Feijão-de-rola: diferenças entre revisões

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O '''feijão-de-rola''' (''Macroptilium lathyroides'') é uma [[Liana|trepadeira]] anual que chega a medir até 1 metro, da família das [[leguminosas]], subfamília papilionoídea. Tal espécie possui [[flor]]es vermelho-violáceas ou azul-violáceas, nativa das [[Guiana]]s, [[Brasil]] e [[Paraguai]], cultivada como forragem e adubo verde. Também é conhecida pelo nome de '''feijão-de-pombinha'''.
O '''feijão-de-rola''' (''Macroptilium lathyroides'') é uma [[Liana|trepadeira]] anual que chega a medir até 1 metro, da família das [[leguminosas]], subfamília papilionoídea. Pode adquirir hábito de enrolamento e dessa maneira atingir até 1,5m de altura.<ref name=":0">SOUSA, L. M. Estudo fitoquímico de Macroptilium lathyroides (L.) Urb (FABACEAE). 2011. 111 f. Dissertação (Mestrado em Química) - Centro de Ciências, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2011. Disponível em <http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/14185> Acessado em 22 de janeiro de 2020.</ref> Tal espécie possui [[flor]]es vermelho-violáceas ou azul-violáceas, cultivada como forragem e adubo verde.

Também é conhecida pelo nome de '''feijão-de-pombinha''' e '''feijão do campo''' no Brasil, e pelos nomes de '''frijol de monte''' na Venezuela, '''frijol de los arrozales''' na Colombia, '''Murray phasey bean''' na Austrália e '''wild pea bean''' no Havaí.<ref name=":1">{{Citar periódico|ultimo=Ramos|primeiro=Luiz Antônio|ultimo2=Cavalheiro|primeiro2=Carla Cristina Schmitt|ultimo3=Cavalheiro|primeiro3=Éder Tadeu Gomes|data=2006-03-31|titulo=Determinação de nitrito em águas utilizando extrato de flores|url=http://dx.doi.org/10.1590/s0100-40422006000500037|jornal=Química Nova|volume=29|numero=5|paginas=1114–1120|doi=10.1590/s0100-40422006000500037|issn=0100-4042|acessodata=2020-01-22}}</ref>

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Ela tem alta capacidade de fixação de nitrogênio, e portanto pode ser utilizada como fertilizante verde, mas também pode invadir áreas de cultivo comercial, devido a sua capacidade de adaptação e ciclo de vida curto. No Brasil, já foi encontrado em regiões de plantio de soja e de algodão no Mato Grosso do Sul, e é sensível ao agrotóxico [[glifosato]].<ref>{{Citar periódico|ultimo=Concenço|primeiro=Germani|ultimo2=Andres|primeiro2=André|ultimo3=Galon|primeiro3=Leandro|ultimo4=Pontes|primeiro4=Cristiano Silva|ultimo5=Correia|primeiro5=Vinicius Talhari|data=2012|titulo=Controle de Macroptilium lathyroides com herbicidas aplicados em pré e pós-emergência|url=http://dx.doi.org/10.7824/rbh.v11i1.144|jornal=Revista Brasileira de Herbicidas|volume=11|numero=1|paginas=11|doi=10.7824/rbh.v11i1.144|issn=2236-1065|acessodata=}}</ref> Suas folhas e raízes possuem substâncias citotóxicas e genotóxicas para alface, o que ajuda a explicar sua capacidade de competir com outras espécies vegetais.<ref name=":2" />

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Revisão das 17h35min de 22 de janeiro de 2020

Como ler uma infocaixa de taxonomiaFeijão-de-rola

Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Subclasse: Rosidae
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Subfamília: Faboideae
Tribo: Phaseoleae
Subtribo: Phaseolinae
Género: Macroptilium
Espécie: M. lathyroides
Nome binomial
Macroptilium lathyroides

O feijão-de-rola (Macroptilium lathyroides) é uma trepadeira anual que chega a medir até 1 metro, da família das leguminosas, subfamília papilionoídea. Pode adquirir hábito de enrolamento e dessa maneira atingir até 1,5m de altura.[1] Tal espécie possui flores vermelho-violáceas ou azul-violáceas, cultivada como forragem e adubo verde.

