Teresa de Ávila

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Santa Teresa de Ávila, O.C.D.
Santa Teresa de Ávila por Rubens
Freira Carmelita e Doutora da Igreja
Nascimento 28 de março de 1515 em Ávila
Morte 4 de outubro de 1582 (67 anos) em Alba de Tormes
Veneração por Igreja Católica
Canonização 1622, Roma por Papa Alexandre VII
Festa litúrgica 15 de Outubro
Padroeira professores
Gloriole.svg Portal dos Santos

Santa Teresa de Ávila ou Teresa de Jesus (Gotarrendura, 28 de março de 1515Alba de Tormes, 4 de outubro de 1582) foi uma religiosa e escritora espanhola, famosa pela reforma que realizou na Ordem dos Carmelitas e pelas suas obras místicas. Foi proclamada Doutora da Igreja pelo Papa Paulo VI.

Infância[editar | editar código-fonte]

Teresa de Cepeda e Ahumada nasceu na província de Ávila, Espanha, numa família da baixa nobreza. Seus pais chamavam-se Alonso Sánchez de Cepeda e Beatriz Dávila e Ahumada. Teresa refere-se a eles com muito carinho. Alonso teve três filhos de seu primeiro casamento. Beatriz deu-lhe outros nove.

Aos sete anos, gostava muito de ler histórias dos santos. Seu irmão Rodrigo tinha quase a sua idade, por isto costumavam brincar juntos. As duas crianças viviam pensando na eternidade, admiravam a coragem dos santos na conquista da glória eterna. Achavam que os mártires tinham alcançado a glória muito facilmente e decidiram partir para o país dos mouros com a esperança de morrer pela fé. Assim sendo, fugiram de casa, pedindo a Deus que lhes permitisse dar a vida por Cristo. Em Adaja encontraram um dos tios que os devolveu aos braços da aflita mãe. Quando esta os repreendeu, Rodrigo colocou toda a culpa na irmã. Com o fracasso de seus planos, Teresa e Rodrigo decidiram viver como ermitães na própria casa e construíram uma cela no jardim, sem nunca conseguir terminá-la. Desde então, Teresa amava a solidão.

Juventude[editar | editar código-fonte]

A mãe de Teresa faleceu quando esta tinha quatorze anos: "Quando me dei conta da perda que sofrera, comecei a entristecer-me. Então me dirigi a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei com muitas lágrimas que me tomasse como sua filha". Quando completou quinze anos, o pai levou-a a estudar no Convento das Agostinianas de Ávila, para onde iam as jovens de sua classe social.

Um ano e meio mais tarde, Teresa adoeceu e seu pai a levou para casa. A jovem começou a pensar seriamente na vida religiosa que a atraía por um lado e a repugnava por outro. O que a ajudou na decisão foi a leitura das "Cartas" de São Jerônimo, cujo fervoroso realismo encontrou eco na alma de Teresa. A jovem comunica ao pai que desejava tornar-se religiosa, mas este pediu-lhe para esperar que ele morresse para ingressar no convento. No entanto, em uma madrugada, com 20 anos, a santa fugiu para o Convento Carmelita de Encarnación, em Ávila, com a intenção de não voltar para casa.

Vida religiosa[editar | editar código-fonte]

Teresa ficou no Convento da Encarnação. Tinha 20 anos. Seu pai, ao vê-la tão decidida, deixou de opor-se à sua vocação. Um ano depois fez a profissão dos votos. Pouco depois, piorou de uma enfermidade que começara a molestá-la antes de professar. Seu pai a retirou do convento. A irmã Joana Suárez acompanhou Teresa para ajudá-la. Os médicos, apesar de todos os tratamentos, deram-se por vencidos e a enfermidade, provavelmente impaludismo (malária), se agravou. Teresa conseguiu suportar aquele sofrimento, graças a um livrinho que lhe fora dado de presente por seu tio Pedro: "O terceiro alfabeto espiritual", do Padre Francisco de Osuna. Teresa seguiu as instruções da pequena obra e começou a praticar a oração mental. Finalmente, após três anos, ela recuperou a saúde e retornou ao Carmelo.

