Gregório Palamas

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São Gregório Palamas
Ícone de São Gregório
Arcebispo de Tessalônica
Nascimento 1296 em Constantinopla, Império Bizantino (atualmente na Turquia)
Morte 14 de novembro de 1359 (63 anos) em Tessalônica, Império Bizantino (atualmente na Grécia)
Veneração por Igreja Ortodoxa
Igreja Católica
Canonização 1638, Constantinopla por Patriarca de Constantinopla Filoteu Kokkinos
Festa litúrgica Segundo domingo da Grande Quaresma na Igreja Ortodoxa
14 de novembro
Atribuições Longa barba negra; vestes de bispo, segurando um Evangelho ou um rolo; mão direita erguida abençoando
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Gregório Palamas (em grego: Γρηγόριος Παλαμάς) (12961359) foi um monge do Monte Athos, Grécia, e, posteriormente, arcebispo de Salonica, conhecido como o teólogo preeminente do Hesicasmo. Ele é venerado como santo pela Igreja Ortodoxa e alguns de seus escritos são encontrados na Filocalia. O segundo domingo da Grande Quaresma é chamado “Domingo de Gregório Palamas” na Igreja Ortodoxa em sua honra.

História[editar | editar código-fonte]

Palamas foi, a princípio, requisitado pelos seus colegas monges do Monte Athos a defendê-los das acusações de Barlaão de Seminara. Barlaão acreditava que os filósofos tinham maior conhecimento acerca de Deus do que os místicos, além de valorizar mais a educação e aprendizado do que orações meditativas (como a Oração de Jesus, muito utilizada pelos hesicastas). Dessa forma, ele acreditava que os monges de Monte Athos estariam perdendo seu tempo meditando enquanto deveriam estar estudando. Gregório dizia que os profetas tinham sim maior conhecimento acerca de Deus, uma vez que eles já O haviam visto ou ouvido.

Discorrendo acerca da questão de como é possível para humanos terem conhecimento de um transcendental e irreconhecível Deus, ele desenvolveu uma distinção entre conhecê-Lo em sua essência (em grego, ousia) de conhecê-Lo em suas energias (no grego, energeiai), apesar de obras ou atividades serem melhores traduções ao português, uma vez que evitam a conotação esotérica que a palavra energias adquiriu com o tempo. Ele sustentava a doutrina ortodoxa que é impossível conhecer Deus em Sua essência (saber quem é Deus, de facto), mas é possível conhecê-Lo em Suas energias (saber o que Deus faz e quem Ele é em relação à criação e ao homem), uma vez que é a forma pela qual Ele se revela à humanidade. Assim sendo, ele faz referências aos Padres Capadócios e outros escritores cristãos e Pais da Igreja.

Palamas ainda defende que quando Pedro, Tiago e João testemunharam a Transfiguração de Jesus no Monte Tabor, eles estavam, na verdade, vendo a luz de Deus (chamada, por isso, de Luz de Tabor) e que é possível a outros o direito a ver a mesma luz com o auxílio de certas disciplinas espirituais e meditações, ainda que não seja uma maneira mecânica ou automática.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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