Armadura de escamas

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Armadura de escama dácia esculpida na coluna de Trajano.
Fragmento de Lorica squamata.

A armadura de escamas é uma forma primitiva de armadura que consiste em várias escamas de armadura pequenas e individuais (placas) de vários tamanhos ligadas umas as outras e a um suporte de tecido ou couro em linhas sobrepostas.[1] Armaduras de escama foram vestidas por guerreiros de muitas culturas diferentes bem como seus cavalos. O material usado para fazer as escamas variou e incluía bronze, ferro, couro cru, couro, cuir bouilli, sementes, chifre, escama de pangolim e, na China Antiga, papel. As variações são primeiramente o resultado da disponibilidade do material.

Tipos[editar | editar código-fonte]

Armadura de escamas é uma armadura na qual as escamas individuais são costuradas ou atadas ao suporte por uma ou mais bordas e dispostos em linhas semelhantes às escamas de um peixe/réptil ou telhas sobrepostas.[2] Lorica squamata é uma antiga armadura romana deste tipo,[1] e gyorin kozane é o nome japonês (samurai) para este tipo de armadura de escamas.[3] Outros tipos de armaduras feitas de escamas individuais mas construídas de uma maneira diferente, tendo seus próprios nomes tais como a armadura lamelar onde as escamas individuais são perfuradas em várias ou todas as arestas e firmemente atadas umas as outras em linhas onduladas retas e não precisam ser ligadas ao suporte. Os romanos também tinham uma variante chamada lorica plumata na qual as escamas eram atadas à cota de malha.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Cavalos cobertos com armaduras de escamas são mencionados no milenar livro de poesia chinesa Clássico da Poesia.[5] Os guerreiros montados citas parecem ter usado armadura de escamas ou possivelmente lamelar, ambas evidentes de ilustrações contemporâneas e achados funerários nos Kurgans. As armaduras foram feitas de pequenas placas de ferro ou bronze; exclusivo para os citas, ca. 20% das mulheres encontradas em túmulos estavam vestidas para guerra, algumas incluindo armadura, que pode ter inspirado os contos gregos das Amazonas.[6] De acordo com a declaração de Heródoto, os antigos persas usavam túnicas com mangas de cores diversas, tendo sobre elas escamas de ferro da forma de escamas de peixe; e esta comparação não deixou dúvida de que significavam armaduras de escama, e não cotas de malha.[7]

As escamas individuais usadas para construir a armadura romana são chamadas squamae[8] ou squama.[9] Durante a época romana a armadura de escamas (lorica squamata) foi uma alternativa popular para a cota de malha (lorica hamata) uma vez que oferecia uma proteção melhor contra concussão. Foi também amplamente usada nos impérios do Oriente Médio tais como os Estados persas (impérios Parta e Sassânida) e o Império Bizantino. Nestas áreas as escamas foram comumente côncavas (isto é, com um efeito tigela de uma depressão produzida através de marteladas em uma peça plana de metal) de modo a proporcionar uma proteção extra por uma escama arredondada.

Escamas individuais japonesas (samurai) são chamadas kozane.[10] Armaduras de escamas japonesas construídas de escamas do tipo peixe (gyorin kozane) teriam sido construídas no Japão desde pelo menos o período Fujiwara (século XI). " Um tipo primitivo de cinto japonês, o laminae único de couro cozido, cortado e batido em forma de escamas de peixe."[11]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Absolon, Trevor. The Watanabe Art Musuem Samurai Armour CollectionVolume I ~ Kabuto & Mengu, Volume 1. [S.l.: s.n.], 2011. ISBN 0986761508.
  • Bishop, M. C.. Roman Military Equipment: From The Punic Wars To The Fall Of Rome. [S.l.]: Oxbow Books, Limited, 2006. ISBN 1842171593.
  • Bowie, Henry P.. On the Laws of Japanese Painting: An Introduction to the Study of the Art of Japan. Universidade de Michigan: P. Elder, 1911.
  • Field Museum of Natural History. Publication: Anthropological series. [S.l.]: Harvard University Press, 1913. vol. 13.
  • Laufer, Berthold. Notes on turquois in the East, Volume 13, Issues 1-2. [S.l.: s.n.], 1914a.
  • Laufer, Berthold. Chinese clay figures: Prolegomena on the history of defensive armor, Parte 1. [S.l.]: Field Museum of Natural History, 1914b.
  • Lippincott, J.B.. A New Latin-English School-lexicon. [S.l.: s.n.], 1861.
  • Owen, W.. A New and Complete Dictionary of Arts and Sciences. [S.l.: s.n.], 1764.