Sua prudência, amabilidade e caridade conquistavam a todos. Segundo o costume dos conventos espanhóis da época, as religiosas podiam receber todos os visitantes que desejassem, a qualquer hora. Teresa passava grande parte de seu tempo conversando no locutório. Isto a levou a descuidar-se da oração mental. Vivia desculpando-se dizendo que suas enfermidades a impediam de meditar.

Cquote1.svg (...)Não, minhas irmãs, não. O Senhor quer obras. Quer, por exemplo, que se virdes uma doente a quem podeis aliviar, deixeis de lado as vossas devoções para lhe dar assistência, e que lhe testemunheis compaixão, que o seu sofrimento seja o vosso, e que, se necessário, jejueis para que ela tenha o alimento necessário.(...) Cquote2.svg
Teresa de Ávila

Pouco depois da morte de seu pai, o confessor de Teresa fê-la ver o perigo em que se achava sua alma e aconselhou-a a voltar à prática da oração. Desde então, a santa jamais a abandonou. No entanto, ainda não se decidira a entregar-se totalmente a Deus nem a renunciar totalmente às horas que passava no locutório trocando conversas e presentes com os visitantes. Curioso notar que, em todos estes anos de indecisão no serviço de Deus, Santa Teresa jamais se cansava de prestar atenção aos sermões, "por piores que fossem".

Cada vez mais convencida de sua indignidade, Teresa invocava com frequência os grandes santos penitentes, Santo Agostinho e Santa Maria Madalena, aos quais estão associados dois fatos que foram decisivos na vida da santa. O primeiro foi a leitura das "Confissões" de Santo Agostinho. O segundo foi um chamamento à penitência que ela experimentou diante de um quadro da Paixão do Senhor: "Senti que Santa Maria Madalena vinha em meu socorro... e desde então muito progredi na vida espiritual". Sentia-se muito atraída pelas imagens de Cristo ensangüentado em agonia. Certa ocasião, ao deter-se sob um crucifixo muito ensanguentado, perguntou: "Senhor, quem vos colocou aí?" Pareceu-lhe ouvir uma voz: "Foram tuas conversas no parlatório que me puseram aqui, Teresa". Ela chorou muito e a partir de então não voltou a perder tempo com conversas inúteis e nas amizades que não a levavam à santidade.

As Carmelitas, como a maioria das religiosas, desde os princípios do século XVI, já haviam perdido o primeiro fervor. Já vimos que os locutórios dos conventos de Ávila eram uma espécie de centro de reunião para damas e cavalheiros de toda a cidade. As religiosas saíam da clausura pelo menor pretexto. Os conventos eram lugares ideais para quem desejava uma vida fácil e sem problemas. As comunidades eram muito numerosas. O Convento da Encarnação possuía quase 200 religiosas.

Cquote1.svg Só o amor dá valor a todas as coisas. E o mais necessário é que seja grande o bastante para que nenhuma coisa o estorve. Cquote2.svg
Teresa de Ávila

Reformadora e fundadora[editar | editar código-fonte]

Já que esta situação era aceite como normal, as religiosas não se davam conta de que o seu modo de vida estava muito distante do espírito de seus fundadores. Assim, quando uma sobrinha de Santa Teresa, também religiosa no Convento da Encarnação, lhe deu a ideia de fundar uma comunidade reduzida, a santa, que já estava há 25 anos naquele convento, resolveu colocar em prática o plano.

São Pedro de Alcântara, São Luís Beltrán e o bispo de Ávila aprovaram o projeto. O provincial dos Carmelitas, Pe. Gregório Fernández, autorizou Teresa a colocar seu plano em prática. Contudo, a execução do projeto causou muitos comentários e o provincial retirou a permissão. Santa Teresa foi criticada pelos nobres, pelos magistrados, pelo povo e até por suas próprias irmãs. Apesar disso tudo, o dominicano Pe. Ibañez incentivou Teresa a prosseguir seu projeto.

