Alvarenga & Ranchinho

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Alvarenga & Ranchinho
Informação geral
País Brasil
Gênero(s) Caipira
Período em atividade 1929-1978
Gravadora(s) Odeon
Integrantes Murilo Alvarenga e Homero de Souza Campos
Ex-integrantes Diésis dos Anjos Gaia e Delamare de Abreu

Alvarenga & Ranchinho foi uma popular dupla sertaneja brasileira, formada em 1929 por Murilo Alvarenga (Itaúna, Minas Gerais, 22 de maio de 1911 - 18 de janeiro de 1978) e Diésis dos Anjos Gaia (Jacareí, São Paulo, 23 de maio de 1912 - 6 de julho de 1991).

Biografia[editar | editar código-fonte]

A dupla sertaneja começou a carreira em apresentações em circos no interior de São Paulo no final da década de 1920. Em 1934, eles foram contratados pelo maestro Breno Rossi para cantar na Rádio São Paulo e, dois anos depois, mudaram-se para o Rio de Janeiro, onde gravaram o primeiro compacto, em 1936, com a música "Itália e Abissínia" uma sátira sobre o conflito entre esses países. Trabalharam durante dez anos no Cassino da Urca, onde aprimoraram o talento para a sátira política, uma das principais características do duo Alvarenga e Ranchinho. Por causa das sátiras, participaram de dezenas de campanhas eleitorais e também acabaram presos diversas vezes. A dupla participou do primeiro filme falado feito em São Paulo, Fazendo Fita, em 1935, levada por Ariowaldo Pires, o Capitão Furtado. Fizeram participações em mais de 30 filmes.[1]

Em 1939, Alvarenga e Ranchinho fizeram uma turnê pelo Rio Grande Sul. Nesse mesmo ano, passaram a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga, onde receberam o título de "Os Milionários do Riso", graças aos cada vez mais bem sucedidos esquetes cômicos. 

A dupla original se desfez em 1965, quando Diésis do Anjos Gaia abandonou em definitivo a dupla. Sendo substituido por Delamare de Abreu e depois por Homero de Souza Campos. Na década de 1970, se apresentaram principalmente em cidades do interior. Em 1973, a gravadora RCA lançou "Os Milionários do Riso", um LP ao vivo. Com falecimento de Avarenga encerrou-se a dupla.[1]

São os autores da canção Êh... São Paulo[2] .

Informações adicionais[editar | editar código-fonte]

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É preciso lembrar que o Alvarenga foi apenas um e que, no entanto, por força das circunstâncias, acabou fazendo dupla com "3 Ranchinhos".

O "primeiro Ranchinho", portanto, foi Diésis dos Anjos Gaia[3] , que cantou com Alvarenga de 1933 a 1938, retornando no ano seguinte e que, após outros sumiços, abandonou a dupla em 1965.

O "segundo Ranchinho" foi Delamare de Abreu[4] (nascido em São Paulo-SP no dia 28/10/1920), irmão de Murilo Alvarenga por parte de mãe, e que fez dupla com ele por dois meses na década de 50. Delamare mais tarde deixou o palco e passou a ser Pastor Protestante.

E o "terceiro Ranchinho", que foi quem ficou mais tempo ao lado de Murilo, foi Homero de Souza Campos (1930-1997), conhecido também como Ranchinho da Viola e como "Ranchinho II" (apesar de ter sido o "terceiro"). Homero cantou com Murilo Alvarenga de 1965 até o seu falecimento em 1978.

O Ranchinho da Viola foi o mesmo Homero que também integrou o Trio Mineiro[5] , juntamente com Bolinha[6] e Cosmorama e que chegou a gravar 12 discos de 78 RPM. E, com Alvarenga, Homero gravou 15 discos, entre 78 RPM e LPs.

