Índice de massa corporal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde agosto de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Um gráfico sobre o IMC é mostrado acima. As linhas tracejadas representam subdivisões dentro das classes principais, por exemplo, a magreza é dividida em "severa", "moderada" e "leve".
Baseado em dados da World Health Organization disponíveis aqui.

O índice de massa corporal (IMC) é uma medida internacional usada para calcular se uma pessoa está no peso ideal.

Ele foi desenvolvido pelo polímata Lambert Quételet no fim do século XIX. Trata-se de um método fácil e rápido para a avaliação do nível de gordura de cada pessoa, ou seja, é um preditor internacional de obesidade adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Cálculo[editar | editar código-fonte]

O IMC é determinado pela divisão da massa do indivíduo pelo quadrado de sua altura, em que a massa está em quilogramas e a altura em metros.

\mbox{IMC} = \frac{\mbox{massa}}{(\mbox{altura} \cdot \mbox{altura})}

Exemplo de IMC[editar | editar código-fonte]

Para uma pessoa com 88 quilogramas de massa e 1,89 metros de altura, teremos:

\mbox{IMC} = \frac{88\;\mbox{kg}}{1,\!89\;\mbox{m} \cdot 1,\!89\;\mbox{m}} = 24,\!63\;\mbox{kg}/\mbox{m}^2

Classificação[editar | editar código-fonte]

O resultado é comparado com uma tabela que indica o grau de obesidade do indivíduo:[1]

IMC Classificação
< 16 Magreza grave
16 a < 17 Magreza moderada
17 a < 18,5 Magreza leve
18,5 a < 25 Saudável
25 a < 30 Sobrepeso
30 a < 35 Obesidade Grau I
35 a < 40 Obesidade Grau II (severa)
≥ 40 Obesidade Grau III (mórbida)

Índice ideal[editar | editar código-fonte]

Um IMC entre 20 e 22 indica a quantidade ideal, saudável de gordura corporal, o que está associado com maior tempo de vida e menor incidência de doenças graves. Coincidentemente, essa relação é o que muitas pessoas consideram ser «o mais esteticamente atraente».[2] Entretanto, é importante ressaltar que um índice entre 22 e 25 também é considerado um intervalo bastante aceitável, pois está igualmente associado à boa saúde.[2]

IMC em Crianças e Adolescentes[editar | editar código-fonte]

As crianças naturalmente começam a vida com um alto índice de gordura corpórea, mas vão ficando mais magras conforme envelhecem. Além disso, também há diferenças entre a composição corporal de meninos e meninas. E foi para poder levar todas essas diferenças em consideração que os cientistas criaram um IMC especialmente para as crianças, chamado de IMC por idade. Os médicos e demais profissionais nutricionistas usam um conjunto de gráficos de crescimento para seguir o desenvolvimento de crianças e jovens adultos dos dois aos 20 anos de idade. O IMC por idade utiliza a altura, peso e idade de uma criança para determinar quanta gordura corporal ele ou ela tem e compara os resultados com os de outras crianças da mesma idade e gênero. Ele pode ajudar a prever se as crianças terão risco de ficar acima do peso quando estiverem mais velhas. Cada gráfico contém um conjunto de curvas que indica o percentil da criança. Por exemplo, se um garoto de 15 anos de idade está no percentil 75, isso significa que 75% dos garotos da mesma idade têm um IMC mais baixo. Ele tem o peso normal e, embora seu IMC mude durante seu crescimento, ele pode se manter nas proximidades do mesmo percentil e permanecer com um peso normal. A faixa de IMC normal pode ficar mais alta para as meninas conforme elas vão amadurecendo, já que as adolescentes normalmente têm mais gordura corporal do que os adolescentes. Um garoto e uma garota da mesma idade podem ter o mesmo IMC, mas a garota pode estar no peso normal enquanto o garoto pode estar correndo risco de ficar acima do peso. Os médicos dizem ser mais importante acompanhar o IMC das crianças ao longo do tempo do que olhar um número individual, pois elas podem passar por estirões de crescimento.

Limitações do IMC[editar | editar código-fonte]

Há alguns problemas em usar o IMC para determinar se uma pessoa está acima do peso. Por exemplo, pessoas musculosas podem ter um Índice de Massa Corporal alto e não serem gordas. O IMC também não é aplicável para crianças, sendo que precisa de gráficos específicos. Além disso, não é aplicável para idosos, para os quais se aplica classificação diferenciada. O IMC é o valor de massa corporea, que as diferenças raciais e étnicas têm sobre o Índice de Massa Corporal. Por exemplo, um grupo de assessoramento à Organização Mundial de Saúde concluiu que pessoas de origem asiática poderiam ser consideradas acima do peso com um IMC de apenas 25.

Método mais preciso[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 2013, foi anunciado que Nick Trefethen, professor de Análise Numérica na Universidade de Oxford, propôs uma nova fórmula para cálculo de IMC. Basicamente, sua fórmula propõe trocar o expoente 2 por 2,5, e introduzir um fator “k” para manter a média dos resultados próxima à média do método anterior. O valor que ele atribuiu a k foi 1,3. Assim, a nova fórmula fica

IMC = 1,3 x m / h^2,5

Cerca de 11 anos antes, em 2002, o brasileiro Hindemburg Melão Jr. publicou o primeiro artigo propondo uma fórmula melhor, mas na época a descoberta não recebeu nenhuma atenção, e assim continua até hoje. O texto original encontra-se disponível no sítio de Sigma Society. Em 2008, o artigo foi ampliado e transformado num livro, que foi publicado em 2009 (ISBN=9788561306182) e encontra-se disponível para download em http://www.saturnov.com/artigos/269-quatro-antecipacoes-por-enquanto

De acordo com Hindemburg, a fórmula mais adequada para humanos que vivem na superfície da Terra ou em algum ambiente em que fiquem sujeitos a uma força gravitacional próxima a 9,8 m*s^-2 é

IMC = 1,72 x m / h^3,06

Ao longo do livro, na página 54 (cerca de metade do livro), o autor chega à mesma fórmula proposta em 2013 pelo matemático britânico (IMC = k x m / h^2,5), com a diferença que o brasileiro vai mais além e mostra que esta também não é a mais correta, e justifica porque o expoente precisa ser semelhante a 3, em vez de 2,5. Basicamente, o expoente 2,5 é deduzido com base em fatos geométricos, exclusivamente, sem levar em consideração fatos físicos relacionados à Engenharia de Estruturas, mais precisamente à resistência dos materiais.

Referências

  1. BMI Classification (em inglês). World Health Organization (WHO/OMS). Página visitada em 02 de Julho de 2013.
  2. a b Michael Strober & Meg Schneider. Just a Little Too Thin: How to Pull Your Child Back from the Brink of an Eating Disorder. [S.l.]: Da Capo Press, 2009. 256 p. ISBN: 9780786735723