Câmara de retórica

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Os Retóricos, cerca de 1655, por Jan Steen. A pintura retrata um rederijker lendo seu poema, enquanto inclina-se sobre o balcão. O blason desta câmara de retórica pode ser vista; neste caso, a sociedade "Egelantier" de Amsterdã, cujo símbolo era uma rosa silvestre (egelantier) e cujo lema era "In Liefde Bloeiend".

Câmaras de retórica (em neerlandês: rederijkerskamers) eram sociedades dramáticas nos Países Baixos. Seus membros são chamados de Rederijkers (singular – Rederijker), adaptado da palavra francesa 'rhétoricien', e durante o século XV e XVI eram principalmente interessados em dramas e letras. Estas sociedades eram intimamente ligadas aos líderes cívicos locais e suas peças públicas eram uma forma primitiva de relações públicas para a cidade.[1]

História[editar | editar código-fonte]

As primeiras câmaras de retórica foram fundadas em Flandres por volta do século XV; mais tarde elas floresceram na Holanda, onde eram uma parte importante da cena literária na era de ouro dos Países Baixos, e faziam experimentações com as forma e estrutura poéticas. Muitas cidades neerlandesas patrocinaram uma câmara de retórica, e muitas tiveram mais de uma, que competiam entre si por prêmios durante as competições. O prédio que atualmente abriga o Museu Frans Hals foi construído com os recursos de uma loteria em que as câmaras de retórica de todo o país participaram. A sociedade Haarlem Trou moet Blycken ainda tem muitos dos blazoens que ela recebeu como anfitriã desta loteria.

No início do século XVi, a Antuérpia tinha três sociedades rederijker, a "Violieren", a "Olijftak", e a "Goudbloem", enquanto Bruxelas e Gante tinha cada uma quarto sociedades rederijker.[1] Uma notável fraternidade, semelhante aos rederijker, que começou no século XVII, era a Guilda dos Romanistas na Antuérpia, da qual muitas artistas famosos eram membros.

Uma importante câmara de retórica nos Países Baixos era "De Egelantier" em Amsterdã: Samuel Coster, Gerbrand Adriaensz Bredero, Pieter Corneliszoon Hooft e Roemer Visscher foram todos membros desta sociedade. Durante a Reforma Protestante a sociedade tomou partido dos reformadores contra o governo da cidade e gozou de seu períoso mais florescente apesar de ter recebido pouco financiamento de fontes oficiais.[1]

Porque muitos rederijkers eram considerados amadores,[2] a qualidade literária de seus trabalhos era frequentemente bastante baixa, e no século XVIII algumas cêmaras de retórica eram citadas com desprezo.[carece de fontes?] Alguns dos trabalhos bem-sucedidos que foi criado pelos Rederijkers inclui a peça Elckerlijc.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c Reformers on stage: popular drama and religious propaganda in the low countries by Gary Waite on Google books
  2. Since most rederijkers were leading men in the city council in the 16th and 17th centuries, they did not make a living from their writing, but earned income through rents and privileges