Lista das Músicas[editar | editar código-fonte]

A arte de namorá

A canção do condutor (Alvarenga e Felisberto Martins)

A filha do motorneiro

A inca do Peru

A marchinha do Pelé

A moda da guerra

A muié e a carne

A mulé e o relógio

A mulher e os Estados

A noite de Natal (Newton Teixeira e Alvarenga)

Abaixa o chope (Alvarenga e Grande Otelo)

ABC do violeiro

Ademar rendeiro (Alvarenga)

Adivinhão

Ai que rico (Alvarenga e Chiquinho Sales)

Amor gramaticar

Anedota de Bocage

Aquela flor

Araguari (Alvarenga e Zequinha Torres)

As mulheres e os escritores

As três festas

Audácia do Bofel (c/ Geraldo Serafim)

Baião de Ingá

Bandeira paulista

Bebê

Bota a cana pra moê

Briga de velhos

Brinco, brinco

Cabocla minha cabocla (Alvarenga)

Cabocla satisfeita (Alvarenga)

Caboclo forgazão

Canção do pescador

Canta sabiá

Casa destelhada

Casa minha gente

Casamenteiro

Casinha de paia

Cavalinho de estimação

Cheiro bom

Chora morena (Rui M. de Carvalho e Alvarenga)

Com mulher quero sossego

Como vai o velho

Conferência sobre o casamento

Conversa das coisas

Coquetel de anúncios (Alvarenga e Paulo Queiroz)

Cordão japonês

Corrida dos bichos

Cumpadre como é que tá tú

Dança do chegadinho

Desafio de pergunta (Alvarenga e Chiquinho Sales)

Desafio de valente

Dói, dói (Alvarenga)

Dona feia

É...São Paulo

Essa porca é minha (Alvarenga e Chiquinho Sales)

Eu sou casado em casa (c/ Cadete)

Fado da loucura

Fazenda da saudade

Festa de aniversário

Festa de São João

Fla-Flu

Fogo no canaviar

Garrote Aimoré (Alvarenga e Ariovaldo Pires)

Glu glu glu (Alvarenga e Xerém)

Guaratinguetá

História de um palhaço (Alvarenga)

Homem pesado (Alvarenga e Chiquinho Sales)

Inauguração de bonde

Isabel

Jangadeiro

Japonezinha

Joá (c/ Geraldo Serafim)

Jogo da douradinha

Lá na minha terra

Liga dos bichos (c/ Ariovaldo Pires)

Malvada minha (c/ Laurindo de Almeida)

Manolita

Maria das Dores

Mariazinha (Alvarenga)

Maricota

Marvina

Massaranduva

Mau-olhado

Maus caminhos (c/ Geraldo Serafim)

Meu boi morreu (Alvarenga e Grande Othelo)

Meu macho tordio

Meu perdigueiro

Meu presente

Mexicana

Mister Eco (Bill Putman e Alvarenga)

Moda do amor

Moda do casamento (Alvarenga e Chiquinho Sales)

Moda dos dotô (Alvarenga e Chiquinho Sales)

Moda dos livros

Moda dos objetos (c/ Chiquinho Sales)

Moda dos papos

Moda dos provérbios

Moda dos ventos

Morena dengosa

Muié que eu queria

Namoração

Não me conte

O baião encheu

O mundo daqui a cem anos

Oh boy, Oh boy

Olha a cara dele (c/ Zamba)

Olha a chuva (Peterpan e Alvarenga)

Palhaço (c/ Geraldo Serafim)

Parque Santa Terezinha (Alvarenga)

Passarinho voou

Peão apaixonado

Piu...piu (c/ Zózimo Ferreira)

Pra se amá uma muié

Profecia caipira

Pulquinha da vovó (Alvarenga)

Quem será o homem (Alvarenga e Chiquinho Sales)

Rato guloso

Rimando nome

Ritinha da Conceição

Saia comprida (Alvarenga)

Salada política

Sapateia

Sempre no meu coração

Serenata trágica

Seu dotor

Sol de minha vida

Sonhador

Suspira meu coração

Tá ...tá...tá

Tem macuco no imborná (B. Guedes e Alvarenga)

Tempo de eleição

Tenório (Alvarenga)

Torpedeamento

Três a zero (Alvarenga e Paulo Barbosa)

Triste São João (Alvarenga)

Tudo tá subindo

Uma noite na Urca

Valsa das flores

Valsa das palmas

Valsa do assobio

Valsa dos caufatons

Vamos arrastá o pé (Alvarenga e Chiquinho Sales)

Vamos dançar moçada (Zequinha de Abreu e Alvarenga)

Viagem de trem (Alvarenga e Zequinha Torres)

Vila de manda saia

Vila esperança

Viola de pinho

Você enche

Volta (com Geraldo Serafim)

Vou comprar uma casinha


Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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