Alexandre (taxiarca)

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Alexandre
Nacionalidade Império Bizantino
Ocupação Oficial militar
Principais trabalhos
Título
Religião Catolicismo

Alexandre foi um oficial militar bizantino, ativo no reinado de Maurício I (r. 582–602). É denominado um taxiarca (em grego: ταξίαρχος; transl.: taxiarches) nos registros de Teofilacto Simocata. É conhecido por sua participação nas campanhas contra os eslavos meridionais.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Alexandre é denominado um taxiarca nos registros de Teofilacto Simocata. Isto pode ser uma tentativa de traduzir o título latino. Ele improvavelmente serviu como um mestre dos soldados (magister militum), sendo sempre mencionado servindo sob outros comandantes. Pode ter sido um comes rei militaris ou um duque. Em ambos os casos, Alexandre estava estacionado na Trácia.[1]

É mencionado pela primeira vez em 593, servindo sob Prisco. Alexandre estava naquele tempo com a tarefa de liderar um grupo de reconhecimento.[1] Ele e seus homens cruzaram o rio Helibácio (rio Ialomiţa) em procura de um grupo de invasores eslavos. Os invasores tentaram escapar através dos pântanos locais, desorientando os bizantinos. Alexandre tentou incendiar os bosques que cobriam os rebeldes, porém falhou, pois o material estava muito molhado para pegar fogo. Neste ponto, um dos invasores desertou para o lado de Alexandre. Foi um gépida que brevemente juntou-se aos eslavos, mas aparentemente não estava comprometido com a causa deles. Ele levou Alexandre para o esconderijo de seus antigos aliados e os eslavos foram facilmente derrotados.[2]

Alexandre retornou para o acampamento de Prisco com cativos e valiosa informação.[1] Os invasores eram espiões empregados por Musócio. O último tinha sido informado da derrota de Ardagasto e já havia reagido. Prisco e o desertor começaram a trabalhar em uma armadilha para capturar Musócio e suas forças;[2] no referido plano, Alexandre liderou uma força avançada.[1] Tarde uma noite, Alexandre e duzentos soldados conseguiram tomar posições próximos das margens do rio Paspírio. Eles passaram desapercebidos e colocaram-se em emboscada. Na noite seguinte, eles atacaram os barqueiros de Musócio, que estava bebendo e dormindo naquele momento. Eles foram facilmente abatidos. Alexandre capturou a frota inteira dos eslavos. Os barcos foram usados para transportar Prisco e a força principal do exército, estimado em 3000 homens. Sob a cobertura da noite, a força inteira atacou o acampamento eslavo. Musócio foi capturado vivo, enquanto muitos dos seus homens foram mortos.[2]

Em 594, Alexandre serviu sob o curopalata Pedro.[1] Alexandre liderou uma força de 1000 cavaleiros contra 600 eslavos. Os inimigos haviam recentemente saqueado um número de cidades na Mésia e foram abrandados pela necessidade de transportam os despojos deles. Os eslavos reagiram rapidamente à aproximação de Alexandre. Eles primeiro executaram todos os prisioneiros homens da Mésia que eram capazes de usar armas. Então usaram seus vagões como barricadas, colocando as cativas femininas e as crianças no meio. Os próprios guerreiros "estavam nas carroças, brandindo seus dardos". Os cavaleiros bizantinos não poderiam aproximar-se de seus inimigos sem expor seus cavalos aos perigo. Então Alexandre ordenou-os para desmontar e lutar como infantaria. A batalha foi decidida quando um soldado bizantino de nome desconhecido conseguiu capturar um dos vagões. A defesa dos eslavos colapsou, que tomaram o tempo para primeiro matar o resto dos cativos deles. Foram então mortos pelos bizantinos.[3] Após esta vitória, não há mais menções à Alexandre.[1]

Referências

  1. a b c d e f g Martindale 1992, p. 45-46
  2. a b c Bury 1923, p. 129-130
  3. Bury 1923, p. 131-132

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bury, John Begnell. History of the Later Roman Empire: From Arcadius to Irene (395 A.D. to 800 A.D.). Nova Iorque e Londres: Macmillan & Company Limited, 1923.