Céu (religião)

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Para outros sentidos da palavra "céu", veja Céu.
Dante e Beatrice contemplam o mais alto dos céus; ilustração de Gustave Doré para a Divina Comédia.

Céu (ou paraíso) é um conceito de vida após a morte encontrado em muitas religiões ou filosofias espirituais. Aqueles que acreditam no Céu geralmente consideram que ele (ou o Inferno) é a destinação pós-vida de muitos ou todos os seres humanos. Em circunstâncias insólitas, e de acordo com muitos testemunhos e tradições, os seres humanos tiveram conhecimento pessoal do Céu. Eles presumem que isso ocorreu com o propósito de que ensinassem o restante da humanidade sobre a vida, o Céu e Deus.

Origens do conceito[editar | editar código-fonte]

Originalmente, a palavra céu (do latim caelu) referia-se às regiões acima da superfície da terra onde estavam situados os "corpos celestes". Este é o primeiro significado da palavra na Bíblia (shamayim, Gen. 1:1).[1] Também foi considerado como a morada de Deus e seus anjos. Todavia, o termo é também usado comumente como sinônimo de outras palavras significando a morada dos justos em algum momento após sua morte, tal como "paraíso".

Embora existam variadas e abundantes fontes de concepções do Céu, o ponto de vista típico dos crentes parece depender principalmente de suas tradições religiosas e seita particular. Algumas religiões conceitualizam o Céu como pertencente a algum tipo de vida pós-morte pacífica relacionada à imortalidade da alma. Imagina-se que o Céu seja um lugar de felicidade, por vezes de felicidade eterna. Um estudo psicológico dos textos sagrados religiosos através das culturas e da história poderia descrevê-lo como um termo que significa um estado de "plena vivência" ou inteireza.

No antigo judaísmo, a crença no Céu e na vida pós-morte estava vinculada a crença no Seol (mencionado em Isaías 38:18, Salmos 6:5 e 7:7-10). Alguns eruditos afirmam que Seol era um conceito anterior, mas esta teoria não é universalmente aceita. Uma seita judaica que sustentava a crença na ressurreição era conhecida por fariseus e tinha como opositora os saduceus, que negavam a ressurreição dos mortos (Mat. 22:23).

No cristianismo, o Céu ou é uma vida pós-morte eternamente abençoada ou um retorno ao estado antes da queda da humanidade, um novo e segundo Jardim do Éden, no qual há a chamada pelos católicos, visão beatífica(Onde todos podem ver à Deus) num estado perfeito e natural de eterna existência, e geralmente acreditam que esta reunião pós-morte é consumada através da fé de que Jesus Cristo morreu na cruz pelos pecados da humanidade, foi ressuscitado e ascendeu corporeamente ao Céu. Exemplos de diferentes terminologias que referem-se ao conceito de "Céu" na Bíblia cristã incluem:

Reino dos céus (Mateus 5:3), no reino de seu Pai (Mateus 13:43), vida (Mateus 7:14), vida eterna (Mateus 19:16), o gozo do teu senhor (Mateus 25:21), galardão (Mateus 5:12), o reino de Deus (Lucas 6:20), meu reino (Lucas 22:30), a casa de meu Pai (João 14:2), santuário (Hebreus 9:12), Jerusalém celestial (Hebreus, 12:22), paraíso (2 Coríntios 12:4), coroa incorruptível (1 Coríntios 9:25), coroa da vida (Tiago 1:12), coroa da justiça (2 Timóteo 4:8), coroa da glória (1 Pedro 5:4)[2]

As grandes religiões orientais (hinduísmo, budismo, taoísmo e confucionismo) e doutrinas ocidentais, acreditam em reencarnação e moksha (libertação) em vez do Céu, mas mesmo assim incluem alguma idéia de Céu semelhante (mas não necessariamente igual) ao conceito mantido pelo cristianismo e outras religiões monoteístas.[3] Por exemplo, no budismo existem vários Céus, todos os quais fazem parte da Samsara (realidade ilusória). Aqueles que acumulam bom karma podem renascer[4] em um deles. Todavia, sua estadia no Céu não é eterna—eventualmente, usarão seu bom karma para renascer em outra realidade, como humano, animal ou outros seres. Visto que o Céu é temporário e parte de Samsara, os budistas concentram-se mais em escapar ao ciclo de renascimentos e atingir a iluminação (Bodhi). Na doutrina espírita, o Céu é designado pelo termo "colônias espirituais", sendo a mais famosa delas Nosso Lar. Nas tradições nativas do confucionismo chinês, o Céu (Tian) é um conceito importante que remete a uma idéia de harmonia subjacente,[3] onde os ancestrais residem e do qual os imperadores retiram seu mandato para governar. Outrossim, na crença hinduísta, há um "Céu transitório" denominado Svarga, destinado às almas que fizeram boas ações mas que não tornaram-se ainda merecedoras de moksha ou da fusão (união) com Brahma.[5] Tian (天) "Céu" é uma divindade chinesa equiparada a Shangdi. O culto celeste era a religião oficial imperial do Império Celeste.

Referências

  1. Os céus da Terra em Igreja Cristã Essencial. Acessado em 22 de março de 2008.
  2. Bíblia Almeida Corrigida e Revisada Fiel (1994)
  3. a b Heaven (em inglês)
  4. Embora nenhuma alma realmente renasça; ver anatta.
  5. The Puranas (em inglês)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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