Batalha de Brunete

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A Batalha de Brunete (6 julho - 25 julho 1937), foi uma tentativa dos republicano[1] de aliviar a pressão exercida pelos nacionalistas sobre a capital e o norte da Espanha durante a Guerra Civil Espanhola, foi travada 15 milhas a oeste de Madrid. Embora inicialmente bem sucedida, os republicanos foram forçados a recuar de Brunete sofrendo perdas devastadoras.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Após a captura de Bilbao pelos nacionalistas em 19 de junho, os republicanos planejaram o ataque a Brunete para desviar as forças nacionalistas do norte e permitir aos republicanos em retirada de se reorganizarem. Além disso, Brunete também foi escolhida porque estava situada na estrada da Extremadura e sua captura tornaria mais difícil para os nacionalistas reabastecer suas forças que sitiavam Madrid.

Do ponto de vista político, a ofensiva de Brunete foi realizada para satisfazer as demandas do partido comunista espanhol e provar aos russos que os espanhóis possuíam iniciativa militar. Na verdade, os assessores russos vinha pressionando para se realizar o ataque a Brunete desde a primavera de 1937.

Além disso, o apoio da União Soviética tinha diminuído devido ao bloqueio bem sucedido dos portos republicanos pelos nacionalistas. O primeiro-ministro Juan Negrín precisava convencer o ministro francês Camille Chautemps que a República espanhola ainda era capaz de uma ação militar após as perdas desastrosas nas batalhas de Málaga e Bilbao. Os republicanos acreditavam que uma demonstração de força em Brunete iria persuadir a França a abrir suas fronteiras aos carregamentos de armas.

Ao iniciar-se a batalha de Brunete os republicanos dispunham de uma maioria esmagadora. O exercito republicano atacante contava ao todo com quase 85.000 homens,[2] e 130 tanques[3] e a forca aerea compunha-se de uns 150 avioes. Tres dos seis comandantes de divisão eram generais soviéticos. Tambem os tanques e as esquadrilhas estavam sob ordens dos russos.[4]

Consequencias[editar | editar código-fonte]

No final da batalha, os Republicanos não conseguiram interomper a estrada da Extremadura, mas eles ainda mantinham as aldeias de Villanueva de la Cañada, Quijorna e Villanueva del Pardillo. Deste ponto de vista, ambos os lados foram capazes de reivindicar a vitória.[4] As perdas de homens e equipamentos na batalha foram muito mais pesadas para os republicanos do que os nacionalistas. Na verdade, o exército republicano perdeu muito de seu indispensável equipamento e muitos dos melhores soldados: [1] mais de 25.000 mortos e feridos, especialmente as baixas nas Brigadas Internacionais, o batalhão britânico (Copeman) ficou reduzido a 80 homens; os dois contingentes de voluntários americanos tiveram que ser fundidos num so batalhão, [4] sofrendo 4300 baixas em um total de 13.353. [5]

A obsessão comunista com a propaganda, frequentemente as custas da vida dos soldados, ocasionou diversos motins nas brigadas internacionais. As tropas estavam horrorizadas pelas enormes perdas, principalmente porque suspeitavam que a maioria deles não tinha servida para nada em um massacre sem sentido. [5] Devido a estes fatos a batalha pode ser visto como uma vitória estratégica nacionalista.[6]

Politicamente, os comunistas sofreram uma perda de prestígio, porque a ofensiva não conseguiu interromper a conquista do norte da Espanha pelas tropas nacionalistas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Andrew Forrest. "The Spanish Civil War" (em inglês). London: Routledge, 2000. Capítulo 4. p. 61. ISBN 0-415-18211-5.
  2. Thomas, Hugh. The Spanish Civil War. Penguin books. London. 2006. p.689
  3. Beevor, Antony. The Battle for Spain; the Spanish Civil War: 1936-1939. Penguin Books. London. 2006. p. 278
  4. a b c Hellmuth Gunther Dahms. "A guerra civil espanhola". Rio de Janeiro: Editorial Ibis Lta, 1968. Capítulo O fim na Biscaia. p. 128-130.
  5. a b Antony Beevor. "The Battle for Spain". London: Phoenix Paperback, 2006. Capítulo 24. p. 318-320. ISBN 978-0-7538-2165-7..
  6. Beevor, Antony. The Battle for Spain. The Spanish Civil War 1936-1939. Penguin Books. London. 2006. pp.284-285

Notas

  • Thomas, Hugh. The Spanish Civil War. New York: Harper & Brothers, 1961.
  • Jose Manuel Martinez Bande, La ofensiva sobre Segovia y la batalla de Brunete, 1972
  • Manuel Aznar, Historia Militar de la Guerra de Espana, 3 vols.,1969.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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