São Pedro de Alcântara, Dom Francisco de Salcedo e o Pe. Gaspar Daza conseguiram que o bispo tomasse a causa da fundação do novo convento para si. Eis que chega de Roma a autorização para se criar a nova casa religiosa, o que ocorreu no dia de São Bartolomeu, em 1562. Durante a missa receberam o véu a sobrinha da santa e outras três noviças.

A inauguração causou grande rebuliço em Ávila. Nesta mesma tarde, a superiora do Convento da Encarnação mandou chamar Teresa e a santa a procurou com certo temor, pensando que iam encarcerá-la. Teve que explicar sua conduta à superiora e ao Pe. Angel de Salazar, provincial da Ordem. A Santa reconhece que não faltava razão a seus superiores por estarem desgostosos. Mesmo assim, o Pe. Salazar lhe prometeu que ela poderia retornar ao Convento de São José logo que se acalmassem os ânimos da população.

A fundação não era bem vista em Ávila, porque as pessoas desconfiavam das novidades e temiam que um convento sem recursos se transformasse em um peso para a cidade. O prefeito e os magistrados teriam mandado demolir o convento, se não tivessem sido dissuadidos pelo dominicano Bañez. Santa Teresa não perdeu a paz em meio às perseguições e prosseguiu colocando a obra nas mãos de Deus.

Francisco de Salcedo e outros partidários da fundação enviaram à corte um sacerdote que defendesse a causa diante do rei. Os dois dominicanos Báñez e Ibáñez acalmaram o bispo e o provincial. Pouco a pouco a tempestade foi-se acalmando. Quatro meses depois, o Pe. Salazar permitiu que Santa Teresa e suas quatro religiosas retornassem ao Convento de São José.

Teresa estabeleceu em seu convento a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. A comunidade vivia na maior pobreza. As religiosas vestiam hábitos toscos, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas "descalças") e eram obrigadas a abstinência perpétua de carne. A fundadora, a princípio, não aceitou comunidades com mais de treze religiosas. Mais tarde, nos conventos que possuiam alguma renda, aceitou que residissem vinte monjas.

A grande mística Teresa não descuidava das coisas práticas. Sabia utilizar as coisas materiais para o serviço de Deus. Certa ocasião disse: "Teresa sem a graça de Deus é uma pobre mulher; com a graça de Deus, uma fortaleza; com a graça de Deus e muito dinheiro, uma potência".

Encontrou certo dia em Medina del Campo dois frades carmelitas que estavam dispostos a abraçar a Reforma: Antonio de Jesús de Heredia, superior, e Juan de Yepes, que seria o futuro São João da Cruz.

Aproveitando a primeira oportunidade, ela fundou um conventinho de frades em Duruelo em 1568. Em 1569 fundou o de Pastrana. Em ambos reinava a maior pobreza e austeridade. Santa Teresa deixou o resto das fundações de conventos de frades a cargo de São João da Cruz. Depois de muitas lutas, incompreensões e perseguições, obteve de Roma uma ordem que eximia os Carmelitas Descalços da jurisdição do Provincial dos Calçados.

Em 1580, quando estabeleceu-se a separação entre os dois ramos da Ordem do Carmo, Santa Teresa de Ávila tinha 65 anos e sua saúde estava muito debilitada. Nos últimos anos de sua vida fundou outros dois conventos. As fundações da Santa não eram simplesmente um refúgio das almas contemplativas, mas também uma espécie de reparação pelos destroços causados nos mosteiros pelo protestantismo, principalmente na Inglaterra e na Alemanha.

