Primeiro Concílio de Éfeso

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Primeiro Concílio de Éfeso
Data 22-02-43131-07-431
Aceite por Católicos e Ortodoxos
Concílio anterior I Constantinopla
Concílio seguinte Calcedónia
Convocado por Imperador Teodósio II
Presidido por Cirilo de Alexandria
Afluência 200-250
Tópicos de discussão Nestorianismo, Pelagianismo e a Theotokos
Documentos Declaração de "Theotokos"
Todos os Concílios Ecuménicos Católicos
Portal do Cristianismo

O Primeiro Concílio de Éfeso foi realizado em 431 na Igreja de Maria em Éfeso, na Ásia Menor. Foi convocado pelo imperador Teodósio II e debateu sobre os ensinamentos cristológicos e mariológicos de Nestório, patriarca de Constantinopla. Cerca de 250 bispos nele estiveram presentes. O concílio foi conduzido em uma atmosfera de confronto aquecido e recriminações, e condenou o nestorianismo como heresia, assim como o arianismo e o sabelianismo. É reconhecido como o terceiro Concílio Ecumênico pelos católicos, ortodoxos, os "velhos" católicos, e uma série de outros grupos cristãos.

História[editar | editar código-fonte]

Nestório, patriarca de Constantinopla, defendia que Cristo não seria uma pessoa única, mas que Nele haveria uma natureza humana e outra divina, distintas uma da outra e, por consequencia, negava o ensinamento tradicional que a Virgem Maria pudesse ser a "Mãe de Deus" (em grego Theotokos), portanto ela seria somente a "Mãe de Cristo" (em grego Cristokos), para restringir o seu papel como mãe apenas da natureza humana de Cristo e não da sua natureza divina. Os adversários de Nestório, liderados por São Cirilo, Patriarca de Alexandria, consideravam isto inaceitável, pois Nestório estava destruindo a união perfeita e inseparável da natureza divina e humana em Jesus Cristo e acusavam Nestório de heresia, para condená-lo, São Cirilo apelou ao papa Celestino I, o papa concordou e concedeu a Cirilo autoridade para depor Nestório e excomungá-lo. Porém, antes da intimação chegar, Nestório convenceu o imperador Teodósio II a convocar um Concílio ecumênico, para que os bispos defendessem os seus pontos de vista opostos.

Assim que foi aberto, o concílio denunciou os ensinamentos Nestório como errôneos e decretou que Jesus era uma apenas pessoa, e não duas pessoas distintas, Deus completo e homem completo, e declarou como dogma, que a Virgem Maria devia ser chamada de Theotokos, porque ela concebeu e deu à luz Deus como um homem.

Os eventos do concílio criaram um cisma importante, provocando a separação da região da Síria, formando a Igreja Assíria do Oriente.

Cânones e declarações[editar | editar código-fonte]

O Concílio de Éfeso declarou que era "ilegal para qualquer homem que apresente, ou escreva, ou componha uma Fé diferente (ἑτέραν) como rival ao estabelecido pelos santos Padres reunidos com o Espírito Santo em Niceia",[1] O cânon não especificou se isso significava o Credo Niceno, adotada pelo Primeiro Concílio de Niceia, em 325, ou como apresentado pelo Primeiro Concílio de Constantinopla em 381.

Além disso, condenou o pelagianismo. [2]

Oito cânones foram aprovados: [3]

  • Cânon 1-5 condenou Nestório e seus seguidores como hereges: "Quem não confessar que o Emanuel é Deus e que a Santa Virgem é Mãe de Deus por essa razão seja anátema!" (Cânon I)
  • Cânon 6 decretou a deposição do cargo administrativo e excomunhão para aqueles que não aceitassem os decretos do Concílio.

Notas

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • DUQUESNE, Jacques. Maria: a Verdadeira História da Mãe de Deus.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre Catolicismo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.