Comandos

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São conhecidas genericamente por Comandos as tropas militares de elite, especializadas sobretudo em operações de assalto e em acções de choque de guerrilha e contra-guerrilha.


Índice

[editar] História

O termo nasceu a partir da designação de Kommando que os Boers da África do Sul davam às suas tropas de operações especiais na Guerra contra os britânicos no princípio do séc. XX. A palavra boer Kommando por sua vez terá tido origem no termo Português Comando utilizado na Índia no sentido de grupo de tropas sob um comando autónomo e que desempanhavam missões especiais durante uma batalha ou cerco. Na África do Sul tropas similares actuavam em pequenos destacamentos, que se deslocavam normalmente a cavalo, e lançavam ataques rápidos contra as tropas britânicas.

Durante a 2ª Guerra Mundial tanto os britânicos como os alemães decidiram reutilizar este termo para designar as novas tropas de operações especiais que tinham formado (as britânicas designadas Commandos e as alemãs Kommandos). Posteriormente o termo foi utilizado por outros países para designar algumas das suas forças de elite.

[editar] Tropas de Comandos por países

[editar] Portugal

Ver artigo principal: Comandos (Exército Português)

O termo Comando, no sentido de soldado de elite treinado para realizar operações especiais, apareceu primeiro em Portugal no seio das Tropas Paraquedistas, durante a década de 1950. No entanto, só a partir de 1963, durante a Guerra do Ultramar é que o termo começa a ser utilizado para designar unidades especialmente constituídas, agora no seio do Exército. É nesse ano que nascem as tropas de Comandos do Exército Português, constituídas como forças de intervenção, especializadas na luta anti-guerrilha, actuando primeiro em Angola e depois também na Guiné e Moçambique.


[editar] Angola

O Exército Angolano mantém uma força de Comandos, treinada e assessorada por militares Comando portugueses e modelada na tropa deste tipo do Exército Português. Até há pouco os Comandos angolanos estavam integrados na Brigada de Comandos, a principal força de elite das Forças Armadas de Angola. Com a integração de outro tipo de forças especiais, nomeadamente pára-quedistas, aquela brigada deu origem à nova Brigada de Forças Especiais. Os Comandos angolanos destacaram-se em combate nas operações internas contra a UNITA e a FLEC, bem como em operações externas, nomeadamente na República Democrática do Congo.

[editar] Diferenças entre Força Especial e Comandos

Forças Especiais normalmente são mais treinadas que os Comandos assumindo missões de maior importância, em que exige uma ação mais cirúgica e uma mobilidade maior. As missões de Comandos e FE's difere-se ainda mais no requisito tempo. Commandos normalmente tem uma missão de assalto que deve ser cumprida o mais rápido possível, normalmente podem se manter operando durante algumas semanas sem apoio. FE's podem passar meses no campo de batalha para cumprir inderteminado número de objetivos e variadas missões sem esperar apoio de outras unidades, recebendo mantimentos pelo céu. Exemplos de FE's e de Comandos

As principais unidades de forças especiais são: SAS (Reino Unido), Delta Force e Boinas Verdes (EUA), Sayeret Matkal (Israel), SASR (Australia), Spetsnaz (Rússia), KSK e GSG 9 (Alemanha), 1o Batalhão de Forças Especiais, Grumec e Para-SAR (Brasil), Operações Especiais e GOE (Portugal).

As principais unidades de Comandos são: Rangers (EUA), Royal Marines Commandos {Reino Unido), 1o Batalhão de Ação de Comandos, Batalhão Tonelero dos Fuzileiros Navais {Brasil}, Comandos {Portugal}. A maioria das forças policiais são ex: SWAT {EUA}, Comandos e Operações Especiais (Polícia Militar do Estado de São Paulo),COE ( Polícia Militar do Paraná ), BOPE (Policía Militar do Rio de Janeiro/PMERJ), GATE (Policía Militar de São Paulo), Companhia de Operações Especias e Centro de Operações Eespecias (Policia Militar e Civil da Bahia).

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