Também é conhecida pelo nome de feijão-de-pombinha e feijão do campo no Brasil, e pelos nomes de frijol de monte na Venezuela, frijol de los arrozales na Colombia, Murray phasey bean na Austrália e wild pea bean no Havaí.[2]

A espécie é originária da região tropical da América do Sul,[3] mas pode ser encontrada na América Central e até o sul dos Estados Unidos,[2] onde já se espalhou pelo estado da Flórida.[4] Também já foi introduzida na Índia, Austrália e África.[3]

Suas folhas, como de outras leguminosas, apresenta movimentos mediados pelo turgor em resposta aos raios do sol, algo chamado heliotropismo. Isso permite que a planta realize maior quantidade de fotossíntese, com maior ganho de carbono, além de uma maior eficiência no uso da água e maior controle sobre a temperatura da folha e perda de água pela transpiração. Em ensaios de estresse hídrico, observou-se que quanto maior a perda de água pela transpiração, menor a quantidade de água nas folhas e, assim, maior a temperatura foliar.[5]

Ela tem alta capacidade de fixação de nitrogênio, e portanto pode ser utilizada como fertilizante verde, mas também pode invadir áreas de cultivo comercial, devido a sua capacidade de adaptação e ciclo de vida curto. No Brasil, já foi encontrado em regiões de plantio de soja e de algodão no Mato Grosso do Sul, e é sensível ao agrotóxico glifosato.[6] Suas folhas e raízes possuem substâncias citotóxicas e genotóxicas para alface, o que ajuda a explicar sua capacidade de competir com outras espécies vegetais.[3]

Pode ser utilizado para aumentar a qualidade nutricional da forragem, e por sua adaptabilidade, é uma boa alternativa em situações de escassez hídrica.[5]

O extrato de suas flores possui antocianina[1] e tem coloração roxa, mas muda para o vermelho com a adição de HCl, e pode ser utilizado em aulas de química sobre espectofotometria.[2]

Ícone de esboço Este artigo sobre leguminosas (família Fabaceae), integrado no Projeto Plantas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
  1. a b SOUSA, L. M. Estudo fitoquímico de Macroptilium lathyroides (L.) Urb (FABACEAE). 2011. 111 f. Dissertação (Mestrado em Química) - Centro de Ciências, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2011. Disponível em <http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/14185> Acessado em 22 de janeiro de 2020.
  2. a b c Ramos, Luiz Antônio; Cavalheiro, Carla Cristina Schmitt; Cavalheiro, Éder Tadeu Gomes (31 de março de 2006). «Determinação de nitrito em águas utilizando extrato de flores». Química Nova. 29 (5): 1114–1120. ISSN 0100-4042. doi:10.1590/s0100-40422006000500037. Consultado em 22 de janeiro de 2020 
  3. a b c SILVA, M.S.A.; YAMASHITA, O.M.; ROSSI, A.A.B.; CONCENÇO, G.; CARVALHO, M.A.C.; FELITO, R.A. (10 de julho de 2018). «Cytotoxic and Genotoxic Effects of Macroptilium lathyroides». Planta Daninha. 36 (0). ISSN 1806-9681. doi:10.1590/s0100-83582018360100043. Consultado em 22 de janeiro de 2020 
  4. «Macroptilium lathyroides – UF/IFAS Center for Aquatic and Invasive Plants». plants.ifas.ufl.edu. 2014. Consultado em 22 de janeiro de 2020 
  5. a b Silva, E. A. da; Sobreira, A. M.; Silva, W. O. da; Silva, J. R. da; Antonio, R. P.; Simoes, W. L.; Silveira, L. M. da (2017). «Resposta fisiológica de Macroptilium lathyroides Submetido a deficit hídrico.». JORNADA DE INTEGRAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO DA EMBRAPA SEMIÁRIDO, 2., 2017, Petrolina. Anais... Petrolina: Embrapa Semiárido, 2017. Consultado em 22 de janeiro de 2020 
  6. Concenço, Germani; Andres, André; Galon, Leandro; Pontes, Cristiano Silva; Correia, Vinicius Talhari (2012). «Controle de Macroptilium lathyroides com herbicidas aplicados em pré e pós-emergência». Revista Brasileira de Herbicidas. 11 (1). 11 páginas. ISSN 2236-1065. doi:10.7824/rbh.v11i1.144