Cleômenes III

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Cleômenes III (português brasileiro) ou Cleómenes III (português europeu) (254 a.C.219 a.C.) foi rei da cidade grega de Esparta por dezesseis anos,[1] de 235 a.C. até 222 a.C., pertenceu à Dinastia Ágida e terminou seus dias no exílio.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Cleômenes era filho de Leônidas II, e se casou, muito jovem e por ordem de seu pai, com Agiatis, a viúva de Ágis IV, rei euripôntida.[2]

Cleômenes estudou filosofia com Sphaerus, discípulo de Zenão de Cítio; Sphaerus admirava as qualidades de Cleômenes.[3]

Com a morte de Leônidas II, Cleômenes viu que os espartanos haviam degenerado: os ricos ignoravam o interesse público, preocupando-se apenas com prazeres e ganhos pessoais, os pobres perderam a prontidão para a guerra e a disciplina, e ele era rei apenas nominalmente,[4] com todo o poder nas mãos dos éforos.[5] Ele dedicou-se à restauração das antigas instituições espartanas, atribuídas ao legislador Licurgo.

Sua mãe se chamava Cratesicleia, e, para ajudar o filho, ela se casou de novo com um cidadão de influência.[6]

Pretendendo seduzir o exército com expedições gloriosas, atacou a Liga Aquéia (em 227 a.C.) e sublevou quase toda a Arcádia, chegando a ameaçar Argos.

Fortalecido com essas vitórias, surpreendeu a todos mandando executar os Éforos, representantes da oligarquia espartana. Depois, substituiu o senado por magistrados, chamados Patrônomos, incorporou os lacônios como cidadãos e promoveu uma ampla divisão de terras.

Após colher várias vitórias contra Antígono Doson, rei da Macedônia, a sorte da guerra deixou de favorecê-lo, conseguindo apenas manter uma parte da Acádia. Caído em desgraça, refugiou-se na corte de Ptolomeu III Evérgeta, rei do Egito, mas incompatibilizou-se com o novo faraó, Ptolomeu IV Filopátor, e acabou sendo preso. Tendo fugido da prisão, tentou, com um grupo pequeno de companheiros, sublevar o povo de Alexandria contra o rei, mas seu intento fracassou. Desistindo da revolta, Cleômenes III e seus companheiros cometeram suicídio pela espada.[7] Seus dois filhos com Agiatis, sua mãe Cratesicleia e as esposas e filhos dos seus companheiros foram, em seguida, mortos por ordem de Ptolemeu IV Filopátor.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Árvore genealógica baseada em Políbio, Plutarco e Pausânias (geógrafo):

 
 
 
Cleômenes II
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Acrótato
 
 
 
 
Cleônimo (pai de Leônidas II)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Areu I
 
 
 
 
Leónidas II
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Acrótato
 
Cleômenes III
 
 
 
Quilônis
 
 
 
Cleômbroto II
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Areu II
 
 
 
 
 
 
 
Agesípolis
 
 
 
Cleômenes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Agesípolis III



Precedido por
Leônidas II
Rei de Esparta (Ágida)
235 a.C.222 a.C.
Sucedido por
República
(Agesípolis III foi rei por um breve período após a república)

Referências

  1. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Cleômenes, 38.1
  2. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Cleômenes, 1.1
  3. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Cleômenes, 2.2
  4. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Cleômenes, 3.1
  5. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Cleômenes, 3.2
  6. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Cleômenes, 6.1
  7. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Cleômenes, 37.6
  8. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Cleômenes, 38.2

Toledo, J. - "Dicionário de Suicidas Célebres", São Paulo, Ed. Record, 1999

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