos extremamente violentos, como estrelas e núcleos ativos de galáxias, ou via processos tipo reflexão, como cometas e planetas. Mas a observação de tais fótons demanda a colocação dos detectores distante da Terra, uma vez que são destruídos por efeito fotoelétrico pela atmosfera terrestre. O satélite XMM-Newton tem uma órbita elíptica em torno da Terra, com sua distância variando de 20 mil km a 120 mil km.

A sonda[editar | editar código-fonte]

O nome da sonda foi anunciado em 9 de Fevereiro de 2000; pelo antigo diretor da ESA, o Professor Roger Bonnet. Ele explicou:

"Nós escolhemos este nome porque o senhor Isaac Newton foi quem inventou o espectroscópio e XMM é uma missão que utiliza espectroscópios. O nome de Newton está associado a queda de uma maçã, que é o símbolo da gravidade e com a sonda XMM, eu espero que nós possamos encontrar um grande número de candidatos a buracos negros, na qual está associada com a teoria da gravidade".

A sonda XMM-Newton transporta três telescópios de raios X que alimentam cinco câmeras e um telescópio de observação do céu no óptico ou em ultravioleta.

Cada telescópio de raios X tem aproximadamente 500 kg e contêm 58 espelhos concêntricos de alta precisão, que dão ao satélite a capacidade de observar até o equivalente ao tamanho aparente da Lua (ou do Sol) no céu. Estes conjuntos de espelhos permitem a sonda XMM-Newton detectar milhões de fontes.

A sonda XMM também é tecnicamente denominada de High Throughput X-ray Spectroscopy. Foi colocada em uma órbita bastante excêntrica de 40º, com período de orbitação de 48 horas. O seu apogeu é algo em torno de 120.000 km da Terra e o seu perigeu é de apenas 20.000 km.

O satélite tem uma massa de 3.800 kg, tem 10 metros de comprimento e 16 metros de largura, medindo com os painéis solares abertos. Ele transporta três telescópios de raio-X um ao lado do outro, desenvolvidos pela Media Lario da Itália, cada um contém 58 espelhos concêntricos. O telescópio pode cobrir uma faixa de energia que vai de 0,1 keV a 12 keV.

Outros instrumentos a bordo da sonda eram três câmeras imageadoras de fótons, dois espectrômetros de reflexão e um monitor óptico de 30 cm da Ritchey-Chretien.

A missão, inicialmente prevista para dois anos de operação, completará 20 anos no final de 2019 e tem previsão atual de ser continuada até 2022. O seu gerenciamento é conduzido pela VILSPA, situada em Villafranca, na Espanha e as informações são processadas e guardadas no XMM-Newton Survey Science Center da Universidade de Leicester, Inglaterra.

A sonda XMM-Newton observou o cometa 9P/Tempel 1 durante o impacto ocasionado pela sonda Deep Impact.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]