Gemma Galgani

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Santa Gemma Galgani
Santa Gemma
"Filha da Paixão"; "Flor de Lucca"; "Virgem de Lucca"; Estigmatizada
Nascimento 12 de Março de 1878 em Borgo Nuovo, Camigliano, Itália
Morte 11 de abril de 1903 (25 anos) em Lucca, Itália
Veneração por Igreja Católica
Beatificação 14 de maio de 1933 por Papa Pio XI
Canonização 2 de maio de 1940, Vaticano por Papa Pio XII
Principal templo Mosteiro Passionista de Lucca, Itália
Festa litúrgica 11 de maio (os passionistas a celebram também em 16 de maio)
Atribuições hábito passionista; flores (lírios e rosas); anjo da guarda; Estigma; olhando para o céu
Padroeiro Estudantes; farmacêuticos; pacientes de tuberculose;
Gloriole.svg Portal dos Santos

Gemma Maria Humberta Pia Galgani (Gemma Galgani, como é mais conhecida) é uma santa da Igreja Católica. Grande mística e uma das maiores e mais populares santas modernas da Igreja Católica.

Vida e obras[editar | editar código-fonte]

Gemma nasceu a 12 de março de 1878 em Borgo Nuovo, um vilarejo situado perto de Lucca, na Itália. Seu pai era um próspero químico e descendente do Beato Giovanni Leonardi. A mãe de Gemma era também de origem nobre. Os Galgani eram uma família católica tradicional que foi abençoada com oito filhos. Batizaram a filha como "Gemma" que, em italiano, significa jóia.

Ela foi a quinta a nascer e a primeira menina da família, desenvolveu uma atração irresistível pela oração desde muito pequena. Esse carinho pela oração lhe veio de sua piedosa mãe, que lhe ensinou fé católica. Foi ela também que lhe infundiu o amor pelo Cristo Crucificado.

Sua mãe morreu de tuberculose quando ela estava com sete anos e desde então passou a ter muito trabalho doméstico e muitos problemas pessoais e espirituais. Mas ela os suportou com paz e extraordinária paciência. Desde muito cedo experimentava fenômenos sobrenaturais como visões, êxtases, revelações, manifestações sobrenaturais miraculosas e estigmas periódicos.

Quando tinha 18 anos seu pai morreu e ela entrou para a casa de Mateo Giannini como serviçal doméstica. Ela desejava entrar para o convento das passionistas em Lucca, no qual o seu conselheiro espiritual era o diretor, mas foi rejeitada devido sua fragilidade física, saúde precária, que incluía uma meningite espinhal, e por ter visões místicas. Mais tarde, Gemma curou-se graças a intercessão de São Gabriel da Virgem Dolorosa.

Entre 1899 e 1901 Gemma sofreu por 18 meses os estigmas da Crucificação de Cristo (stigmata), além das marcas dos espinhos e dos açoites de Jesus. Experimentou visões de Cristo e da Virgem Maria e do seu Anjo da Guarda. Quando em êxtase, fenômenos sobrenaturais (supranormais) manifestavam-se nela, entre os quais a mudança do som de sua voz e o falar em linguagem usada na época de Cristo (aramaico), da qual não poderia ter conhecimento, visto que apenas poucos luminares em Roma foram capazes de decifrar suas visões e revelações (fenômeno conhecido como glossolalia religiosa).

Gemma faleceu em 11 de abril de 1903 e pouco depois sua devoção se difundiu. Sua popularidade aumentou em 1943 quando suas cartas para o padre Germano (seu diretor espiritual) foram publicadas.

Foi beatificada em 1933 e canonizada pelo Papa Pio XII em 1940.

Predefinição:Libros[editar | editar código-fonte]

  • Philippe Plet, " 15 dias de oraçao com Gema Galgani ", ediçores Passionistas, 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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