Crisma

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Cerimônia de Crisma, por Rogier van der Weyden, "Tríptico dos Sete Sacramentos", Koninklijk Museum voor Schone Kunsten, Antuérpia

Segundo a doutrina da Igreja Católica a Crisma ou a Confirmação é um sacramento da Igreja Católica em que o fiel recebe através da ação do bispo uma unção com a Crisma (óleo de oliveira [1] ). Trata-se de um rito em que o ministro impõe as mãos sobre os confirmandos, invocando o Espírito Santo, e os unge com óleo de oliveira. A Crisma é um Sacramento que nos dá o Espírito Santo, imprime na nossa alma o caráter de soldados de Cristo, e nos faz perfeitos cristãos. [2] É uma confirmação do Batismo.

Iniciação[editar | editar código-fonte]

A Crisma é inseparável do Batismo. Juntamente com o Batismo e a Eucaristia por exemplo, são considerados pela Igreja Católica como sendo os "sacramentos da iniciação cristã". A imposição das mãos é reconhecida pela tradição católica como a origem do sacramento da Confirmação [3] .

Na Igreja Católica, o sacramento deve ser ministrado por um Bispo, ou por delegação especial, um padre. No Oriente, este sacramento é administrado imediatamente depois do Batismo; é seguido da participação na Eucaristia, tradição que põe em destaque a unidade dos três sacramentos da iniciação cristã. Na Igreja latina administra-se este sacramento quando se atinge a idade da razão, e normalmente se reserva sua celebração ao Bispo, significando assim que este sacramento corrobora o vínculo eclesial [4]

Efeitos[editar | editar código-fonte]

A Igreja afirma que a celebração deste sacramento resulta a efusão especial do Espírito Santo, como outorgado antigamente aos apóstolos por ocasião do Pentecostes, o aprofundamento e crescimento da graça batismal e do sentido da filiação divina, une o crismando mais solidamente a Cristo, aumenta os dons do Espírito Santo, torna mais perfeita a sua vinculação com a Igreja e concede uma especial graça para testemunhar a . A doutrina sobre este sacramento afirma que ele imprime "caráter", como que se deixasse na alma um selo ou marca indelével que vincula o crismando como se fosse uma "propriedade" de Cristo.

Referências

  1. Catecismo de São Pio X: 579
  2. Catecismo de São Pio X: 575
  3. Os católicos utilizam os versos de Ezequiel 36:25-27 e Hebreus 6:2 para confirmar essa arfimação.
  4. Igreja Católica. Catecismo da Igreja Católica - Crisma.
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