A morte[editar | editar código-fonte]

Na fundação do convento de Burgos, que foi a última, as dificuldades não diminuiram. Em julho de 1582, quando o convento já ia com suas obras adiantadas, Santa Teresa tinha intenção de retornar a Ávila, mas viu-se forçada a mudar seus planos para ir a Alba de Tormes visitar a duquesa Maria Henríquez. A Beata Ana de São Bartolomeu afirmou que a viagem não estava bem programada e que a Santa estava tão fraca que desmaiou no caminho. Certa noite só puderam comer alguns figos. Chegando a Alba, Teresa teve que deitar-se imediatamente. Três dias depois, disse à Beata Ana de São Bartolomeu: "Finalmente, minha filha, chegou a hora de minha morte". O Pe. Antonio de Heredia ministrou-lhe os últimos sacramentos. Quando o mesmo padre levou-lhe o viático, a Santa conseguiu erguer-se do leito e exclamou: "Oh, Senhor, por fim chegou a hora de nos vermos face a face!" Ela morreu às 9 horas da noite de 4 de outubro de 1582. Exatamente no dia seguinte efetuou-se a Mudança para o calendário gregoriano, que suprimiu dez dias, de modo que a festa da santa foi fixada, mais tarde, para o dia 15 de outubro. Foi sepultada em Alba de Tormes, onde repousam suas relíquias.

Teresa é uma das maiores personalidades da mística católica de todos os tempos. Suas obras, especialmente as mais conhecidas (Livro da Vida, Caminho de Perfeição, Moradas e Fundações), contém uma doutrina que abraça toda a vida da alma, desde os primeiros passos até à intimidade com Deus no centro do Castelo Interior. Suas cartas no-la mostram absorvida com os problemas mais triviais. Sua doutrina sobre a união da alma com Deus é bem firmada na trilha da espiritualidade carmelita, que ela tão notavelmente soube enriquecer e transmitir, não apenas a seus irmãos, filhos e filhas espirituais, mas à toda Igreja, à qual serviu fiel e generosamente. Ao morrer sua alegria foi poder afirmar: "Morro como filha da Igreja".

Foi canonizada em 1622. No dia 27 de setembro de 1970, o Papa Paulo VI conferiu-lhe o título de Doutora da Igreja.

Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.

Sua festa é comemorada no dia 15 de outubro.

Cronologia [1] [editar | editar código-fonte]

