Hildegarda de Bingen

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Compositores
Lista de compositores
Períodos
Idade Média - Renascença
Barroco - Classicismo - Romantismo
Modernismo - Vanguardismo
Gêneros musicais
Sinfonia - Concerto - Sonata - Ópera
Oratório - Balé - Música sacra
Cantata - Canção - Suíte - Madrigal
Formas musicais
Balada - Estudo
Forma-sonata - Fuga - Rondó
Variação - Chacona - Scherzo
Instrumentos
Cordas - Sopro - Percussão
Teclados - Vocal
Interpretação
Orquestras e Conjuntos Sinfônicos
Companhias de ópera - Maestro
Músicos - Canto

Hildegarda de Bingen ou Hildegard von Bingen (16 de Setembro em Bermersheim perto de Alzey 1098 - 17 de Setembro 1179) foi uma mística, filósofa, compositora e escritora alemã, abadessa de Rupertsberg em Bingen.

[editar] Biografia

Hildegarda de Bingen, filha de uma família senhorial de Bermershein, educada desde 1106 no convento de Disibodenberg nas artes liberais. Em 1114 ingressou na ordem, que se regia por Regula benedicti tornando-se sua abadessa a partir de 1136. Em 1147 fundou o seu próprio convento em Rupertsberg, onde terminou os seus dias.


[editar] Realizações

Hildegarda foi autora de várias obras musicais de temática religiosa incluindo Ordo Virtutis, uma espécie de ópera que relata um diálogo de um grupo de freiras com Deus. Alegava ter visões inspiradas por Deus, que o próprio a incentivou a escrever em livros. A primeira colectânea destas visões Scivias foi completada em 1151. A esta obra seguiram-se Liber vitae meritorum e De operatione Dei. Escreveu ainda dois dos únicos livros de medicina escritos na Europa no século XII, onde demonstrou um conhecimento notável de plantas medicinais. Na sua obra encontram-se escritos sobre temáticas místico-religiosas e médico-farmacêuticas.

Os livros de medicina de Hildegarda de Bingen são, Liber simplicis medicinae sobre plantas, animais e minerais de uso terapêutico e o Liber compositae medicinae acerca da natureza, causas e sintomas das doenças com base na fisiologia microscópica, mencionando a influência das estrelas sobre o corpo. Após esta introdução cosmológica, descreve as doenças da cabeça aos pés, falando de questões sexuais, doenças venéreas, higiéne na gravidez e no pós-parto, bem como de regras para suprimir os desejos sexuais. Os seus escritos tiveram bastante influência no seu tempo e destaca-se a atenção dada às questões ginecológicas. Tornou-se numa figura espiritual reconhecida à qual papas, reis, eclesiásticos e figuras dignatárias se voltavam para conselhos. A sua influência foi sentida por toda a Europa medieval.

Hildegarda baseava-se na medicina popular e tradição popular, recorrendo a amuletos, procedimentos mágico-religiosos e exorcismos de demónios.


Actualmente pensa-se que estas visões possam representar sintomas de enxaqueca. A sua fama de mística e santidade ultrapassou as fronteiras do seu convento e do seu país, chegando a Roma. O Papa Eugénio III estabeleceu uma comissão para investigar a sanidade de Hildegarda e a validade das suas obras. A comissão visitou Bingen e após diversas entrevistas com Hildegarda, a abadessa foi considerada sã. Após quatro tentativas de canonização, Hildegarda permanece apenas beatificada. A Igreja Anglicana a reconhece como santa. É considerada a padroeira dos lingüistas.


[editar] Referências

  • COWEN, David L., HELFOND, William H., Pharmacy an illustrated History, Harry N.Abrams, inc. Publishers, New York, 1988.
  • Dias, José Pedro sousa, A Farmácia e a História - Uma introdução à história da Farmácia, da farmacologia e da Terapêutica, Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, 2005.
  • Gillispie, Charles Carlston et al, Dictionary of Scientific Biography cSc - III, American Council of Learned Societies, New York, 1981
  • GUERRA, Francisco, Historia de la medicina, Madrid Ediciones Norma,S.A., Madrid, 1982.
  • KRUMERS and URDANG'S, History of Pharmacy, 4ª edição, J.B. Lippincott Company, Philadelphia, 1941

.


Portal A Wikipédia possui o
Portal de filosofia
{{{Portal2}}}
{{{Portal3}}}
{{{Portal4}}}
{{{Portal5}}}
Ferramentas pessoais