Cobertura (finanças)

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Em finanças, chama-se cobertura (hedge, em inglês) ao instrumento que visa a proteger operações financeiras contra o risco de grandes variações de preço de um determinado ativo.[1]

Em finanças, uma estratégia de hedging consiste em assumir uma posição comprada ou vendida (ativo/passivo), normalmente com a contratação de um derivativo financeiro ou um investimento, com o objetivo específico de reduzir ou eliminar o risco de outro investimento ou transação.

Funcionamento[editar | editar código-fonte]

Um exemplo é o caso de uma empresa que tem de pagar uma fatura em moeda estrangeira no prazo de 60 dias. Se comprar hoje, no mercado de futuros, um montante dessa moeda equivalente ao valor da fatura, consegue isolar-se do risco de ocorrerem alterações da taxa de câmbio que tornem a transação mais cara na sua moeda. A estratégia de hedging pode ser concebida de forma a limitar apenas parcialmente o risco cambial ou por meio da utilização de opções, dando ao investidor a hipótese de ganhar se a flutuação for a seu favor.

Uma das principais diferenças entre os fundos de hedge e os fundos de mútuos, nos Estados Unidos, é que os primeiros não são obrigados a divulgar publicamente o montante disponível em carteira. Portanto, é praticamente impossível saber em que momento constituiriam ameaça aos mercados e em que momento poderiam minimizá-la.

Muitos fundos de hedge trabalham com derivativos complexos, criados sob medida para sua clientela, os quais não são negociados com freqüência e se mantêm distantes das bolsas. Trata-se de um segmento obscuro não apenas para quem está de fora, já que nem mesmo os fundos sabem muito bem como avaliar os instrumentos à sua disposição.

Uma vez que os fundos de hedge americanos não se submetem a nenhum tipo de regulamentação, não há estatísticas definitivas a respeito. Contudo, segundo estimativas, haveria 8.000 fundos de hedge cujos ativos somariam cerca de um trilhão de dólares, ante 400 milhões em 2001. Graças ao poder de alavancagem financeira dos fundos, seu impacto sobre os mercados seria provavelmente muito maior. A indústria de fundos mútuos conta com aproximadamente 8 trilhões em ativos, mas não há possibilidade de alavancagem.

Referências

  1. GITMAN, Lawrence Jeffrey. Principios da administração financeira, 10ª edição. São Paulo, Editora Pearson Addison Wesley, 2004. Pág 661
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