Apoditério

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apoditério árabe, Girona-Espanha, século XIII.

O apoditério (em latim apodyterium) era, nas termas romanas, a entrada principal, constituída por um quarto comprido ou largo, dotado de compartimentos ou estantes, nos quais os cidadãos guardavam suas roupas e pertences, enquanto tomavam seu banho.

Escravos particulares, ou funcionários das termas, chamados de capsarius, cuidavam dos pertences, enquanto os cidadãos desfrutavam dos prazeres do banho (aparentemente era comum a ação dos ladrões). Um manual escolar romano ensinava ao jovem aprendiz da nobreza que, ao entrar nos banhos, deixando para trás seu escravo no apoditério, a lembrar-se de dizer-lhe: "Não durma, por causa dos ladrões".

Homens livres ricos e suas mulheres traziam habitualmente vários escravos junto a si até o apoditério, como forma de exibir suas posições sociais. Estes escravos levavam toda uma parafernália de banho: acessórios e artigos de vestuário para banho, sandálias, toalhas de linho, e ainda óleos para unção, perfumes, esponjas, e estrígil - instrumentos de metal recurvados para raspar o excesso de óleo, suor e sujeira dos corpos.

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