Católicas pelo Direito de Decidir

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Católicas pelo Direito de Decidir é uma organização não-governamental (ONG) brasileira de caráter feminista e ecumênico que defende, entre outros temas, o aborto a qualquer mulher e da destruição de embriões humanos em pesquisas científicas.

História[editar | editar código-fonte]

A ONG constituiu-se em 1993. Em 1994 foi formalizada juridicamente. Atua em articulação com a ONG latino-americana Católicas por El Derecho a Decidir e com a estadunidense Catholics for Free Choice. De acordo com seu website, "promove os direitos das mulheres (especialmente os sexuais e os reprodutivos)" e "divulga o pensamento religioso progressista em favor da autonomia das mulheres, reconhecendo sua autoridade moral e sua capacidade ética de tomar decisões sobre todos os campos de suas vidas". Porem a Organização e entidades associadas não configura um movimento católico, e tem sido criticadas por intelectuais como Olavo de Carvalho por usar o nome católicas de maneira enganosa. Sua fundadora,a sra. Kissling declarou sua ambição pessoal de se opor ao papado e a própria organização diz trabalhar na tradição dos teólogos da libertação.

Nota da CNBB[editar | editar código-fonte]

Nota da CNBB sobre as Católicas pelo Direito de Decidir

Têm chegado à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – inúmeras consultas sobre a ONG denominada “Católicas pelo Direito de Decidir”, uma vez que em seus pronunciamentos há vários pontos contrários à doutrina e à moral católicas.

Esclarecemos que se trata de uma entidade feminista, constituída no Brasil em 1993, e que atua em articulação e rede com vários parceiros no Brasil e no mundo, em particular com uma organização norte-americana intitulada “Catholics for a Free Choice”. Sobre esta última, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos já fez várias declarações, destacando que o grupo tem defendido publicamente o aborto e distorcido o ensinamento católico sobre o respeito e a proteção devidos à vida do nascituro indefeso; é contrário a muitos ensinamentos do Magistério da Igreja; não é uma organização católica e não fala pela Igreja Católica[1]. Essas observações se aplicam, também, ao grupo que atua em nosso país.

A Campanha da Fraternidade deste ano de 2008 reafirma nosso compromisso com a vida, especialmente, com a vida do ser humano mais indefeso, que é a criança no ventre materno, e com a vida da própria gestante. Políticas públicas realmente voltadas à pessoa humana são as que procuram atender às necessidades da mulher grávida, dando-lhe condições para ter e a criar bem os seus filhos, e não para abortá-los.

“Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19). Ainda que em determinadas circunstâncias se trate de uma escolha difícil e exigente, reafirmamos ser a única escolha aceitável e digna para nós que somos filhos e filhas do Deus da Vida.

Conclamamos os católicos e a todas as pessoas de boa vontade a se unirem a nós na defesa e divulgação do Evangelho da Vida, atentos a todas as forças e expressões de uma cultura da morte que se expande sempre mais.

Brasília, 03 de março de 2008

Dom Geraldo Lyrio Rocha Arcebispo de Mariana Presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro Secretário-Geral da CNBB

Ligações externas[editar | editar código-fonte]