Concílio de Selêucia-Ctesifonte

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O Concílio de Selêucia-Ctesifonte, também chamado de Concílio de Mar Isaac, se reuniu em 410 d.C. em Selêucia-Ctesifonte, a capital do Império Sassânida da Pérsia. Ele reconheceu oficialmente a comunidade cristã do império, conhecida como Igreja do Oriente, e estabeleceu o bispo de Selêucia-Ctesifonte como seu catholikos, ou líder. O concílio é um grande marco na história da Igreja do Oriente e do cristianismo na Ásia de forma geral.

Após o Primeiro Concílio de Éfeso (431), que condenou o nestorianismo, a Igreja do Oriente se separou do grupo majoritário do cristianismo no que ficou conhecido como cisma nestoriano.

História[editar | editar código-fonte]

O concílio foi convocado por Mar Isaac, o bispo de Selêucia-Ctesifonte, e que seria então declarado o primado da Igreja Sassânida, confirmando-o como catholicos e arcebispo de todo o oriente. A decisão foi importante, pois os cristãos do Império Sassânida, até aquele momento, estavam muito desorganizados e sofriam perseguições. O zoroastrismo era a principal religião do império.

Em 409, o rei Yezdegerd, de fé zoroástrica, condeceu a permissão para que os cristãos praticassem sua fé, permitindo-lhes que realizassem suas cerimônias publicamente e reconstruíssem seus templos. Eles, contudo, continuaram proibidos de pregar aos não fiéis[1] .

O sínodo também declarou a aderência da Igreja do Oriente às decisões do Primeiro Concílio de Niceia e subscreveu o credo niceno.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Wigram, W. A.. An introduction to the history of the Assyrian Church, or, The Church of the Sassanid Persian Empire, 100–640 A.D (em ). [S.l.]: Gorgias Press, 2004. p. 89. ISBN 1593331037.