Atanásio de Alexandria

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Santo Atanásio de Alexandria
Ícone de Santo Atanásio
Patriarca de Alexandria, Confessor,
Padre grego e Doutor da Igreja
Nascimento 295 em Alexandria, no Egito
Morte 2 de maio de 373 (78 anos) em Alexandria, no Egito
Veneração por Praticamente todas as confissões cristãs
Principal templo Catedral Ortodoxa Copta de São Marcos no Cairo, Egito
Igreja de São Zacarias, Veneza, Itália
Festa litúrgica 15 de maio (7 Pashons, 89 A.M. na Igreja Ortodoxa Copta)
2 de Maio (Cristianismo ocidental)
18 de janeiro (Igreja Ortodoxa Oriental)
Atribuições Bispo discutindo com um pagão; Bispo segurando um livro aberto; Bispo pisoteando um herético derrotado
Gloriole.svg Portal dos Santos

Atanásio de Alexandria (Alexandria, ca. 295 — Alexandria, 2 de maio de 373), bispo de Alexandria, considerado santo pela Igreja Ortodoxa e Igreja Católica (esta última reverencia-o também como um dos seus trinta e três Doutores da Igreja) e ainda um dos mais prolíficos Padres gregos.

Num documento de 367 ele fez uma lista de 27 livros, que são os livros do Novo Testamento, justamente para tirar as dúvidas com relação aos deuterocanônicos do Novo Testamento: a epístola aos Hebreus, II Epístola de Pedro, Apocalipse, epístola de Tiago, II e III João e a epístola de Judas.

Foi um dos defensores do ascetismo cristão, tendo inaugurado o género literário da hagiografia, com a Vida de Santo Antão do Deserto, escrita primeiramente em grego e logo traduzida para latim, tendo-se difundido com grande rapidez pelo Ocidente do Império Romano. Este género baseava-se nas Vitæ de autores romanos pagãos (v. g., as Vidas dos Doze Césares, de Suetónio); porém, o que Atanásio procura fazer é tornar as Vitæ um modelo a ser seguido por todo o rebanho cristão, e é nesse sentido que é visto como criador do género; o que relata não tem que ser necessariamente verdadeiro, antes deve infundir no crente cristão a vontade de cultivar esse mesmo modelo de vida.

Santíssima Trindade[editar | editar código-fonte]

Do ponto de vista doutrinal, foi perseguido e exilado devido às acesas discussões que manteve contra partidários do arianismo; para além disso, defendeu a consubstancialidade das Três Pessoas Divinas na Santíssima Trindade, tal como definido pelo Primeiro Concílio de Niceia, em 325, no Credo Niceno.

Maria no Cristianismo[editar | editar código-fonte]

O "Verbo gerado pelo Pai, nas alturas, de modo inefável, inexplicável, incompreensivelmente e eternamente, foi Ele que nasceu no tempo aqui em baixo, da Virgem Maria, a Mãe de Deus".

Em seu livro sobre A encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, Santo Atanásio usa oito vezes a palavra theotokos - Mãe de Deus - para designar a Virgem Maria.

Primado do Papa[editar | editar código-fonte]

Santo Atanásio apelou a Roma contra a decisão do Concílio de Tiro (335) que o destituíra de sua diocese. O papa Júlio I anulou as decisões desse Concílio, restituindo às suas sés episcopais tanto Santo Atanásio como Marcelo de Ancira.

O papa Júlio I escreveu então:

"Se eles [Atanásio e Marcelo] realmente agiram mal, como dizem, o juízo deveria ter sido realizado de acordo com os cânones eclesiásticos, e não dessa maneira… Não sabe que o costume é que primeiro nos dirijam cartas a Nós (plural majestático) e depois procedam conforme se defina então?" (Atanásio, "Apologia", 35).

Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

O Credo Quicumque de Santo Atanásio diz: "Esta é a fé católica e quem não crer nela fiel e firmemente não poderá salvar-se" (Denzinger, 39).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Atanásio de Alexandria
(328 - 339 / 346 - 357 / 361 - 363 / 363 - 378)
Precedido por: Gold Christian cross.svg
Lista dos patriarcas / papas de Alexandria
Sucedido por:
Alexandre I
Gregório da Capadócia (ariano)
Jorge I de Alexandria (ariano)
Lúcio de Alexandria (ariano)
20.º Gregório da Capadócia (ariano)
Jorge I de Alexandria (ariano)
Lúcio de Alexandria (ariano)
Pedro II


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