  • 1515 - Nascimento de Teresa de Ahumada y Cepeda.
  • 1519 - Nascimento de Lourenço de Cepeda.
  • 1521 - Nascimento de Pedro de Cepeda.
  • 1522 - Teresa foge com seu irmão Rodrigo e nascimento de Jerônimo de Cepeda.
  • 1527 - Nascimento de Agostinho de Cepeda.
  • 1528 - Nascimento de Joana de Cepeda e morte de D. Beatriz de Ahumada.
  • 1531 - Teresa entra como aluna interna na convento de Nossa Senhora da Graça.
  • 1532 - Fernando de Cepeda parte para Ultramar. Teresa adoece e volta para a casa do pai.
  • 1535 - Rodrigo de Cepeda parte para Ultramar.
  • 1536 - Teresa entra no Convento da Encarnação e toma o hábito a 2 de novembro.
  • 1537 - Adoece gravemente. Professa como freira a 3 de novembro.
  • 1538 - Parte para Castellanos de la Cañada e cura em Becedas. Ao voltar sofre um ataque e é considerada morta.
  • 1540 - Lourenço, Jerônimo e Pedro de Cepeda embarcam para o Peru. Teresa recobra a saúde.
  • 1541 - Filipe II sobe ao trono das Espanhas, Inácio de Loyola é escolhido Geral dos Jesuítas e Michelângelo pinta o Juízo Final.
  • 1542 - Nasce S. João da Cruz.
  • 1543 - Morre D. Alonso de Cepeda.
  • 1545 - Abre-se o Concílio de Trento.
  • 1546 - Morre Antônio de Cepeda em Iñaquito, Peru.
  • 1553 - Reconversão de Teresa.
  • 1554 - Teresa encontra-se com Francisco de Borja. Os jesuítas instalam-se em Ávila.
  • 1557 - Morte de Rodrigo de Cepeda no Chile.
  • 1558 - Teresa encontra-se com São Pedro de Alcântara.
  • 1560 - Teresa e suas companheiras resolvem fundar um convento conforme a a Regra primitiva do Carmelo.
  • 1561 - Iniciam os trâmitos para o futuro convento de S. José de Ávila.
  • 1562 - Teresa permanece algum tempo na casa de D. Luísa de la Cerda, em Toledo; em junho termina a primeira redação do Livro da Vida. Em 24 de agosto funda o convento de São José e regressa à Encarnação.
  • 1563 - Sai do convento da Encarnação e passa a residir no de São José. Encerra-se o Concílio de Trento.
  • 1565 - Fernando de Cepeda morre na Colômbia.
  • 1567 - Chega a Ávila o Padre Rubeo e dá a Teresa autorização para fundar mosteiros de freiras e frades. Fundação do Mosteiro de Medina del Campo em 15 de agosto. Primeiro encontro de Teresa com João da Cruz.
  • 1568 - Redação das Constituições da carmelitas descalças. Fundação dos conventos de Malagón, 11 de abril e Valladolid, 15 de agosto; João da Cruz funda o primeiro convento dos frades carmelitas descalços em Duruelo em 28 de novembro.
  • 1569 - Fundação dos conventos de descalços em Toledo, 14 de maio e em Pastrana, de freiras em 9 de julho e frades em 13 de julho.
  • 1570 - Fundação do convento de Salamanca, no dia de São Miguel.
  • 1571 - Fundação do convento de Alba de Tormes, 25 de janeiro, torna-se superiora do convento de Medina del Campo e a 6 de outubro do da Encarnação.
  • 1572 - João da Cruz torna-se capelão do convento da Encarnação. Teresa começa a redigir os Conceitos do amor de Deus.
  • 1573 - Teresa assina e garante a conformidade da cópia do Caminho de Perfeição. Pe. Gracián professa em Pastrana. A princesa de Éboli instala-se como "noviça" no convento de Pastrana.
  • 1574 - Fundação do convento em Segóvia, 19 de março.
  • 1575 - Fundação o convento de Beas, 24 de fevereiro; início das lutas entre calçados e descalços; fundação do convento de Sevilha; Teresa recebe pelo Pe. Ângelo Salazar ordem do Capítulo Geral dos Carmelitas para se retirar para um mosteiro e deixar as fundações.
  • 1576 - Fundação do convento de Caravaca por Ana de Santo Alberto. A 4 de junho Teresa sai de Sevilha e instala-se no convento de Toledo. Retoma o livro das Fundações e escreve o modo de visitar os conventos. Intensificam-se as perseguições.
  • 1577 - Teresa começa a escrever o Castelo interior, que será terminado em 5 de novembro, en fins de julho chega a Ávila. Cinquenta freiras da Encarnação são excomungadas; São João da Cruz é raptado na noite de 3 para 4 de novembro. Teresa cai e quebra um braço em 24 de dezembro.
  • 1578 - Morte do Pe. Rubeo, superior geral do Carmelo; um decreto do Núncio subordina os carmelitas descalços aos calçados.
  • 1579 - O Núncio retira dos mitigados o seu poder sobre os descalços. Fim das perseguições.
  • 1580 - Fundação do convento de Villanueva de la Jara, 21 de fevereiro. Teresa encontra-se gravemente enferma em Toledo, depois em Valladolid. Morte de Lourenço de Cepeda. Fundação do convento de Palência, 29 de dezembro.
  • 1582 - Inauguração do convento de Burgos, 19 de abril. Em 4 de outubro, às 9 horas da noite Teresa falece no convento de Alba de Tormes. Neste ano o Papa Gregório XIII reforma o calendário.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AUCLAIR, Marcelle. Teresa de Ávila. (Tradução de Rafael Stanziona de Moraes). São Paulo: Quadrante, 1995.

Referências

  1. Auclair, Marcelle. Teresa de Ávila. (Tradução de Rafael Stanziona de Moraes). Quadrante. São Paulo, 1995.

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