Atos de Barnabé

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São Barnabé curando os doentes.
Por Veronese, no Musée des beaux-arts de Rouen.

Atos de Barnabé é o nome de um texto pseudepígrafo que alega ser de autoria de "João Marcos", o companheiro de Paulo, escrevendo no lugar de Barnabé, o judeu cipriota que era membro da igreja antiga em Jerusalém, através de quem o recém-convertido Saulo foi recebido na comunidade apostólica. Três obras pseudepígrafas são ligadas com o nome de Barnabé: a Epístola de Barnabé, escrita entre 70 e 135 d.C., seus "Atos" e a falsificação medieval chamada de "Evangelho de Barnabé". Nenhuma delas jamais foi aceita no cânon bíblico.

Texto[editar | editar código-fonte]

A linguagem e política eclesiástica dos Atos revelam que ela foi escrita por volta do século V d.C. com o objetivo de reforçar as alegações da Igreja de Chipre sobre ter uma fundação apostólica por ser o local do túmulo de Barnabé, o que resultaria numa independência de seus bispos do Patriarca de Antioquia. Esta é uma controvérsia do século V d.C., sendo que a independência da igreja de Chipre foi declarada no Primeiro Concílio de Éfeso (431) e foi confirmada pelo imperador Zenão I em 488 d.C.

A obra foi traduzida e editada por M. R. James,[1] que até hoje é a versão padrão da obra.

História[editar | editar código-fonte]

O texto fala sobre as muitas viagens de Barnabé e Paulo pelas primeiras comunidades cristãs da Ásia Menor e em Chipre, repleta de milagres e pregações aos pagãos. O texto termina afirmando que "As viagens e o martírio do santo apóstolo Barnabé foram assim consumadas pela graça de Deus.".

Referências

  1. M. R. James. The Apocryphal New Testament (em <código de língua não-reconhecido>). Oxford: Clarendon Press, 1924.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]